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Os Evangelhos: Marcos · Lição 04 · Mapa mental

O Chamado ao Discipulado de Jesus

Tema atual: Escuro

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Lição 4 – O Chamado ao Discipulado de Jesus

Objetivo Geral

  • Discorrer sobre o chamado dos discípulos de Jesus

Introdução

  • Discípulo (mathetes)
    • Usado aproximadamente 270 vezes nos Evangelhos e em Atos
    • Um pupilo que se submete ao aprendizado sob a responsabilidade de um professor
    • Precedente no AT: "filhos dos profetas" (2Rs 6:1)
    • Em sentido estrito: o círculo interno dos Doze
  • A cruz como símbolo do discipulado
    • Símbolo de sofrimento, morte, vergonha, zombaria, rejeição e renúncia pessoal
    • O discípulo abraça três tipos de lutas:
      • Lutar contra o pecado, crucificando suas concupiscências
      • Lutar contra Satanás e os poderes das trevas para estender o Reino
      • Sofrer o ódio e o escárnio do mundo por testificar contra suas obras más
  • O contraste na marcha para Jerusalém
    • Jesus sobe para dar a vida — os discípulos sobem para preservar as suas
    • Jesus sobe para servir — os discípulos aspiram à grandeza
    • Cristo humilha-se — os discípulos exaltam-se
    • Quanto mais perto da cruz, mais o coração dos discípulos está endurecido
  • A Grande Comissão (Mt 28:18-20; Mc 16:15-20)
    • Ordenança de Jesus à Sua Igreja para levar as boas-novas a todos os povos
    • Enfoque na vida das pessoas: reconhecimento do pecado e arrependimento
    • "Preocupa-se principalmente com a expansão da Igreja no universo dos que ainda não pertencem à Igreja"

1. A Eleição dos Doze (Mc 3:13-19)

  • Distinção entre discípulo e apóstolo
    • Discípulo: aprendiz
    • Apóstolo: enviado com missão maior; embaixador em nome do Rei
    • Ordem: primeiro converter, depois ordenar
  • A decisão de Jesus de escolher os Doze
    • Uma das decisões mais cruciais da história (Dewey Mulholland)
    • Jesus não escreveu livros, não ergueu monumentos — discipulou pessoas
    • A existência da Igreja prova o acerto de Sua decisão
  • Três observações sobre a escolha soberana de Jesus
    • Escolheu segundo a expressa vontade do Pai
      • Jesus dedicou a noite à oração antes de chamar os apóstolos (Lc 6:12-13)
    • Escolheu de forma soberana, conforme Sua própria vontade (Mc 3:13)
      • Não fez pesquisa de opinião; não usou critérios humanistas
      • "Ele chama a quem quer, pois é soberano"
    • Escolheu e capacitou
      • Os escolhidos eram homens comuns, limitados, alguns iletrados
      • Temperamentos explosivos; sem posição social influente
      • Jesus os ensinou, equipou e revestiu de poder
      • "Com esses homens, Ele transformou o mundo"
  • Os Doze eleitos (Mc 3:16-19)
    • Grupo heterogêneo — espelho da nova família de Deus
    • Diferentes lugares, profissões e ideologias
    • Simão Pedro, André, Tiago de Zebedeu, João, Filipe, Natanael (Bartolomeu)
    • Tomé, Mateus (Levi), Tiago filho de Alfeu, Simão o zelote, Judas irmão de Tiago (Tadeu), Judas Iscariotes
    • Havia desde um serviçal de Roma até um nacionalista que defendia a guerra contra Roma
    • A escolha baseou-se na graça, não nos méritos

2. Discipulado: O Mais Fascinante Projeto de Vida (Mc 8:34-38)

  • Contexto do ensinamento
    • Resultado natural do sofrimento de Cristo
    • Quem quer seguir a Cristo deve andar pelo caminho da abnegação e da cruz
    • Jesus não apenas abraça a cruz, mas exige o mesmo de seus seguidores
  • Jesus só tem um tipo de seguidor: o discípulo
    • Ordenou à Igreja que fizesse discípulos, não admiradores
  • Aspectos do discipulado
    • É um convite pessoal: "Se alguém quiser..."
      • A soberania de Deus não violenta a vontade humana
      • Muitos querem o glamour do evangelho, mas não a cruz
    • É um convite para uma relação pessoal com Jesus: "...vir após mim..."
      • Ser discípulo não é ser admirador, mas seguidor
      • Não há coroa sem cruz, nem céu sem renúncia
    • É um convite para uma renúncia radical: "Negue-se a si mesmo"
      • Não significa odiar a si próprio
      • Significa entregar o controle da vida totalmente a Cristo
    • É um convite para morrer: "tomar a cruz"
      • Abraçar a morte para suas próprias vontades
      • Estar disposto a assumir todos os compromissos
    • É um convite para uma caminhada dinâmica: "e siga-me"
      • Exigido todos os dias, em nossas escolhas, decisões e sonhos
  • Os valores invertidos do discípulo (Mc 8:35)
    • Ganhar é perder; perder é ganhar
    • A aparente perda material significa ganho espiritual
  • O valor inestimável da vida (Mc 8:36)
    • "Alma" e "vida" = psyché (mesmo termo grego)
    • Qual o valor de obter tudo o que o mundo oferece e perder a vida eterna?
  • O discípulo não se envergonha de Cristo (Mc 8:38)
    • Envergonhar-se = negar Cristo na hora da provação
    • Quando Cristo vier como Juiz, se envergonhará dos que O repudiaram

3. O Servir de Cristo e o Desejo de Grandeza dos Discípulos (Mc 10:35-45)

  • O pedido de Tiago e João
    • Aliados com Salomé, sua mãe
    • Pedem preeminência na glória — tronos, holofotes e reconhecimento
    • Buscam grandeza enquanto Jesus percorre o caminho da renúncia
  • A lição de Jesus sobre a verdadeira grandeza
    • Padrão do mundo: governadores têm pessoas sob seu domínio e exercem autoridade
    • Padrão do Reino de Deus: o grande é aquele que serve (Mc 10:43-44)
      • Ser grande é ser servo
      • Estar a serviço dos outros em vez de ser servido
    • Jesus é o exemplo supremo: veio para servir e dar sua vida pela humanidade
  • Fomos criados para servir a Deus (Rick Warren)
    • Não fomos criados apenas para consumir recursos; viemos para fazer uma contribuição
    • "Não fomos salvos pelo serviço, mas para o serviço"
    • "Todos achamos nosso significado e função, como parte do seu corpo" (Rm 12:5)
    • Ao servir na família de Deus, nossa vida assume importância eterna

4. O Chamado à Participação nos Milagres (Mc 16:14-20)

  • A Grande Comissão (Mc 16:14-20)
    • Ordem pós-ressurreição de Jesus aos discípulos
    • Encontrada também em Mt 28:19-20; Lc 24:47; Jo 20:21
    • Propósito: fazer discípulos que observem os mandamentos de Cristo
  • Quatro considerações sobre a passagem (Paul Beasley-Murray)
    • A boa nova é o próprio Jesus (Mc 16:15)
      • "Boas-novas" é uma das palavras favoritas de Marcos — usada 7 vezes
      • Jesus, pela sua morte e ressurreição, estabeleceu o Seu Reino
    • A boa nova precisa ser pregada (Mc 16:15)
      • "Pregar" aparece 14 vezes em Marcos (apenas 9 vezes em Mateus e Lucas)
      • Cristo veio pregando (Mc 1:14); chamou discípulos para pregar (Mc 3:14)
      • "Estar calado é um perigo maior que perseguição e morte" (Dewey Mulholland)
    • A boa nova precisa ser recebida (Mc 16:16)
      • O evangelho só é experimentado como boas-novas quando recebido e crido
      • A Palavra de Deus: espada de dois gumes — traz vida e sentencia com a morte
    • A boa nova precisa ser confirmada (Mc 16:18)
      • Os sinais não estão vinculados a cargos, mas à fé que permite que Deus seja Deus (Adolf Pohl)
      • Os sinais fazem parte do contexto missionário
  • A conclusão do Evangelho de Marcos (Mc 16:19-20)
    • Cristo é coroado à destra de Deus Pai
    • A Igreja, em parceria com o Senhor, realiza Sua obra
    • "A vida cristã é vivida na presença e no poder daquele que foi crucificado e ressuscitou" (William Barclay)

Conclusão

  • Cristo escolheu um grupo seleto e heterogêneo para levar o evangelho ao mundo
  • Jesus pode transformar um Tomé cético num homem crente; pode usar qualquer pessoa
  • O chamado ao discipulado é para todos: "Se alguém quiser vir após mim"
  • A verdadeira grandeza é uma atitude do coração: viver para Deus e para o próximo
  • Os discípulos partiram e pregaram; o Senhor cooperou, confirmando a Palavra por meio de sinais
  • Revestidos com o poder do Espírito Santo, conquistaram o mundo com o poder do evangelho