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Panorama Bíblico do Antigo Testamento · Lição 08 · Mapa mental
Depois da queda, um recomeço
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Lição 8 – Depois da queda, um recomeço
1. Introdução
- 120 anos de monarquia unida → ruptura espiritual e nacional
- Povo afastou-se de Deus e perdeu identidade monoteísta
- Incorporou culto às divindades pagãs
- Deus advertiu por Seus profetas — foi ignorado
- Juízo sobre as duas nações em tempos distintos
- Assírios → Israel
- Babilônios → Judá
- Reino do Norte: levado cativo, disperso, desapareceu
- Reino do Sul: aprendeu as lições do cativeiro; voltou disposto a servir ao único Deus
- Deus remove reis e estabelece reis (Dn 2.21)
2. O império assírio e a queda do Reino do Norte
- Assíria usada por Deus para punir Israel
- Por idolatria, afastamento das leis, degradação moral e injustiça social
- Assíria
- Fundada por Assur (descendente de Sem), conquistada por Ninrode
- Ninrode edificou Nínive (Gn 10.10-12)
- Mais temidos do Oriente Médio
- Tecnologia militar: primeiro exército organizado do mundo
- Crueldade com os inimigos
- Tiglate-Pileser III (745-727 a.C.)
- Espalhava povos conquistados por outras regiões para apagar identidade e nacionalismo
- Deixava os mais pobres; trazia colonos de outras regiões para repovoar
- Após derrotar o rei de Israel em socorro a Acaz (2Rs 15.29; 16.7)
- Levou a maioria das tribos de Israel para a Assíria (1Cr 5.26)
- Queda de Samaria em 722 a.C. após 3 anos de cerco (2Rs 17.5-23)
- Judá atacada por Senaqueribe
- Tomou várias cidades e cercou Jerusalém
- Deus a livrou em duas ocasiões (2Rs 18.17-19.8; Is 37.10-38)
- Queda do império assírio em 612 a.C.
- Conforme profecias de Naum (Na 3.1,18,19)
- Coalizão de babilônios e medos
3. O império babilônico e a queda do Reino do Sul
- Deus suscitou os babilônios contra Judá
- Por idolatria e desobediência
- Babilônios: uma das civilizações da Mesopotâmia
- Após domínio assírio, rei Nabopolasar expandiu o império
- Filho Nabucodonosor: governante estrategista, mas rei cruel
- Reconstruiu Babilônia em todo o esplendor
- Principal rei dos babilônios
- Hamurabi: elaborou o famoso código de leis (princípio de talião)
- Babilônios: levavam povos dominados para a capital
- Deixavam os mais pobres nos territórios conquistados
- Permitiam que cativos mantivessem religião e cultura
- Em 598 a.C.
- Nabucodonosor invadiu Judá
- Levou tesouros do Templo, rei, autoridades, nobres e profissionais — ~10.000 pessoas (2Rs 24.11-16)
- Em 586 a.C.
- Jerusalém invadida; Templo queimado (2Rs 25.2-4,8-16)
- Total de cativos em três ocasiões: 4.600 judeus (Jr 52.28-30)
- Queda da Babilônia diante dos medos (conforme Is 13.17-20; Dn 5.28,31)
4. O período do exílio
- Deportados do Norte
- Nunca voltaram em massa; foram dispersados pelo império assírio
- Colonos assírios misturaram-se aos mais pobres de Israel (2Rs 17.24)
- Origem dos samaritanos: adoravam ao Deus do céu e também aos deuses de seus antepassados (2Rs 17.29-33,41)
- Cativos do Sul: em geral, não foram maltratados
- Salmo 137: povo chorando por saudade de Jerusalém
- Por saudade, não por arrependimento
- Pedindo vingança, não o perdão
- Profetas no período do exílio
- Daniel: na corte babilônica
- Ezequiel: entre os cativos nas proximidades da Babilônia
- Jeremias: junto ao povo pobre deixado em Jerusalém
- Cativeiro de Judá: ~70 anos (conforme Jr 25.11-12)
- Mudanças no caráter nacional dos judeus
- Maioria ficou livre das práticas de idolatria
- Desenvolveram fé firme e clara
- Evitaram alianças com outras nações
- De agricultores e criadores, tornaram-se comerciantes
- Muitos judeus não quiseram voltar; permaneceram nas grandes cidades (Babilônia, Susã)
- Em 536 a.C.: Ciro editou decreto para reconstrução de Jerusalém (Ed 1.2,3)
5. O pós-exílio: a reconstrução de Jerusalém
- Deus cumpriu a promessa de trazer o povo de volta (Jr 29.10-14)
- Primeiro grupo
- Sob o comando de Sesbazar, príncipe de Judá (Ed 1.8; 5.14)
- Trouxe de volta os utensílios do Templo
- Zorobabel: retomou o culto verdadeiro
- Reedificou o altar do holocausto
- Sacrifícios diários segundo os ritos mosaicos
- Festa dos Tabernáculos celebrada conforme a Lei (Ed 3.2-6)
- Reedificou o Templo — apesar das acusações dos samaritanos (paralisaram por +1 década)
- Integra a genealogia de Jesus (Lc 3.27)
- Sob o comando de Sesbazar, príncipe de Judá (Ed 1.8; 5.14)
- Segundo grupo
- Com Esdras, escriba e sacerdote (Ed 7.21)
- Avaliou condições civis e religiosas do povo
- Reformas importantes
- Casamentos mistos de judeus com estrangeiras
- Ensino da Lei de Deus
- Neste período: possivelmente a história registrada no livro de Ester
- Com Esdras, escriba e sacerdote (Ed 7.21)
- Terceiro grupo
- Liderado por Neemias
- Responsável por reconstruir os muros de Jerusalém
- Governador de Judá (Ne 5.14)
- Grande líder que junto com Esdras realizou reformas religiosas importantes (Ne 12.47; 13.10-13,15-19)
- Liderado por Neemias
6. Conclusão
- A história de Israel: fascinante — a mão de Deus guiando Seu povo
- Governo monárquico: conduzido por humanos — falhas e orgulho
- Israel e Judá tiveram oportunidades, mas insistiram no pecado
- Deus levantou nações que os humilharam
- Deus conservou um remanescente que voltou e reconstruiu Jerusalém (cumprimento de Sua palavra)
- Chamado ao leitor: não desperdiçar oportunidades de se aproximar de Deus
- "Aproximem-se de Deus, e ele se aproximará de vocês!" (Tg 4.8)
- Necessidade de quebrantamento debaixo da poderosa mão do Senhor