Panorama Bíblico do Antigo Testamento

Uma visão geral da história bíblica do Antigo Testamento, desde a criação até o pós-exílio.

Materiais de Apoio

Sumário

Lição 1 – Foi assim que tudo começou

Objetivo Geral

Apresentar historicamente os principais fatos dos primeiros capítulos de Gênesis, o livro do princípio de todas as coisas.

Introdução

Toda história tem um princípio. E o princípio da história de tudo e de todos se encontra no primeiro livro da Bíblia, Gênesis. Este nome “Gênesis” significa “princípio”, definindo bem o seu conteúdo, pois nele estão contidos o princípio do céu e da terra, de todas as formas de vida e de todas as instituições e dos relacionamentos humanos. É possível ver em Gênesis, também, a origem de todas as grandes doutrinas bíblicas referentes a Deus, ao homem, ao pecado e à salvação. Neste livro, as perguntas fundamentais que todo ser humano faz (De onde viemos? O que estamos fazendo aqui? Para onde vamos?) são respondidas. Afinal, como afirma um antigo provérbio grego: “um bom começo é meio caminho andado”.

A autoria de Gênesis é atribuída a Moisés, tanto pelas comunidades judaicas como pelas cristãs. O livro trata de eventos que se estendem desde a criação do universo e do homem (Gn 1-2), uma ação poderosa efetuada por Deus, preexistente a todas as coisas (Is 43.13; Jo 1.1; Cl 1.17), até a morte de José, o que abrange um período de 2.369 anos. Entretanto, nesta primeira lição, serão abordados os fatos que estão inseridos no texto compreendido entre Gn 1.1 e Gn 11.9.

Sendo assim, você está convidado a embarcar nessa aventura de estudos sobre a origem do universo, do primeiro casal (Adão e Eva) e do pecado, o primeiro homicídio, o dilúvio e a Torre de Babel, pois foi assim que tudo começou.

Como perder o paraíso em três capítulos: criação e queda de Adão e Eva

Deus iniciou Sua obra, conforme registrado em Gênesis 1.1: “No princípio, Deus criou os céus e a terra”, sendo Ele a “Causa Primeira” de todas as coisas: a precisão com que os astros se movem e a forma como estão dispostos no firmamento demonstram que tudo isso não surgiu por acaso (Sl 19.1).

Ele trouxe à existência todas as coisas em seis dias (Gn 1.1-23). Porém, a fim de concluir Sua obra, criou o primeiro casal, Adão e Eva (Gn 1.26-28; Gn 2.7,18,21-23), descansando no sétimo dia, dando ao homem o exemplo de trabalhar durante seis dias e descansar no sétimo.

O Senhor colocou no Éden duas árvores específicas: a do conhecimento do bem e do mal (Gn 2.17) e a da vida (Gn 3.22,24), deixando para Adão e Eva uma ordem de não comerem do fruto da árvore do conhecimento do bem e do mal, a fim de ensiná-los a obedecê-Lo e servi-Lo por sua livre vontade. Entretanto, eles cederam à tentação da serpente e comeram do fruto dessa árvore (Gn 3.1-7) desobedecendo a Deus. Esse evento é conhecido na Teologia como “queda” ou “pecado original”.

Então, Adão e Eva sofreram o primeiro julgamento da Bíblia: para a mulher, dor e submissão ao marido (Gn 3.16); para o homem, trabalho árduo até sua morte em um solo cheio de espinhos (Gn 3.17- 19); para ambos e sua descendência, expulsão do Paraíso e impedimento de acesso à árvore da vida. Apesar disso, surge a promessa divina de redenção (Gn 3.15).

Irmão contra irmão: uma tragédia anunciada entre Caim e Abel

Após saírem do paraíso, Adão e Eva tiveram dois filhos: Caim e Abel (Gn 4.1,2). Ao entrar no mundo, o pecado se tornou hereditário e se multiplicou, alcançando grandes proporções: do coração do primeiro casal passou aos filhos e, depois, a toda a humanidade (Sl 51.5; Rm 5.12).

Caim era agricultor (Gn 4.2) e seu irmão Abel foi pastor de ovelhas (Gn 4.2). A Bíblia conta que, em certo momento, os dois irmãos levaram ofertas ao Senhor (Gn 4.3,4): como agricultor, Caim trouxe sua oferta do fruto da terra; Abel, como pastor, trouxe das primícias do seu rebanho. A Bíblia não dá nenhuma explicação exata sobre o porquê Deus rejeitou a oferta de Caim e aceitou a de Abel, mas fornece detalhes que permitem entender a diferenciação entre as ofertas dos irmãos. Um ponto relevante é que Deus não apenas aceitou a oferta de Abel e rejeitou a de Caim, mas “O Senhor se agradou de Abel e de sua oferta, mas de Caim e de sua oferta não se agradou” (Gn 4.4,5). O que está em foco não é a oferta que cada um trouxe, mas o coração do ofertante.

Com isso, “Caim ficou muito irritado e fechou a cara” (Gn 4.5) e, apesar de ser advertido por Deus (Gn 4.7,8), mata seu irmão mais novo (Gn 4.8), cometendo o primeiro homicídio da história. Caim, por fim, “se retirou da presença do Senhor” (Gn 4.16) e “edificou uma cidade” (Gn 4.17) dando prosseguimento a uma posteridade vergonhosa (Gn 4.18-24).

O dilúvio: julgamento de deus sobre a humanidade corrompida

Em Gênesis 4.25,26 veem-se duas classes de homens no mundo: os “piedosos”, descendentes de Sete (filho de Adão), e os ímpios, descendentes de Caim. Em uma geração corrompida e violenta (Gn 6.11), apenas Noé e sua família, que descendiam de Sete, mantiveram-se fiéis e obedientes a Deus, e eles encontraram o Seu favor (Gn 6.8,9,22). Por causa disso, o Senhor chama Noé para uma missão: construir uma arca, com ordens específicas quanto à sua feitura e aos que deveriam entrar nela, pois destruiria o mundo (Gn 6.13-21), firmando uma aliança com Noé (Gn 6.18), a fim de que por seu intermédio a promessa da redenção continuaria seu curso até o cumprimento em Cristo (Lc 3.20-36).

Noé, sua família e os casais de animais, entraram na arca quando veio o dilúvio sobre a terra, chovendo por quarenta dias (Gn 7.11-17), fazendo perecer todos que não embarcaram (Gn 6.21-23).

Quando as águas secaram (Gn 8.13), Noé, sua família e todos os animais saíram da arca e a primeira atitude que ele tomou foi levantar um altar ao Senhor e oferecer holocaustos (Gn 8.20). Quando Deus, aceitando o sacrifício, estabeleceu com Noé uma aliança, prometendo que nunca mais a terra seria destruída por um dilúvio, pondo um arco-íris como símbolo dessa aliança (Gn 9.8-17).

Mais tarde, Noé predisse o futuro de seus filhos (Gn 9.24-27), apontando Sem como aquele por meio do qual Deus abençoaria o mundo.

A torre de babel: símbolo da rebelião do homem

O capítulo 10 de Gênesis apresenta o que é conhecido como “Quadro das Nações” ou “Tabela das Nações”, traçando a genealogia (registro dos antepassados de alguém) de Noé (Gn 10.1-8). Essa genealogia se estende até Ninrode, que reinou sobre Babel (Gn 10.10), construindo, posteriormente, Nínive, Reobote-Ir, Calá e Resém, na Assíria (Gn 10.11,12). E foram justamente os descendentes de Ninrode que planejaram construir a Torre de Babel (Gn 11.2-4). É interessante notar a correspondência entre os capítulos 10 e 11 de Gênesis: o capítulo 10 mostra as nações descendentes de Noé separadas em suas “moradas”, enquanto que o capítulo 11 mostra como se deu essa separação.

Nota-se, pelas palavras dos descendentes de Ninrode registradas em Gênesis 11.4: “Venham, vamos construir uma cidade e uma torre cujo topo chegue até os céus e tornemos célebre o nosso nome, para que não sejamos espalhados pela terra”, que a sua intenção era a de se levantaram em um ato de rebelião contra Deus, não querendo se submeter à Sua determinação de povoarem a terra, e que a torre seria o centro dessa rebelião. Isso mostra, também, o resíduo no coração do homem, plantado pela serpente, de querer ser igual a Deus (Gn 3.5).

Entretanto, Deus intervém e desfaz esse plano ardiloso, colocando em andamento Seu propósito soberano (Gn 1.28; Gn 9.1), dispersando as nações ao confundir sua língua (Gn 11.7-9).

Conclusão

Concluindo esta primeira lição da jornada pelo Antigo Testamento, esperamos que você tenha conseguido entender a relevância histórica dos primeiros capítulos de Gênesis, onde foram abordados: a criação dos primeiros seres humanos que, apesar de terem sido colocados num lugar paradisíaco, desobedeceram à ordem do Senhor quanto a não comerem da árvore do conhecimento do bem e do mal, sendo expulsos do Jardim do Éden; o primeiro homicídio da raça humana, cometido entre dois irmãos (Caim e Abel); a degeneração da humanidade, que se tornou corrupta e violenta, levando à sua extinção quase total por meio do dilúvio, nos dias de Noé; e, por fim, o projeto dos homens em construir uma torre, a fim de confrontar o Criador, que redundou no espalhamento das nações, quando da confusão das línguas em Babel.

Apesar disso, o que se depreende, é que desde o início da história da humanidade há uma graça sustentadora de Deus presente até mesmo em cada um dos julgamentos ocorridos, mostrando que o Senhor constantemente dá uma segunda chance ao homem, apesar de seus pecados cruéis, para que o Seu propósito seja cumprido.

Por fim, sugere-se a leitura deste material didático e a participação em aula, a fim de que o aprendizado seja efetivo e duradouro.

Lição 2 – A história dos patriarcas

Objetivo Geral

Apresentar os fatos mais relevantes contidos nos últimos 39 capítulos de Gênesis, que falam dos patriarcas bíblicos.

Introdução

É digno de nota que os primeiros 11 capítulos de Gênesis abrangem, aproximadamente, um período de 2.000 anos, espaço temporal que se aproxima do restante da Bíblia. Isso se deve ao fato de que as Escrituras contam, primeiramente, a história da redenção de modo sucinto, sendo a história das nações um caso dependente daquele inicial.

A Bíblia destacava, antes de Gênesis 11.26, Adão e Noé como personagens cujas vidas serviram como apoio para o plano divino e suas consequências para a raça humana. Agora, Abraão é o principal nome nesse propósito divino, junto àqueles que são conhecidos como patriarcas (Isaque, Jacó e José). Suas histórias pessoais e de seus descendentes preenchem os capítulos remanescentes do livro de Gênesis, formando uma corrente que se estende por toda a Bíblia.

É bem verdade que a designação “patriarca” não provém do Antigo Testamento, mas é mencionada em épocas mais recentes (At 7.8 e versículos seguintes, que falam dos doze patriarcas; em At 2.29 Davi também é considerado um patriarca). Os patriarcas eram assim chamados por causa da organização em torno de si, pois eles reuniam funções diversas, tais como a de chefes militares, sacerdotes e líderes políticos.

Nesta lição acompanhe as vidas de Abraão, Isaque, Jacó e José, onde sua importância será ressaltada, tanto para os hebreus quanto para os cristãos, afinal essa é a história dos patriarcas.

A história de Abraão, o pai da fé de muitos povos

Abraão tem esse título porque é considerado o pai das três maiores religiões monoteístas do mundo. O patriarca nasceu em Ur dos Caldeus, cidade rica e sofisticada da Mesopotâmia, possuindo agricultura adiantada, com drenagem e irrigação desenvolvidas. Nessa época os moradores de Ur eram politeístas (Js 24.2). Ao chamar Abraão, Deus faz com que Gn 3.15 cumpra-se através dele, separando-o do ambiente pagão e, além dos pessoais, promete-lhe bênçãos nacionais, territoriais e espirituais (Gn 12.1-3).

Abraão levou consigo para Canaã sua esposa, seu sobrinho Ló, seus bens e as pessoas que se juntaram a ele (Gn 12.5). Mais à frente, Abraão e Ló separam-se, já que seus rebanhos cresceram tanto que não havia pasto suficiente para ambos (Gn 13.5-12)

A história de Abraão é de uma vida de fé. Porém, sua fé entra em conflito com a realidade: ele será uma grande nação (Gn 12.2), mas Sara era estéril (Gn 11.30). Contudo, Deus reafirma a promessa de que o herdeiro viria de Abraão e Sara (Gn 15.4; Gn 17.19), o que aconteceu quando o pai da fé tinha 100 anos (Gn 21.1-5). O maior teste da fé de Abraão aconteceu em Gn 22, quando Deus ordenou que oferecesse Isaque em sacrifício. Abraão obedeceu por confiar em uma providência divina (Gn 22.5; Hb 11.17-19) e Isaque foi poupado (Gn 22.11,12). Abraão morreu com 175 anos (Gn 25.7), o que significa que andou com Deus por mais de 100 anos (Gn 12.4).

A história de Isaque, o herdeiro da promessa

Herdeiro da promessa, Isaque nasceu quando seus pais, Abraão tinha 100 anos e Sara, 90 anos. A vida de Isaque foi bem diferente da de seu pai. Ainda vivo, Abraão resolveu arranjar um casamento para seu filho, enviando seu servo Eliezer para escolher para ele uma esposa dentre os seus parentes (Gn 24.4), mantendo a integridade familiar. Através de Eliezer Deus interveio na escolha de Rebeca, filha de Betuel, sobrinho-neto de Abraão, para ser esposa de Isaque (Gn 24.15). Após Isaque orar a Deus (Rebeca era estéril, Gn 25.21), sua esposa ficou grávida de gêmeos, que disputaram entre si no ventre de sua mãe, pois seriam duas grandes nações (Gn 25.22,23), mas o mais velho (Esaú) serviria ao mais moço (Jacó).

Por causa de uma de grande fome, Isaque desceu a Gerar com sua família (Gn 26) e lá, cometeu o mesmo erro que seu pai ao ocultar a identidade de sua esposa ao rei dos filisteus, Abimeleque (Gn 26.7). Quando este descobriu o engano, repreendeu Isaque e proibiu qualquer um de tocá-lo (Gn 26.8- 11).

Com idade avançada e visão enfraquecida, Isaque convocou Esaú e lhe pediu para caçar e preparar uma comida, para proferir sobre ele uma bênção. Rebeca vê uma oportunidade de usurpar essa bênção em favor de Jacó, seu filho preferido (Gn 27.5-13,27-29). Após “roubar” a bênção de Esaú, Jacó foge e só retorna depois de 20 anos, pouco antes de Isaque morrer com 180 anos (Gn 35.28).

A história de Jacó, o pai das doze tribos de israel

Jacó, cujo nome significa “aquele que agarra o calcanhar” ou “suplantador”, parece ser o verdadeiro pai do povo escolhido, pois lhe nasceram 12 filhos, que se tornaram os cabeças das 12 tribos de Israel. Quando ia para Harã, fugindo de seu irmão Esaú por interceptar a sua bênção de primogenitura, Jacó teve uma visão em que Deus lhe fez promessas e deu àquele lugar o nome de Betel, Casa de Deus (Gn 28.11-19).

Quando chegou em Harã, procurou a casa de Labão, seu tio, por orientação de sua mãe (Gn 27.43,44). Lá, ele se encanta por Raquel, filha de Labão e se compromete a trabalhar sete anos para tomá- la como esposa, mas é enganado por seu tio, recebendo Lia como esposa (Gn 29.23-25). Mas essa não foi a única vez que Labão enganou a Jacó (Gn 30.7; Gn 31.41). Ele se casou com Raquel e trabalhou mais sete anos (Gn 29.27,28). Em Harã, Deus abençoou Jacó com onze filhos, uma filha e muito gado (Gn 30.43).

Após 20 anos na casa de Labão, Jacó e sua família retornaram para a casa de seu pai, em Canaã (Gn 31.18). No caminho, ele se encontra com anjos de Deus (Gn 32.1) e, depois, no vau do Jaboque ele luta com um anjo até o romper do dia e tem o seu nome mudado para Israel, “Príncipe de Deus” (Gn 32.24-28). Na sequência, Jacó se encontra com seu irmão Esaú e eles se reconciliaram (Gn 33.1-4). Jacó, agora Israel, ainda tem mais um filho, Benjamim, totalizando doze (Gn 33.18).

A história de José, o governador do Egito

A biografia de José, que se estende do capítulo 37 ao 50 de Gênesis, conclui uma grande e preciosa lição de providência da parte de Deus. Quando ele tinha 17 anos, relatou dois sonhos que teve com seus irmãos, que passaram a odiá-lo e invejá-lo (Gn 37.5-11). O que motivou isso é que, pelos sonhos, os irmãos de José, e seu próprio pai (Jacó), serviriam a ele. Certo dia José foi procurar seus irmãos, a fim de dar notícias deles a seu pai notícias deles. Foi quando eles conspiraram contra José e o venderam como escravo a uma caravana de ismaelitas que passava por ali indo para o Egito (Gn 37.12-28).

No Egito José foi vendido a Potifar, oficial de Faraó (Gn 37.36). Lá, “O Senhor estava com José” (Gn 39.2) e Potifar percebeu que a prosperidade em sua casa foi alcançada por causa da gestão do rapaz que, mesmo diante da tentação da esposa do seu senhor, não cedeu, dada a sua integridade (Gn 39.7-12). Apesar disso, o jovem José foi levado à prisão. Mas, mesmo no cárcere, o Senhor estava com ele (Gn 39.21-23).

Após interpretar os sonhos do copeiro e do padeiro de Faraó na prisão, José interpreta os sonhos do rei do Egito e é alçado a administrador da nação (Gn 40-41). Com a chegada da seca e da fome, os irmãos de José vão ao Egito em busca de alimentos e se reencontram com ele. Seus irmãos voltaram a Canaã, buscaram Jacó, seu pai, e migraram ao Egito com tudo que tinham (Gn 42-50).

Conclusão

Com esta segunda lição da jornada pelo Antigo Testamento, conclui-se o estudo do livro de Gênesis, onde as biografias dos patriarcas de Israel foram abordadas, entendendo-se não somente os seus aspectos históricos, mas também os espirituais relacionados à vida cristã. Por isso, foram seguidas as seguintes trilhas nos últimos capítulos de Gênesis: a história de Abraão, pai da fé dos judeus e dos cristãos; a história de Isaque, o herdeiro da promessa; a história de Jacó, o pai das doze tribos da nação de Israel; e, finalmente, a história de José, aquele que se tornou governador do Egito.

A lição conclusiva é que as experiências desses patriarcas estavam ligadas com o plano de redenção, prometido por Deus desde Gênesis 3.15, perpassando a vida deles. Até mesmo as situações mais adversas que esses homens vivenciaram serviram de lições para provar que o Senhor mantém tudo sob o mais absoluto controle de Suas mãos, conduzindo tudo para o Seu propósito soberano, pois “Sabemos que todas as coisas cooperam para o bem daqueles que amam a Deus, daqueles que são chamados segundo o seu propósito (Rm 8.26).

Não deixe de ler este material para as próximas aulas, participando ativamente de cada uma delas. Assim, o seu aprendizado será de excelência.

Lição 3 – Um longo período no Egito

Objetivo Geral

Apresentar historicamente os eventos descritos nos demais capítulos de Gênesis.

Introdução

O povo de Deus, a saber, o povo hebreu chegou ao Egito não por acaso, mas por providência divina, num período de muita fome na terra, através de José, filho de Jacó, que depois de ter sido vendido como escravo pelos próprios irmãos e ter passado também por um período na prisão, Deus em Sua onisciência e soberania o levantou como vice-governador do Egito para a preservação da vida, especialmente do Seu povo. Isso Deus já havia comunicado a Abraão de que a Sua descendência seria escravizada em terra estranha, mas quando houvesse se tornado uma nação, seria tirada com mão forte e poderosa (Gn 15.13,14).

Após 430 anos no Egito (Êx 12.40) e debaixo de escravidão, Deus levantou o libertador de Israel para, por meio dele, fazer cumprir a Sua promessa de libertação. O nascimento de Moisés se deu debaixo da providência do Todo-poderoso que, depois de ter se tornado um homem de virtude singular, tornou- se poderoso em palavras e em obras e pôde mudar a história não somente do povo hebreu, mas de toda a humanidade.

Como veremos a seguir, não foi por acaso que Moisés foi instruído em toda a ciência do Egito onde viveu por 40 anos e, posteriormente, na terra de Midiã, na escola divina por mais 40 anos, pois, para toda e qualquer realização há um momento certo, um momento apropriado para todo o propósito debaixo do céu (Ec 3.1).

Moisés nasce para libertar

A promessa de Deus a Abraão (Gn 17.4), a Isaque (Gn 26.4) e a Jacó (Gn 28.14) estava em cumprimento na terra do Egito, pois Deus não se esquece das suas promessas. Mormente nesse tempo de multiplicação, levantou-se no Egito um rei que não conhecia José e vendo o crescimento dos hebreus teve medo de se tornarem um povo mais forte e poderoso e submeteu-os a trabalhos forçados em todo tipo de tarefas que eram obrigados a realizar (Êx 1.8-14).

Não conseguindo frear o crescimento dos hebreus, foi determinado que as parteiras deixassem as meninas viverem, mas que matassem os meninos recém-nascidos e elas, temendo a Deus, não cumpriram tal determinação. Neste momento, o faraó ordenou a todo o seu povo para que jogassem no rio todos os meninos hebreus recém-nascidos, mas que as meninas hebreias deixassem viver (Êx 1.15- 22).

Porém, foi nesse tempo da promessa de Deus a Abraão que nasceu Moisés (At 7.17) e, já nascido, pela fé foi escondido por três meses porque seus pais viram que era um menino formoso e não temeram o mandado do rei (Hb 11.23). O que fez os seus pais tomarem essa atitude foi a fé de que, através daquele filho, Deus restauraria o Seu povo e foi pela fé que a mãe de Moisés preparou uma arca, lançando-o no rio e enviando sua irmã Miriam para saber o que lhe aconteceria (Êx 2.1-4). A fé nas promessas de Deus nos move e nos faz agir de maneira corajosa frente às adversidades.

Moisés é chamado

Necessário é que o povo de Deus creia que Deus é fiel para cumprir as Suas promessas e entenda que nada pode frustrar os Seus desígnios. Moisés passou por um período de 40 anos na escola divina, apascentando o rebanho de seu sogro e vivendo uma vida nômade no deserto de Midiã.

Deus o estava preparando para que, mais à frente, estivesse em condições de conduzir o Seu rebanho no deserto do Sinai, rumo à terra de Canaã. Não obstante, já havia passado 40 anos no Egito onde aprendeu a ser um legislador e estadista. Dessa forma, Yahweh o preparou para realizar a Sua obra. No Egito, aprendeu a ser legislador; no deserto, a ser pastor; e, preparado, foi chamado para ser o libertador do povo hebreu que se encontrava sob escravidão no Egito.

A chamada de Moisés foi realizada de uma maneira extraordinária e gloriosa, literalmente feita no fogo (Êx 3.2). A presença divina foi real e teofanicamente houve a aparição do próprio Deus. “Vem agora, pois, e Eu te enviarei a Faraó, para que tires o meu povo do Egito.” (Êx 3.10). Com estas palavras, Moisés foi comissionado para a sua maior missão, a libertação do povo de Deus. Dessa forma, fica claro o seguinte: 1) A urgência – “Vem agora”; 2) Quem comissiona: “Eu te enviarei”; 3) O lugar: “O Egito”; 4) O propósito: “para que tires o meu povo...". A missão que Deus nos dá sempre tem objetivos e precisamos entendê-los para realizarmos a Sua obra.

Moisés é bem-sucedido

Ninguém pode impedir Deus de agir e Ele não age sumariamente sem aviso prévio, a fim de levar o homem ou a nação à conversão e ao arrependimento, com vistas a livrar-se do julgamento. No entanto, com o endurecimento do coração de faraó, Deus demonstrou no Egito o Seu poder e as Suas maravilhas (Êx 3.20). Deus operou os Seus sinais com o intuito de convencer o faraó a libertar o Seu povo e para credenciar Moisés como o líder do Seu povo, envergonhando o inimigo e engrandecendo o Seu ungido. Deus tirou o Seu povo da escravidão com mão forte e poderosa.

Ao sair do Egito, o Senhor estabeleceu um memorial para Israel, a Páscoa. Esta é uma palavra hebraica que significa “passagem”, tornando-se uma das três grandes festas solenes que passou, a partir de então, a ser comemorada anualmente, pois estava ligada ao Êxodo e à libertação da escravidão e, assim como os judeus se reúnem em torno do “cordeiro”, a igreja se reúne em torno de Cristo, o Cordeiro pascal, para celebrar Sua morte, ressurreição e a libertação do domínio do mundo.

E, antevendo o obstáculo futuro, Deus deu a estratégia para Moisés conduzir o povo, pois, para deixar o jugo da escravidão, teria que atravessar o Mar Vermelho. Da mesma forma, situações se apresentam diante da igreja como obstáculos para a libertação da escravidão do mundo, mas, assim como Israel atravessou e celebrou, em Cristo, a Sua igreja pode vencer e celebrar (1Co 15.57).

A provisão vem do Senhor

Deus é provedor, é o Jeová-Jireh e tem por virtude prover todas as coisas. É Ele quem supre as nossas necessidades (Mt 6.28-34). Para Israel no deserto proveu a água (Êx 15.23-25), proveu comida (ÊX 16.35), não somente com o maná, mas também carne, além de prover as vestimentas que, durante quarenta anos, não se envelheceram e nem os sapatos se romperam (Dt 8.4). Ainda assim, os filhos de Israel se mostraram ingratos, desejando a comida do Egito e rejeitando o maná do céu. A ingratidão é a qualidade dos que não reconhecem as bênçãos de Deus e dos que têm corações endurecidos.

Deus é provedor na subsistência e nas guerras. Foi assim quando os amalequitas atacaram os filhos de Israel que foi à peleja sob o comando de Josué. Moisés subiu à colina com o cajado nas mãos com Arão e Hur. Levantando Moisés as mãos, Israel vencia e, abaixando, os amalequitas prevaleciam. Assim, Arão e Hur sentaram Moisés sobre uma pedra e ergueram as suas mãos até a vitória.

A unidade torna o povo forte e vencedor porque não sobrecarrega um em detrimento dos demais. Louvado seja Deus que não deixa o seu povo sem a orientação e a estratégia na caminhada como fez a Moisés por intermédio de Jetro seu sogro que percebendo a exaustão do líder na resolução dos conflitos, bem como o sofrimento do povo, orientou-lhe a escolher homens tementes a Deus para lhe ajudar a levar a carga (Êx 18.13-24)!

Conclusão

O nosso Deus é um Deus de promessas e quando decide cumpri-las não há nada e nem ninguém que possa impedi-Lo. Ficou evidente que o Egito conspirou por vezes para que a promessa divina feita a Abraão (Gn 17.4) não se cumprisse e caísse por terra, a ponto de intentar matar o libertador de Deus à Israel, porém, Deus o colocou aos cuidados do próprio faraó para que o alimentasse, instruísse e o capacitasse para a Sua obra.

Passado o tempo determinado, o próprio Deus o toma e o coloca na Sua escola no deserto de Midiã (Êx 2.11-21) para uma preparação específica e, após o tempo designado, o chamou de uma forma gloriosa e por intermédio dele operou sinais e maravilhas na terra do Egito, a fim de demonstrar o Seu poder, abater faraó e engrandecer Moisés como líder do Seu povo.

Importa ressaltar que, durante a saída do jugo da escravidão e peregrinação, Deus proveu o Seu povo dando-lhe água, comida, conservando suas vestimentas e os seus calçados, além de dar vitória nas guerras. Importa reconhecer que Deus não mudou e nEle não há mudança e nem sombra de variação (Tg 1.17); Ele é o Guarda fiel do Seu povo (Sl 121.3) e que quem nEle confia, tem recompensa (Hb 10.35).

Lição 4 – A aliança de Deus com o povo de Israel

Objetivo Geral

Demonstrar a aliança de Deus mediada por Moisés e a sucessão para Josué.

Introdução

Quando da libertação do povo de Israel da escravidão do Egito e da partida para a terra prometida, Deus não os guiou pela terra dos filisteus que seria o caminho mais curto para chegar em Canaã, mas fez o povo dar a volta no deserto, seguindo o caminho que leva ao Mar Vermelho, ainda que mais longe, pois Deus sabia que se o povo se defrontasse com a guerra, se arrependeria e voltaria para o Egito (Êx 13.17-18).

Mesmo a peregrinação ter durado 40 anos no deserto, esse não foi o propósito inicial de Deus que, desde o momento da libertação da escravidão, manifestou a Sua presença protetora guiando-os com uma coluna de nuvem de dia e uma coluna de fogo de noite. Com amor protetor, abriu o Mar Vermelho para que pudessem atravessar (Êx 14.21-28), fez pão cair do céu para os alimentar (Êx 16.21-35), fez sair água da rocha (Nm 20.11) e mandou codornizes para comerem (Nm 11.4-6). E, ainda assim, o povo se fez incrédulo e se portou de maneira infiel e desobediente ao Deus que os tirara do Egito com mão forte e lhe mostrara todos esses feitos no deserto, pelo que o Senhor fez com que levassem 40 anos para atravessar o deserto (Nm 14. 1-14).

Nesta lição acompanharemos a trajetória desse povo, desde a chegada ao deserto até a conquista da terra prometida, entendendo a revelação de Deus como Senhor e Soberano, bem como a maneira como o homem deve se relacionar com o seu Criador e Senhor.

Aliança regulamentada nos 10 mandamentos

No terceiro mês que Israel saiu do Egito, Deus estabeleceu a Aliança Mosaica no Monte Sinai como uma aliança condicional, ao estabelecer obrigações para o povo que as aceitou integralmente (Êx 19.1,5,8) e tal aliança serviria, dentre outros fatores, para distinguir Israel como o povo escolhido.

Ressalta-se que o Decálogo, literalmente, dez mandamentos, é o resumo da lei moral de Deus que foi escrito por Ele próprio no Sinai em duas tábuas de pedra (Êx 20.1; 31.18) e que dentre os propósitos da lei, podemos destacar a revelação da santidade de Deus, trazer o conhecimento do pecado e estabelecer um padrão de justiça para o homem. E, conforme Êxodo capítulo 20.1-17, os mandamentos do Decálogo destacam-se em: 1º “Não terás outros deuses diante de mim”; 2º “Não fará para ti imagens de escultura”; 3º “Não tomarás o nome do Senhor, teu Deus, em vão”; 4º “Lembra-te do dia de sábado, para o santificar”; 5ª “Honra a teu pai e tua mãe”; 6º “Não matarás”; 7º “Não adulterarás”; 8º “Não furtarás”; 9º “Não dirás falso testemunho” e 10º “Não cobiçarás”.

Por causa dos estatutos da Aliança Mosaica, os livros de Moisés, o Pentateuco, é chamado tanto no A.T como no N.T de lei, “torá” no hebraico (Js 1.8; Ed 7.10; Dn 9.11; Mt 12.5; Lc 2.22), pois foi no Monte Sinai que Israel tornou-se a nação eleita, assumiu o privilégio de mediar as bênçãos de Deus para o mundo e comprometeu-se em ser uma nação santa.

A Arca da Aliança e o Tabernáculo

A Arca da Aliança representava a presença de Deus. Era a peça mais valiosa do Tabernáculo e ficava no “Santo dos santos”, construída de madeira de acácia e revestida com ouro por dentro e por fora. Era retangular e media 2,5 côvados de comprimento, 1,5 de largura e 1,5 de altura (Êx 25.10-11). A tampa era denominada de “Propiciatório”, adornada com dois querubins de ouro, um em frente do outro com as asas abertas para o centro da arca (Êx 25.17-21). O sentido da tampa era cobrir algo valioso que se encontrava dentro da arca. Uma vez por ano o sumo sacerdote aspergia sangue sobre o propiciatório como expiação pelos pecados do povo, apontando para o sacrifício perfeito que seria realizado por Cristo.

O Tabernáculo foi projetado por Deus e determinado a Moisés que o fizesse conforme o modelo, com o propósito de cumprir o desejo de Deus de habitar novamente entre os homens, pois o pecado havia colocado uma barreira de separação (Êx 25.8).

Para representar o homem diante de Deus, o próprio Deus estabeleceu o ofício sacerdotal (Êx, 28.38), pois, com a construção do tabernáculo, o sacerdócio não seria mais de cada chefe de família, e para atender as exigências do culto, Deus instituiu o sacerdócio e chamou Arão e seus filhos para o ofício (Êx 28.1). O sacerdócio não é tarefa para homens, e nem homens escolhem a si mesmos e assim como Arão foi escolhido por Deus, Cristo foi feito sacerdote eterno (Hb 5.4-6).

As leis e o encerramento do ministério de Moisés

Moisés foi o grande receptor das leis de Deus dadas a Israel (Êx 20.19-22), pois o povo temeu e não quis recebê-las diretamente de Deus, colocando-o como mediador diante do Eterno. Na verdade, o Senhor não entregou a Israel apenas o Decálogo, mas uma lei ampla com aspectos morais, religiosos e civis com vistas à uma convivência ideal, pois estaria cercado por nações pagãs, ímpias e perversas com comportamentos reprováveis diante de Deus e dos homens.

Faz-se importante ressaltar o cuidado de Deus com o Seu povo trazendo leis normativas acerca da escravidão (Êx 21.1-7); acerca da violência e dos acidentes (Êx 21.12-36); leis acerca da proteção da propriedade (Êx 22.1-15); acerca das responsabilidades sociais (Êx 22.16-31); leis acerca do exercício da justiça (Êx 23.1-9); acerca do sábado (Êx 23.1-13) e leis acerca das grandes festas anuais (Êx 23.14-19), com vistas a ensinar o Seu povo a se portar como nação civil e religiosa.

Por fim, vemos no livro de Deuteronômio Moisés fazendo uma repetição da Lei, isso antes da sua partida e da entrada de Israel em Canaã, pois a geração passada havia perecido e a nova geração precisava entende-la para entrar na Terra Prometida. Na planície de Moabe, Moisés com 120 anos fez quatro discursos e encerrou suas palavras animando o povo e exortando semelhantemente a Josué, colocando-o como seu substituto à vista de todo o Israel (Dt 31.1-8).

A conquista da terra prometida

Após a morte de Moisés, servo do Senhor, Josué, filho de Num, assumiu a liderança de Israel, comissionado e encorajado pelo próprio Deus que lhe garantiu a vitória se tão somente fosse obediente (Js 1.7-8). E, no cumprimento da promessa feita a Abraão, o povo de Israel entrou na terra de Canaã e Deus determinou a circuncisão de todos os homens nascidos no deserto (Js 5.1-9). Tudo isso, após celebraram a Páscoa (Js 5.10-12), tudo em conformidade com as leis do Sinai, pois tanto a circuncisão quanto a Páscoa eram preparativos de habilitação para a conquista da terra prometida.

A conquista da terra prometida iniciou-se pela vitória sobre Jericó, uma cidade extraordinariamente fortificada que serviu para mostrar ao povo a fidelidade do Deus de Israel que com mão forte e poderosa ia adiante do seu povo dando-lhes a vitória por onde passava, tanto contra as cidades do sul (Js 10) como contra as cidades do norte (Js 11).

Após essas conquistas, Israel sob a liderança de Josué fez o registro e a distribuição das terras por herança às tribos. Foram as terras repartidas por sortes com exceção da tribo de Levi que havia sido consagrada ao sacerdócio, cujos filhos foram distribuídos em cidades no meio das demais tribos para ensinarem acerca de Deus (Js 21). A tribo de Levi não foi destinada a receber herança com Israel, pois a sua herança era o próprio Deus e o seu sustento as ofertas do tabernáculo (Dt 18.1-8).

Conclusão

A libertação de Israel se deu com o propósito de levá-lo a uma terra prometida, e o próprio Deus o conduziu por meio de Moisés e de seu substituto Josué, por meio dos quais manifestou os seus sinais portentosos tanto na peregrinação, quanto na conquista da terra.

No Sinai, Deus estabeleceu Sua aliança com Israel a fim de torná-lo um povo exclusivamente Seu, entregando-lhes as Suas leis que deveriam ser cumpridas como povo escolhido e separado das demais nações. E, nessa Aliança, Deus projetou o tabernáculo e instituiu o culto, onde poderia habitar e Se relacionar com o Seu povo.

Em consequência da incredulidade e desobediência do povo e, apesar de todo o cuidado e provisão, na Sua justa ira, Deus fez aquela injusta geração perecer no deserto, com exceção de Josué e Calebe que permaneceram fiéis quando os dez espias inflamaram o povo. E, após a morte de Moisés, o Eterno comissionou Josué como seu substituto por meio do qual deu a Israel, as vitórias nas guerras e a conquista da terra prometida. No cumprimento da promessa de Deus a Abraão, Israel recebeu a terra por herança com exceção dos levitas que receberam como herança o próprio Deus, pois foram consagrados ao Sacerdócio sagrado.

Lição 5 – A era dos Juízes

Objetivo Geral

Demonstrar os juízes como liderança de Israel.

Introdução

Aos cento e dez anos de idade morreu Josué, o líder que trilhou com o povo de Israel o caminho da submissão a Deus, sendo sucedido inicialmente pelos anciãos que andaram ao seu lado e que presenciaram todo o cuidado do Senhor por Israel (Js 24.29-31). Durante esse período, o povo permaneceu servindo ao Senhor (Jz 2.7), entretanto, esse estado não durou muito.

Ao passar aquela geração que acompanhou Josué, seus sucessores mudaram o comportamento, pois permitiram que o pecado da idolatria oriunda dos cananeus arraigasse em seus corações. Diante disso, Deus levantou juízes para liderarem.

O período dos juízes é marcado por ciclos sucessivos, cujo início foi o pecado do povo, que seguidamente era alertado, se arrependia e recebia o perdão. Após certo lapso temporal, o ciclo se iniciava novamente. Esse período perdurou por aproximadamente 309 anos e foi marcado pela atuação desses líderes políticos, militares e espirituais que coordenaram, com a ajuda do Senhor, a vida daquela sociedade. Ressalta-se que, serão destacados na presente lição os juízes: Débora, Gideão, Jefté e Sansão, sem nos esquecermos do sacerdote Eli e de Samuel.

Assim, o leitor é convidado a mergulhar na história do povo de Israel quando eles estavam sendo guiados por líderes conhecidos como juízes e perceber que “Perto está o Senhor de todos os que o invocam, de todos os que o invocam em verdade. Ele satisfaz o desejo dos que o temem; ouve o seu clamor e os salva.” (Sl 145.18,19).

Nação sem um compromisso duradouro

A história apresentada no livro de Juízes transcorre no período que vai desde a conquista da terra de Canaã até o início da monarquia em Israel. Nesse período, encontramos uma geração desequilibrada que sucedeu a Josué e aos líderes que o acompanhavam, um povo que colocou fim na unidade e na solidariedade que existia entre seus integrantes durante as lutas e desafios relatados no livro de Josué. Frente a essa situação, o Senhor chamou alguns líderes fortes para conduzir o povo. São eles descritos no livro de Juízes: Otoniel (3.7-11), Eúde (3.12-30), Sangar (3.31), Débora (4-5), Gideão (6-8), Tolá (10.1- 2), Jair (10.3-5), Jefté (10.6-12.7), Ibsã 12.8-10, Elom (12.11-12), Abdom (12.13-15) e Sansão (13-16). Após estes juízes e antes do período monárquico, encontramos o sacerdote Eli e posteriormente o profeta e sacerdote Samuel, que também lideraram Israel.

Entre os denominados juízes, na realidade, pouco ou quase nada havia da ação de julgar, pois eram mais líderes militares, guerreiros e libertadores que em determinadas situações conduziam o povo com a ajuda do Senhor. Ao obterem desfecho positivo, o povo se mantinha fiel a Deus, tão somente durante a vida daquele juiz, caindo em corrupção moral e religiosa logo em seguida (Jz 2.11-19). Ou seja, o pecado da idolatria gerou um ciclo vicioso que havia se instaurado entre os israelitas, não permitindo que eles obtivessem um compromisso duradouro com Deus.

Os juízes Débora e Gideão

O texto de Juízes 4.4 revela Débora como profetisa e juíza. Provavelmente foi uma mulher memorável para ser aceita como juíza, principalmente, por ser um período patriarcal em que as mulheres eram reputadas cidadãs inferiores. É importante fazermos referência ao relato bíblico que expõe a vitória do povo israelita sobre a opressão de Jabim, rei cananeu. Débora e Baraque, general da tribo de Naftali, derrotaram Sísera, general de Jabim, sendo ele morto conforme profetizado por Débora. Essa batalha foi o ponto de partida para a libertação total do povo de Israel das mãos de Jabim (Jz 4.23,24).

Na época de Gideão, os agricultores da sua região, povoado de Ofra, eram constantemente assediados por salteadores midianitas, que saqueavam suas plantações e devastavam a terra (Jz 6.5). Veja que no verso 11 do capítulo 6 de Juízes o texto apresenta Gideão malhando o trigo secretamente com medo dos midianitas. Contudo, é neste momento que o Anjo do Senhor aparece para Gideão, o chama de “homem valente” (Jz 6.12) e promete que, com a força outorgada por Deus, ele libertaria os israelitas das mãos dos midianitas. Para tanto, Gideão deveria destruir os altares pagãos. Diante desse pedido, ele solicita um sinal ao Anjo, que é concedido. Após o sinal e o cumprimento da ordem dada pelo Anjo, Gideão segue em prol de arregimentar soldados para a guerra.

Gideão foi exitoso em angariar pessoas para guerrear. Neste momento, ele pede sinal por duas vezes no sentido de confirmar que o Senhor os libertaria, o que novamente foi atendido pelo Senhor do Exércitos. Quando o exército foi estabelecido, Deus ordenou que Gideão reduzisse a quantidade do exército para mostrar que a vitória viria d’Ele e não da força humana. Assim, Gideão venceu com tão somente 300 homens, demonstrando a fidelidade e soberania de Deus (Hb 10.23).

Os juízes Jefté e Sansão

Da região de Gileade surge Jefté que era filho de uma prostituta (Jz 11.1). Ele foi expulso de casa (Jz 11.2) e viveu à custa de roubos e crimes (Jz 11.3). Ou seja, começou mal, mas conquistou tanta proeminência em Israel que se tornou juiz por seis anos (Jz 12.7). Jefté foi responsável por libertar os israelitas da opressão dos amonitas e combater a ciumenta cidade de Efraim. O grande destaque da história se dá quando Jefté em uma atitude precipitada realiza um duro juramento ao Senhor. Ele ofereceu em holocausto aquilo que primeiro lhe saísse ao encontro quando chegasse em casa, caso fosse vitorioso contra os filhos de Amom (Jz 11.30,31). Após a vitória, infelizmente, quem veio ao seu encontro foi sua única filha (Jz 11.34).

Provavelmente, a história de Sansão é uma das mais conhecidas da Bíblia. Esse homem era da tribo de Dã e seus pais fizeram o voto vitalício de nazireu por ele (Jz 13.5). Os nazireus eram um grupo de pessoas dedicados a Deus por toda a vida que, em síntese, deviam se abster voluntariamente do vinho e de bebidas fortes, não podiam cortar os cabelos e nem se aproximar de cadáveres (Nm 6.1-21).

Durante seu crescimento, Sansão obteve orientação quanto ao nazireado, entretanto, em lugar da força espiritual, identificou-se que ele recebeu enorme força física. Sansão era um homem com enorme sede de vingança, com temperamento desprezível e propenso a mulheres imorais e corruptas. É evidente que a única parte do voto de nazireu que Sansão observava era a de não cortar os cabelos. O relato mais popular de Sansão é certamente o relacionamento com Dalila, romance que lhe custou a vida (Jz 16). No relato bíblico da vida de Sansão, pode-se observar grande similaridade com a batalha enfrentada por todos os cristãos, ou seja, a luta da carne contra o Espírito (Gl 5.17). A santificação deve ser uma constante na vida cristã, onde se espera que o fruto do Espírito brote com abundância (Gl 5.22,23).

O último juiz, Samuel

Desde o seu nascimento, Samuel sempre experimentou o agir sobrenatural de Deus. Ana, sua mãe, era estéril (1Sm 1.2), e naquele tempo uma mulher sem filhos era considerada uma fracassada. Em vista disso, ela buscou em Deus a solução para seu problema (1Sm 1.10,11) e realizou um voto dizendo: “Senhor dos Exércitos, se de fato olhares para a aflição da tua serva, e te lembrares de mim, e não te esqueceres da tua serva, e lhe deres um filho homem, eu o dedicarei ao Senhor por todos os dias da sua vida, e sobre a cabeça dele não passará navalha”. Assim, ela conseguiu a tão almejada gestação de onde nasceu Samuel (1Sm 1.20).

Samuel teve a oportunidade de presenciar a transição do período dos juízes para a monarquia. Essa transição começou com o crescimento e amadurecimento das tribos, e isso exigiu uma estrutura de governo mais formal. Assim, ergueu-se Samuel, que foi aceito pelas tribos como um líder dentre os juízes.

A narrativa apresentada no livro de 1 Samuel expõe que Samuel nasceu durante a velhice de Eli, o então sumo sacerdote. O menino cresceu no tabernáculo como aprendiz de Eli e qualificou-se para servir ao povo como sacerdote, profeta e juiz.

Depois da morte de Eli, Samuel foi confirmado como líder diante da autoridade espiritual que possuía. O mesmo problema sucessório que o sacerdote Eli enfrentou diante da corrupção de seus filhos, também ocorreu com Samuel, pois seus filhos Joel e Abias também haviam se tornado corruptos (1Sm 8). Em face do exposto e diante da falta de fé do povo, os anciãos israelitas pediram por um rei humano. Mesmo resistindo, Samuel ungiu Saul como rei de Israel. Após atos de desobediência, Saul foi rejeitado por Deus e ordenou que Samuel ungisse como sucessor o filho de Jessé, Davi. Tempos depois, o profeta, sacerdote e juiz Samuel morreu e foi enterrado em Rama.

Conclusão

Deus é o Senhor do tempo e não perde o controle da história. No momento adequado, Ele estabelece governos, períodos e levanta homens e mulheres, cada qual com suas dificuldades e erros, mas todos, sem exceção, têm a oportunidade de se alinhar com o propósito divino (1Tm 2.3,4; Ef 5.17,18; 1Ts 4.3; 5.18).

Um compromisso verdadeiro, contínuo e duradouro com Deus urge atualmente, pois o cristão sincero não pode deixar-se envolver no mesmo ciclo em que vivia o povo de Israel durante a liderança dos juízes. Sempre que falecia um juiz, os israelitas enfrentavam o declínio e o fracasso. Mesmo assim, quando o povo clamava por socorro, Deus providenciava um líder para levantar o povo do declínio.

É cógnito que lidar com as pressões e atrativos da vida moderna não é fácil, e se envolver num circuito entre pecado, arrependimento e perdão se torna comum no cotidiano, mas entenda que Deus está disposto a ajudar aqueles que querem desfrutar de verdadeira liberdade, segurança e felicidade, pois são provenientes da maravilhosa graça do Senhor.

Lição 6 – O início do período monárquico

Objetivo Geral

Relatar o início do período monárquico apresentando os primeiros reis.

Introdução

A lição anterior apresentou de maneira sucinta o vínculo do último juiz, Samuel, com o início do período monárquico. Quando o povo de Israel percebeu que Samuel se encontrava em idade avançada e que seus filhos não seguiam ao Senhor da mesma maneira que seu genitor, começaram a pedir um rei para os guiarem, assim como ocorria com as nações circunvizinhas (1Sm 8.1-5). Samuel não olhava para aquele pedido com bons olhos, entretanto orou ao Senhor e recebeu a ordem para que ouvisse a voz do povo e constituísse o primeiro rei de Israel, Saul (1Sm 8.6,7).

Saul, filho de Quis, da tribo de Benjamim, foi ungido rei (1Sm 10.1). Inicialmente, Saul foi um bom rei, mas isso não durou muito tempo. O primeiro rei de Israel foi substituído por Davi, (1Sm 16.13) um jovem que aprendeu lições de oração, adoração e confiança em Deus, tudo isso antes de assumir o trono. Davi foi sucedido por seu filho Salomão, um rei que ficou conhecido por sua sabedoria e por ter construído o primeiro Templo de Jerusalém (1Rs 3.9; 6.1,38).

Assim, a lição convida o leitor a contemplar o começo da era dos reis de Israel e perceber que, começa reino e termina reino, mas o Senhor permanece como o Rei dos reis, Senhor dos senhores e a rocha aonde toda e qualquer dependência deve ser estabelecida.

A ascensão e queda de Saul

O relato bíblico sobre a ascensão do rei Saul expressa a rejeição a Deus por parte do povo de Israel (1Sm 8.7). O ato de solicitarem um rei humano demonstrou que o povo havia rejeitado o reinado de Deus (reino teocrático) sobre eles.

O povo de Israel estava olhando para os reinos à sua volta e desejava ser como eles, mesmo que para isso fosse necessário rejeitar a liderança divina. O Senhor ordena que Samuel exponha qual seria o costume do rei que haveria de reinar sobre eles, mesmo assim o povo aceita (1Sm 8.9-22), pois estava ansioso por seguir o padrão mundano contemporâneo. Nesse cenário surge Saul, um homem de grande formosura, bem-apessoado e que se destacava entre a multidão (1Sm 9.2). Ele foi ungido rei por Samuel e recebeu o Espírito do Senhor (1Sm 10.1,6). O começo de seu reinado foi marcado por demonstrações de liderança e habilidade durante as campanhas militares.

Entretanto, os erros de Saul foram suficientes para derrubá-lo do trono. A narrativa bíblica apresenta alguns desses erros: em Gilgal tenta usurpar o ofício sacerdotal de Samuel (1Sm 13,8-14); desobedeceu a ordem do Senhor para destruir plenamente os amalequitas (1Sm 15); e em En-Dor, Saul busca ajuda de uma feiticeira (1Sm 28.1-19). Enfim, numa batalha contra os filisteus, o rei Saul morreu lançando-se sobre sua própria espada (1Sm 31.4), colocando fim a um reinado de quarenta anos.

A unção sobre Davi

O filho de Jessé, da tribo de Judá, Davi, foi ungido pelo profeta Samuel como o segundo rei de Israel. Isso aconteceu após a desobediência de Saul em destruir completamente os amalequitas. A unção sobre Davi é marcada por um relato bíblico interessante. Samuel é orientado por Deus para encher um chifre de azeite e seguir até Belém ao encontro de Jessé, pois de um dos seus filhos o Senhor levantaria um novo rei (1Sm 16.1).

Ao chegar em Belém, Samuel convida Jessé e seus filhos para sacrificar ao Senhor (1Sm 16.5), neste momento os filhos de Jessé começam a entrar. Samuel deixa o olhar humano guiá-lo, porquanto ao ver Eliabe, o filho mais velho de Jessé, logo imagina estar diante do futuro rei (1Sm 16.6). Contudo, Deus alerta a Samuel que aquele não era o novo rei e que ele não atentasse para aparência, visto que Deus olha para o coração (1Sm 16.7). Em seguida, passam-se todos os demais filhos de Jessé e nenhum deles é escolhido por Deus, todavia, ainda falta um, Davi (1Sm 16.11).

O “menor” é escolhido pelo Senhor, assim Samuel unge a Davi e, daquele dia em diante, o Espírito do Senhor se apoderou do novo ungido (1Sm 16.13). Davi não foi, de pronto, reconhecido pelo povo como novo rei de Israel, mas passou por vários episódios antes de se tornar definitivamente rei. Davi viveu desde vitórias memoráveis, como o êxito sobre o gigante Golias (1Sm 17.23-58), até momentos de fuga, quando escapa de Saul e se abriga em Ramá (1Sm 19.18-24).

A ascensão de Davi

Antes de se sentar definitivamente no trono de Israel, Davi se tornou rei da tribo de Judá em Hebrom (2Sm 2.4), nessa posição começou a fazer importantes alianças estratégicas. Transcorrido aproximadamente sete anos, Davi se torna rei sobre todas as tribos de Israel (2Sm 5.1,3). Ele foi um rei que convergiu a adoração a Deus em Jerusalém e estabeleceu um poderoso e preponderante exército.

O texto bíblico expõe que Davi teve várias esposas e, consequentemente, foi pai de muitos filhos. Dentre suas esposas, o capítulo 11, do segundo livro de Samuel, destaca a sua esposa Bate-Seba e relata o pecado de adultério e homicídio praticados pelo rei Davi. Diante de seu pecado, o rei foi arduamente repreendido pelo profeta Natã, que expõe o pecado que até então estava encoberto (2Sm 12.1-12). O rei se arrepende de seu pecado e é perdoado por Deus (2Sm 12.13). As consequências de seu ato pecaminoso afetaram tanto ele quanto Bate-Seba e sua família. Davi ouviu que: “Agora, pois, a espada jamais se afastará da sua casa, porque você me desprezou e tomou a mulher de Urias, o heteu, para ser sua mulher." (2Sm 12.10).

O Salmo 51, que tem como escritor o rei Davi, demonstra a sua confissão detalhada com relação ao pecado com Bate-Seba, na qual reconhece sua culpa. Ainda, destaca que tem certeza do perdão de Deus e que sua vida e alegria foram restauradas (Sl 51.12).

Davi reinou quarenta anos sobre Israel e então morreu (1Rs 2.11) deixando como sucessor o seu filho Salomão (1Rs 2.12). O rei Davi era sensível à voz de Deus e possuía um coração plenamente voltado ao Senhor. Isso mostra que todo e qualquer cristão é suscetível ao erro, mas também é capaz de se arrepender e encontrar porto seguro em Deus.

O reinado de Salomão

Salomão foi o sucessor do rei Davi. Era seu filho com Bate-Seba. Salomão foi o terceiro rei de Israel e destacou-se por conta da sabedoria advinda de Deus. Antes de morrer, Davi aconselhou a Salomão a guardar as ordenanças do Senhor e praticá-las, pois, fazendo assim prosperaria em tudo que fizesse (1Rs 2.1-9; vide Js 1.8). O rei Salomão reinou em Israel por cerca de quarenta anos (1Rs 11.42), no começo do seu reinado enfrentou algumas oposições, entretanto, com a morte ou banimento de seus opositores passou a reinar sem grandes dificuldades.

O rei Davi desejou edificar um Templo ao Senhor (2Sm 7), mas essa tarefa Deus outorgou a Salomão, pois com a sabedoria adquirida de Deus, construiu o Templo no Monte Moriá, em Jerusalém, para abrigar a Arca da Aliança. A inauguração do Templo foi marcada por uma grande celebração (1Rs 8-9). Vale destacar o momento estupendo em que a Glória do Senhor enche o templo a ponto dos sacerdotes não poderem entrar (2Cr 7.1-3).

O sonho que Salomão teve, quando Deus lhe pergunta o que mais desejava receber (1Rs 3.5–9), marca uma das mais evidentes características de Salomão, isto é, a sabedoria. Naquele momento o rei pede ao Senhor sabedoria para julgar o povo em retidão. O pedido é atendido e Deus ainda lhe concede mais adicionando riquezas, glória e longevidade, caso andasse nos caminhos do Senhor.

Conclusão

A presente lição apresentou a transição do reino teocrático para o reino monárquico em Israel, expondo o desejo desenfreado do povo em viver nos mesmos moldes daqueles que o cercavam. Seguidamente, foram apresentados os três primeiros monarcas de Israel que, entre erros e acertos, guiaram o povo em relativa unidade. A monarquia unida permanece tão somente até o reinado de Salomão, já que o Reino de Israel foi dividido em duas partes, sendo este objeto de estudo das próximas lições.

É tendência humana julgar o outro apenas pelas aparências externas. Não obstante, o Senhor tem poder e capacidade de ver o íntimo de uma pessoa. Verificamos isso quando o sacerdote Samuel fica impressionado com Eliabe, irmão de Davi (1Sm 16.6), mas Deus alerta Samuel, pois Ele conhece o íntimo de cada pessoa. Assim, é necessário labutar diariamente para que, tanto o externo como o interno sejam motivo de louvor a Deus.

Por fim, sobreleva-se que o reino eterno prometido a Davi não foi extinto. A aliança davídica está em pleno cumprimento em Jesus Cristo, o Rei Eterno (2Pe 1.11).

Lição 7 – O Reino dividido

Objetivo Geral

Demonstrar que a monarquia requerida pelo povo de Israel foi dividida, expondo características dos Reinos do Norte e do Sul.

Introdução

No reinado de Davi e Salomão, foram escritos praticamente todos os livros poéticos (Salmos, Provérbios, Eclesiastes e Cantares). Apesar dos grandes feitos, Salomão deixou um reino desunido e espiritualmente fraco. Seu coração estava dividido entre a adoração a Deus e o culto aos ídolos pagãos. O rei devia manter a unidade do reino sendo fiel a Deus. Salomão foi infiel. Também impôs uma carga pesada de impostos ao povo, submetendo-o a trabalhos forçados em seus projetos de construção. Deus julgou a infidelidade do rei, avisando que Israel seria dividido (1Reis 11.11-13,26-40).

Após a morte de Salomão, seu filho assumiu o trono, em 930 a.C. O povo pediu ao novo rei a redução de impostos, porém, Roboão os ameaçou com mais tributos e exploração. Por isso, Israel se dividiu: com Jeroboão, ex-oficial de Salomão e líder da rebelião popular, ficaram 10 tribos, o Reino do Norte; com Roboão, neto de Davi, ficaram as tribos de Judá e Benjamim, formando o Reino do Sul.

O poderoso reino de Israel reduziu-se a dois reinos fracos e, por vezes, rivais entre si. Conheça a história do Reino dividido e perceba que a fidelidade a Deus atrai bençãos, enquanto a infidelidade atrai maldições. Observe que Ele é paciente e adverte a Seus filhos como um Pai amoroso, pronto a dar o melhor àqueles que O obedecem de coração. Creia que Deus levanta profetas para anunciar Sua Palavra, cumprindo-a no tempo determinado. Bom estudo!

O reino do norte: idolatria, corrupção e julgamento

O primeiro rei de Israel (como foi chamado o Reino do Norte) foi Jeroboão. No norte do país, ele construiu dois altares com esculturas de bezerros de ouro como centros de adoração, por medo de que o povo desistisse da rebelião se continuasse indo adorar no templo, em Jerusalém. Jeroboão nomeou sacerdotes fora da tribo de Levi e mudou festas e leis religiosas, desprezando as ordenanças divinas. Este ato do rei fez o povo desviar-se, inaugurando um tempo de idolatria e corrupção. Embora maior e mais poderoso que o Reino do Sul, o Reino do Norte era menos estável. Israel teve três capitais: Siquém, Tirza e Samaria, bem como dezenove reis, de nove dinastias.

O parâmetro de conduta dos reis para julgamento divino em 1 e 2 Reis é a idolatria de Jeroboão. Um dos reis mais conhecidos do período é Acabe, cuja esposa (Jezabel) trabalhou para implantar o culto a Baal como religião oficial de Israel. Ela ordenou a morte dos profetas e assumiu a frente dos assuntos religiosos do reino. Israel foi se corrompendo nos aspectos político, social e religioso.

O declínio do Reino do Norte se deu pelo recorrente descaso e desobediência a Deus e às Suas leis e advertências. Após inúmeros avisos, o juízo de Deus veio por meio dos assírios. Este povo bélico e cruel foi o instrumento usado por Deus para punir Israel. O Senhor alertou o povo por meio de Seus profetas, usados para comunicar Sua justiça.

Profetas em ação: o que deus fala, ele cumpre

Deus levantou vários profetas no Antigo Testamento. Não sabemos os nomes de todos (1Reis 13.1-6). Dirigiram-se a reis e os repreenderam por seus pecados, como Elias e Eliseu, que atuaram nos reinados de Acabe e Acazias. Milagres e confrontos são marcas deles. Há “profetas escritores”, cujas profecias constam na Bíblia. São eles: Jonas, que profetizou durante o reinado de Jeoás; Amós, profeta quando Jeroboão II e Zacarias eram reis; e Oseias, cujo ministério se deu de Jeroboão II a Oseias (rei com o mesmo nome do profeta). Os principais são Amós e Oseias.

O profeta Amós denunciou a exploração dos humildes, a injustiça, a perversão e a hipocrisia de Israel (Amós 2.6-7; 6.1-6; 8.4-6). Suas profecias sobre o cativeiro (Amós 3.13-15; 5.27; 6.7; 9.1,4,8) se cumpriram com a queda de Samaria, em 722 a.C. Profecias contra nações (Amós 1.3-15; 2.1-5) também se cumpriram.

Os povos foram derrotados/destruídos e, no caso de Judá, um remanescente ficou (Amós 9.11). Já Oseias profetizou contra o adultério espiritual de Israel e, através dele, Deus mostrou ao povo seus erros. Oseias se casou com Gômer (prostituta e esposa infiel), obedecendo a Deus e, por meio século de ministério, ele encenou a tríplice mensagem: Deus abomina os pecados do povo, o julgamento é certo, mas o amor leal de Deus permanece. As profecias de Oseias se cumpriram (Oseias 9.3,9,11,16-17; 10.5-8; 13.16). Deus cumpre o que diz!

O reino do sul: altos e baixos diante de Deus

O neto de Davi, Roboão, reagiu à reivindicação do povo de modo intransigente. Seguiu o conselho dos jovens (1Reis 12.10,14), mas fugiu para Jerusalém após o encarregado dos tributos ser morto por israelitas revoltados com o novo rei. Roboão convocou Judá e Benjamim para retomarem o controle do reino. Mas, Deus falou que estava no controle e ordenou que voltassem para casa. Roboão e seu exército obedeceram. O Reino do Sul, chamado de Judá, permaneceu estável, mantendo a dinastia de Davi e a capital em Jerusalém.

O culto ao Deus de Israel continuou, apesar de a idolatria coexistir durante os 354 anos do reino. Dois dos vinte reis foram completamente aprovados por Deus: Ezequias e Josias. Seis foram elogiados por serem obedientes como Davi e os demais “fizeram o que era mau aos olhos do Senhor”.

Os principais reis são Ezequias, por sua reforma religiosa e pela ação de Deus contra o exército da Assíria (2 Reis 18.4,17-35; 19.32,35) e Josias, que imitou Ezequias ao reestabelecer o culto ao Senhor (2 Reis 23.2-3,21-25). Alguns reis incentivaram os judeus à idolatria, com destaque para Manassés, filho de Ezequias. Por causa de suas abominações e pecados, Deus se irritou a ponto de suscitar os babilônicos contra Judá (2 Reis 24.3-4). Em 586 a.C., Nabucodonosor invadiu Jerusalém e levou a população ao exílio. Mas, conforme as profecias, o remanescente fiel foi restaurado após o cativeiro.

Profetas em Judá: um ministério necessário

O povo de Judá continuava a adorar a Deus no templo em Jerusalém. Mas, por influência de Salomão, admitiu também cultos pagãos (1Reis 11.5,7; 2Reis 18.4; 23.4-14). Deus levantou Isaías, Miqueias, Sofonias, Jeremias e Habacuque como profetas no Reino do Sul antes do cativeiro. Durante o exílio, Deus também levantou Daniel e Ezequiel e, após o exílio, Ageu, Zacarias e Malaquias. Isaías profetizou durante o reinado de Uzias, Jotão, Acaz e Ezequias. Suas principais profecias contra Judá e Jerusalém (Isaías 3.8,14; 5.13; 39.6-7) se cumpriram (2Reis 24.14; 25.8-13).

Além das profecias sobre Judá, Isaías também profetizou contra nações gentias (Isaías 10.12; 13.17-20; 14.31;16.14) e tudo se cumpriu (2 Reis 19.35-37). Isaías é conhecido como “profeta messiânico” devido às profecias sobre o Messias cumpridas na primeira vinda de Cristo e às mileniais. Miqueias profetizou nos dias dos reis Jotão, Acaz e Ezequias. Parece que seu ministério precedeu as reformas religiosas de Ezequias.

Ele profetizou o cativeiro (Miqueias 4.10) quando a Babilônia ainda estava sob domínio assírio. Destaca- se, ainda, o profeta Jeremias, cujo ministério foi simultâneo aos últimos reinados de Judá, a partir de 627 a.C., quando Josias era rei. Jeremias foi contemporâneo de Sofonias, Habacuque, Daniel e Ezequiel. Foi também profeta durante o exílio. O ministério profético foi muito necessário a Judá.

Conclusão

A infidelidade de Salomão influenciou tanto a divisão do reino quanto a decadência espiritual e política de Israel e de Judá. Jesus disse que “um reino dividido contra si mesmo não subsistirá” (Mateus 12.25). As tribos de Israel não se mantiveram unidas, pois, faltou o culto conjunto a Deus no templo em Jerusalém e a obediência às leis divinas. Por isso, caíram diante das grandes potências da época.

A sentença pela infidelidade do povo foi consumada com os cativeiros assírio e babilônico, respectivamente. No Reino do Norte, foi instituída uma forma distorcida de adoração. Esta abriu as portas para a alienação religiosa, a corrupção, as injustiças e a perversão. No Reino do Sul, apesar da adoração oficial a Deus, a idolatria paralela irritou ao Senhor.

Os profetas levantados alertaram aos reis e ao povo, transmitindo as palavras do Senhor, advertindo e predizendo o futuro. Em ambos os reinos, Deus executou juízo contra os infiéis. O Senhor tem velado por Sua palavra para a cumprir (Jeremias 1.12) e nenhuma palavra dita por Deus volta vazia, mas cumpre o que Lhe apraz (Isaías 55.11). Que sigamos o exemplo dos reis obedientes, cuja conduta nos inspira a sermos fiéis a Deus, integralmente, a fim de recebermos dEle o melhor!

Lição 8 – Depois da queda, um recomeço

Objetivo Geral

Compreender a queda de Israel e de Judá diante dos impérios assírio e babilônico, respectivamente, o exílio e o pós-exílio.

Introdução

A constituição da monarquia em Israel, em resposta ao pedido do povo, trouxe grandes prejuízos para os israelitas, uma vez que, após 120 anos de monarquia unida, houve uma ruptura espiritual e nacional. Durante a monarquia dividida, o povo se afastou de Deus e perdeu sua identidade monoteísta. Ao incorporar o culto às divindades pagãs, Israel e Judá pecaram contra Deus, cujo amor, cuidado e perdão os mantinha fiéis a Ele. Deus advertiu-os por Seus profetas, falando contra a idolatria e a corrupção, mas foi ignorado. Sendo assim, o juízo de Deus veio sobre as duas nações, em tempos distintos, através de grandes potências daquela época: os assírios atacaram e conquistaram Israel e os babilônios tomaram Judá.

O Reino do Norte foi levado cativo e desapareceu, disperso pelo império assírio. O Reino do Sul, exilado, aprendeu as lições do cativeiro e voltou a Jerusalém disposto a servir ao único Deus. Neste estudo, você entenderá como surgiram os samaritanos e como se deu a reconstrução de Jerusalém, com a percepção dos repatriados da necessidade de retomar o verdadeiro culto ao Deus de Israel. Verá que Deus remove reis e estabelece reis (Daniel 2.21), a fim de fazer cumprir Sua palavra.

O panorama do Antigo Testamento estará completo ao final desta lição. Leia cada versículo indicado aqui. Isto te fará ter uma visão ampla da Bíblia e, certamente, produzirá em você estrutura espiritual mais sólida e duradoura.

O império assírio e a queda do Reino do Norte

Deus usou o império assírio para punir Israel, o Reino do Norte, por sua idolatria e afastamento das leis divinas, por sua degradação moral e injustiça social. A Assíria foi fundada por Assur, descendente de Sem, mas conquistada por Ninrode, que edificou a Nínive (Gênesis 10.10-12) e a outras cidades no Planalto de Assur.

Os assírios eram os mais temidos do Oriente Médio, conhecidos por sua tecnologia militar (considerado o primeiro exército organizado do mundo) e sua crueldade com os inimigos. A partir do rei Tiglate-Pileser III (745-727 a.C.), a Assíria passou a espalhar os povos conquistados por outras regiões do império, a fim de apagar-lhes a identidade e o nacionalismo.

Deixava só os mais pobres no país conquistado e trazia colonos de outras regiões para repovoar o território. Após derrotar o rei de Israel em socorro a Acaz, rei de Judá (2 Reis 15.29;16.7), Tiglate-Pileser III levou a maioria das tribos de Israel e as de além do Jordão para a Assíria (1 Crônicas 5.26). Samaria, a capital do Reino do Norte, foi tomada após três anos de cerco, em 722 a.C. (2 Reis 17.5-23). Judá também foi atacada por Senaqueribe, rei da Assíria, que tomou várias cidades e cercou Jerusalém. Deus a livrou em duas ocasiões (2 Reis 18.17-19.8; Isaías 37.10-38). O império assírio caiu conforme as profecias de Naum (Naum 3.1,18,19), quando os babilônios e os medos se coligaram para derrotar os assírios em 612 a.C..

O império babilônico e a queda do Reino do Sul

O Reino do Sul, à semelhança de Israel, enfrentou o juízo de Deus, por sua idolatria e desobediência ao Senhor. Deus suscitou os babilônios, que recém haviam conquistado o império assírio, contra Judá. Os babilônios foram uma das civilizações que ocuparam a Mesopotâmia.

Após o domínio assírio, derrotado pela coalizão entre medos e babilônios, o rei Nabopolasar seguiu expandindo seu império em direção ao Egito. Seu filho, Nabucodonozor, era um governante estrategista, mas também um rei cruel com quem o contrariava. Ele reconstruiu Babilônia em todo o seu esplendor, sendo o principal rei dos babilônios, seguido por Hamurabi (que elaborou o famoso código de leis, baseado no princípio de talião).

Os babilônios levavam os povos dominados para a capital do império, deixavam os mais pobres nos territórios conquistados e permitiam que os cativos mantivessem sua religião e cultura. Em 598 a.C., Nabucodonozor invadiu Judá e levou os tesouros da Casa do Senhor, bem como o rei, as demais autoridades, os nobres e os profissionais mais destacados, cerca de 10 mil pessoas (2 Reis 24.11- 16). Em 586 a.C., Jerusalém foi invadida e o templo foi queimado (2 Reis 25.2-4,8-16). Na invasão de Jerusalém e em mais duas ocasiões, os babilônios levaram cativos 4.600 judeus (Jeremias 52.28-30). Conforme profecias, a Babilônia caiu diante dos medos (Isaías 13.17-20; Daniel 5.28,31).

O período do exílio

O povo de Deus foi feito cativo. Os deportados do Reino do Norte nunca voltaram em massa do cativeiro. Foram levados para diferentes regiões do império assírio, dispersando-se. Os colonos enviados pelo rei da Assíria para repovoar o território de Israel, misturaram-se aos mais pobres da terra, poucos israelitas que foram deixados ali (2 Reis 17.24). Assim, surgiram os samaritanos, povo que adorava ao Deus do céu e também aos deuses de seus antepassados (2 Reis 17.29-33,41). Já os cativos do Reino do Sul, em geral, não foram maltratados.

O Salmo 137 nos mostra o povo chorando por saudade de Jerusalém, não por arrependimento; pedindo vingança e não, o perdão. Os profetas atuantes neste período foram: Daniel, na corte babilônica; Ezequiel, entre os cativos nas proximidades da Babilônia e Jeremias, junto ao povo pobre deixado em Jerusalém.

O cativeiro de Judá durou cerca de 70 anos, conforme profecia (Jeremias 25.11-12) e produziu mudanças no caráter nacional dos judeus: i) a maioria ficou livre das práticas de idolatria; ii) desenvolveram uma fé firme e clara; iii) evitaram alianças com outras nações; e iv) de agricultores e criadores de rebanhos, tornaram-se comerciantes. Muitos judeus não quiseram voltar à Jerusalém, mas permaneceram nas grandes cidades (como Babilônia e Susã, por exemplo). Em 536 a.C., Ciro editou o decreto para reconstrução de Jerusalém (Esdras 1.2,3).

O pós-exílio: a reconstrução de Jerusalém

Deus cumpriu a promessa de trazer o povo de Judá de volta à sua terra (Jeremias 29.10-14). O primeiro grupo retornou a Jerusalém, sob o comando de Sesbazar, príncipe de Judá (Esdras 1.8; 5.14), encarregado de trazer de volta os utensílios do Templo. Zorobabel foi o responsável pela retomada do culto verdadeiro, tendo reedificado o altar do holocausto, sobre o qual passaram a ser oferecidos sacrifícios diários, segundo os ritos mosaicos.

A Festa dos Tabernáculos foi celebrada pelos repatriados, conforme determinava a Lei (Esdras 3.2-6). Zorobabel reedificou o Templo, apesar das acusações dos samaritanos cujas ações paralisaram por mais de uma década a construção. Ele integra a genealogia de Jesus (Lucas 3.27).

O segundo grupo voltou com Esdras, escriba e sacerdote (Esdras 7.21), cuja função foi avaliar as condições civis e religiosas do povo que morava em Jerusalém e nas regiões próximas. Ele fez reformas importantes, principalmente em relação aos casamentos mistos de judeus com estrangeiras e em relação ao ensino da Lei de Deus.

Neste ínterim, pode ter acontecido a história registrada no livro de Ester. O terceiro grupo foi liderado por Neemias, o responsável por reconstruir os muros de Jerusalém. Ele foi governador de Judá (Neemias 5.14) e um grande líder que, junto com o sacerdote e escriba Esdras, realizou reformas religiosas importantes (Neemias 12.47; 13.10-13,15-19).

Conclusão

A história de Israel é fascinante. Desde o seu surgimento como nação até o estabelecimento da monarquia, vemos a mão de Deus guiando o Seu povo.

O governo monárquico instituído a pedido do povo de Israel revelou o que é ser conduzido por humanos: com falhas e orgulho, o ser humano teima em não admitir erros e consertar-se. Isso aconteceu com os reinos de Israel e de Judá, pois, tiveram oportunidades, mas insistiram em permanecer no pecado, provocando a ira do Senhor. Com Seu domínio soberano sobre a humanidade, Deus levantou nações que humilharam israelitas e judeus. Cumprindo a Sua palavra, o Eterno conservou um remanescente, que pôde voltar a Jerusalém e reconstruí-la.

Que não sejamos como aquele povo, que desperdiçou oportunidades preciosas de melhorar, de chegar mais perto de Deus e de ser fiel a Ele! “Aproximem-se de Deus, e ele se aproximará de vocês! Pecadores, limpem as mãos, e vocês, que têm a mente dividida, purifiquem o coração!” (Tiago 4.8).

O dia é hoje e a hora é já de nos quebrantarmos debaixo da poderosa mão do Senhor, em obediência a Ele. Que Deus te revista de forças espirituais para crescer na graça e no conhecimento de nosso Senhor e Salvador Jesus Cristo cada dia mais!

Editorial

Curso: Panorama bíblico do Antigo Testamento

Ano: 2022

1ª Edição

Coordenação Editorial:

Pb Braitner Lobato

Conselho Editorial:

Pr. Sinval Júlio de Souza

Pr Lúcio Andres

Revisão Teológica:

Pr Lúcio Andres

Revisão Textual:

Pr Lúcio Andres

Projeto Gráfico e Diagramação:

Pb Márcio Rezende

Comentaristas:

Pr Marcelo Mantovani – Lições 1 e 2

Pr Leverson Eustaquio – Lições 3 e 4

Wagner Monteiro – Lições 5 e 6

Elcivanni Santos – Lições 7 e 8