Livro de Isaías – Módulo I
Estudo do livro do profeta Isaías: alertas, profecias, chamado ao arrependimento, o amor e a justiça de Deus, além de escatologia bíblica.
Materiais de Apoio
| Apostila | |
| Plano de Estudo | |
| Mapa Mental | |
| Vídeos Recomendados | |
| Infográficos | |
| Perguntas e Respostas (FAQ) | |
| Curso Recomendado |
Sumário
- Lição 1 – Os Pecados e os Sofrimentos Que Eles Trazem
- Objetivo Geral
- Introdução
- 1. Deus Tem Ciência de Todo Nosso Pecado
- 2. Cultuando Com Hipocrisia
- 3. Convite Para a Graça
- 4. Deus Julga, Mas Dá Oportunidade de Perdão
- Conclusão
- Lição 2 – A Era Cristã Foi Prevista
- Objetivo Geral
- Introdução
- 1. A Glória Futura do Verdadeiro Israel
- 2. O Julgamento de Judá e de Jerusalém
- 3. O Reinado do Renovo do Senhor
- 4. A Parábola da Vinha Má e Sua Aplicação
- Conclusão
- Lição 3 – Detalhando Um Chamado
- Objetivo Geral
- Introdução
- 1. Isaías Olha Para o Senhor
- 2. Isaías Olha Para Si Mesmo
- 3. Chega o Momento da Decisão
- 4. Israel Não Podia Ver
- Conclusão
- Lição 4 – A Vinda do Messias Foi Profetizada
- Objetivo Geral
- Introdução
- 1. Um Menino Chamado Emanuel
- 2. O Senhor É a Nossa Esperança
- 3. A Vinda e o Poder do Messias
- 4. O Reinado do Messias
- Conclusão
- Lição 5 – A Disciplina de Deus Sobre as Nações
- Objetivo Geral
- Introdução
- 1. Mesmo Julgando, Deus É Misericordioso
- 2. A Arrogância das Nações
- 3. A Disciplina de Deus Vem Sobre Seus Inimigos
- 4. O Julgamento de Deus
- Conclusão
- Lição 6 – O Apocalipse de Isaías
- Objetivo Geral
- Introdução
- 1. O Senhor Julgará Todos os Transgressores
- 2. A Abolição da Morte
- 3. Deus Ama, Protege e Salva o Seu Povo
- 4. A Revivificação da Vinha do Senhor
- Conclusão
- Editorial
Lição 1 – Os Pecados e os Sofrimentos Que Eles Trazem
Objetivo Geral
Alertar a Igreja sobre erros e direcionar ao certo.
Introdução
Texto áureo: Isaías 1
Que bênção começarmos o estudo de mais uma revista, sendo que, desta vez, estaremos aprendendo sobre o livro do profeta Isaías, que se reveste de extrema importância para os judeus, como também para nós a igreja do Senhor Jesus, trazendo alertas, profecias, chamado ao arrependimento, preocupação e amor de Deus, além de escatologia bíblica!
O livro de Isaías foi escrito pelo próprio profeta, por volta de 740 a.C. e é um dos mais compreensíveis do Antigo Testamento. É um dos profetas maiores e se coloca em quinto lugar em termos de extensão, após Gênesis, Salmos, Jeremias e Ezequiel. Isaías é considerado por muitos como o quinto evangelho. É considerado também uma mini Bíblia por conter 66 capítulos, assim como toda a Bíblia Sagrada. Isaías significa “Jeová salva”. Ele era filho de Amós e foi profeta de Jerusalém por 40 anos. O contexto da época era que tanto Israel quanto Judá estavam sendo ameaçados por inimigos externos, por conta da sua falta de retidão e idolatria exacerbada, causando a ira de Deus, a despeito de todo alerta ao arrependimento.
Tudo isso nos remete às consequências do pecado, mas em contrapartida, a possibilidade de perdão do nosso Senhor Jesus, que sempre nos alerta para termos uma vida abundante, santa e irrepreensível baseada na Sua Palavra. A partir de agora, você é convidado a mergulhar conosco no estudo desse livro tão importante e atual. Deus nos abençoe nesta jornada!
1. Deus tem ciência de todo nosso pecado
Uma das maiores mentiras que cauteriza as mentes das pessoas é pensar que Deus não tem ciência dos nossos pecados e isso faz com que se peque de maneira oculta. A prática contumaz do pecado faz com que se viva envolto pelo mesmo, até mesmo de maneira social, achando normal todas as coisas erradas. Mas tudo está sendo registrado e, pior, trará consequências diretas aos que praticam tais coisas.
Deus alertou o Seu povo para se cuidar e não adotar os cultos e a idolatria dos povos de Canaã (Jz 2.18,19), mas a desobediência e a conviv ência com os pecados dos cananeus passaram a envolver diretamente os israelitas (Jz 3.4,5). Eles chegaram a queimar em sacrifício seus próprios filhos ao deus Moloque, praticaram feitiçaria, magia, adivinhação, toda imoralidade sexual com prostitutas cultuais (1Rs 14.24; 2Rs 21.6; 2Cr 33.5).
Não obstante todo esse cenário de perversão e condenação futura, Deus deu toda oportunidade de arrependimento ao Seu povo, utilizando profetas como Isaías, que profetizou a respeito de Judá e Jerusalém, nos dias de Uzias, Jotão, Acaz e Ezequias, reis de Judá (Is 1.1). Deus sempre nos dá oportunidade de arrependimento e confissão dos nossos pecados, desde que nos posicionemos em sinceridade de coração e em verdade clamemos pelo Seu perdão. Quando nos arrependemos, Ele nos perdoa por intermédio de Jesus Cristo que pagou todo o preço da condenação dos pecados na cruz do calvário.
2. Cultuando com hipocrisia
Uma forma do povo de Judá se achegar a Deus era por meio da oferta de sacrifícios, que era um dos meios para cultuá-Lo. O problema era que o povo oferecia seus holocaustos sem qualquer posicionamento de arrependimento ou de reverência ao Deus que havia lhes dado a terra prometida, que havia livrado seus pais da escravidão do Egito, que sempre foi fiel a eles. A hipocrisia no culto a Deus tinha se tornado prática cotidiana daquele povo. Eles não faziam separação entre o santo e o profano, tudo lhes era comum e tinha o mesmo valor. O pecado faz isso.
Nos versículos 11 a 17 do capítulo 1, Isaías evidenciou o posicionamento Santo de Deus em relação ao culto hipócrita, sem reverência, circundado pelo pecado. Não, Deus não aceita esse tipo de sacrifício, mesmo sendo ofertados os melhores carneiros, a mais rica gordura, os melhores animais cevados, como naquela época, bem como vultosas quantias de dinheiro ou, até mesmo, as melhores canções ou pregações, como nos dias hodiernos. Para se achegar a Deus, deve-se ter santidade e santificação.
Santidade é a qualidade de quem escolhe viver separado das coisas erradas do mundo, do pecado, vivendo em fidelidade e cumprimento da Palavra de Deus. Santificação é o processo de tornar alguém santo, é um ato da graça Divina para com todos aqueles que são receptivos a essa ação. Tudo é questão de escolha, como veremos a seguir.
3. Convite para a graça
Os versículos 18 a 20, do capítulo 1, apresentam a mais profunda prova da graça de Deus, mesmo no Antigo Testamento. Sim, havia graça no Antigo Testamento; na verdade, a graça de Deus é algo eterno, um favor imerecido.
Apesar de todo pecado de Judá, Deus convidou o povo a tomar decisão ao arrependimento. Por meio do profeta Isaías, Ele disse que, ainda que os pecados deles fossem como a escarlata, uma cor vermelho viva, eles se tornarão brancos como a neve; ainda que fossem como o carmesim, também uma cor vermelho viva, se tornariam brancos como a lã. Que amor, que graça, que oportunidade de livramento e salvação! Somente Deus, em Sua Majestade e Grandeza poderia proporcionar tamanha oportunidade a um povo tão envolto no lamaçal do pecado e de dura cerviz. O incrível de tudo isso é que esses versículos são estendidos a nós ainda hoje.
Em complemento ao convite, Deus oportunizou a escolha de duas alternativas: comer o melhor da terra ou ser devorado à espada (vv. 19,20). Isso é livre arbítrio, é cada pessoa optar por uma vida em abundância ou à condenação eterna (Mt 7.13,14). A chancela e a certeza do cumprimento veio do próprio Deus, no versículo 20: “porque a boca do Senhor o disse”. Isso nos remete à realidade da Palavra de Deus aos que O escolherem, mas, em contrapartida àqueles que optarem pela segunda alternativa, a condenação eterna no inferno. A escolha é nossa!
4. Deus julga, mas dá oportunidade de perdão
Deus julga, mas sempre dá a oportunidade do perdão. Essa é uma das vertentes da graça de Deus. Estamos falando bastante em graça, mas o que vem a ser isso? Graça é o amor que jamais mereceremos, mesmo nos esforçando ao máximo em todas as áreas de nossas vidas, utilizando todas as nossas habilidades, conhecimento, tudo o que temos. É também o atributo de nos permitir enfrentar e vencer toda e qualquer situação desfavorável.
Judá seria condenado, não por causa da ira de Deus, mas por não ter dado ouvidos aos profetas, aos alertas, por não ter escolhido o caminho do perdão, do arrependimento. Nesse caso, somente lhes cabia a condenação; eles iriam sofrer as consequências do pecado e colheriam tudo o que haviam plantado (Gl 6.7). Deus permitiria que essa nação fosse levada cativa pelo império babilônico, pelo rei Nabucodonosor II, o que foi concretizado por volta do ano 607 a.C. O rei Jeoaquim de Judá foi forçado a se submeter, tornando-se um vassalo da Babilônia (2 Rs 24.1). Foi durante esse tempo que foram levados de Judá muitos jovens sem defeito, de boa aparência, sábios e doutos em ciência, como Daniel, Hananias, Azarias e Misael (Dn 1.4).
Muitas vezes, passamos por situações desfavoráveis, simplesmente porque nos recusamos a dar ouvidos à voz de Deus. Assim como Judá, ficamos à mercê do inimigo, presos, cativos e distantes de Deus, simplesmente por que escolhemos o caminho errado (Pv 14.12).
Conclusão
A compreensão do livro de Isaías, do contexto do povo de Israel e de Judá nos permite adentrar ao conhecimento da rebeldia da humanidade, da graça, do amor e do perdão de Deus. Não nos enganemos, Deus não deixará de aplicar a Sua justiça a todos aqueles que insistirem em viver à mercê da carnalidade e do pecado. Cada semente plantada gerará um tipo de planta e essa planta frutificará. Mesmo não querendo colher, a pessoa que plantou deverá efetuar a colheita. Assim será no Juízo Final, onde o julgamento acontecerá, para todo aquele que não entregou sua vida a Jesus. Só não haverá condenação para aqueles que receberem a Jesus em suas vidas.
Deus continua alertando a humanidade para que se posicione em santidade, em santificação, dando ouvidos à Sua poderosa Palavra, vivendo uma vida íntegra e distante do pecado. Nas próximas lições teremos mais oportunidades de aprender sobre as ações de Deus, por intermédio do profeta Isaías. Você é nosso convidado a experimentar o que vem pela frente nestas treze lições. Ainda não acabou! Temos a chance de fazer com que nossas vidas tomem rumos diferentes, da condenação para a vida eterna; do inferno para o céu; do tormento para a alegria e paz. Igreja do Senhor Jesus: esteja alerta e tome a decisão certa!
Lição 2 – A Era Cristã Foi Prevista
Objetivo Geral
Evidenciar a profecia bíblica da era cristã ocorrida séculos antes pelo profeta Isaías.
Introdução
Texto áureo: Isaías 2-5
Que bom reencontrar você aqui! Isso significa que você está firme no propósito de perseverança e de dedicação em aprender sobre o livro de Isaías. Vamos lá, então?
Nesta lição, aprenderemos sobre as profecias de Isaías sobre a era cristã e sobre a vinda do Messias para a remissão dos pecados da humanidade, principalmente do povo de Israel. Aprenderemos ainda sobre a glória futura do verdadeiro Israel, o julgamento de Judá e de Jerusalém pelos seus pecados e o Reinado do Renovo do Senhor. Atente-se ao fato de que essas profecias aconteceram há mais de sete séculos a.C., muito antes do nascimento de Jesus. Somente Deus com o Seu domínio de tudo e de todas as coisas poderia fazer dessa forma! Observe, ainda, que tudo aconteceu conforme previsto e no tempo certo! Dessa forma, devemos aprender a conhecer e a confiar no nosso Deus. Aleluia!
Veremos também que Isaías previu que a Igreja do Senhor Jesus seria estabelecida na Terra e que o Dia do Senhor viria. Neste Dia, todos aqueles que confiaram e confiarem em imagens de escultura e em falsos deuses, e não no Deus Verdadeiro, serão julgados e condenados. Isaías ainda demonstrou a falta do conhecimento do povo de Israel ilustrando com a parábola da vinha má. Israel é a vinha e essa atitude de negligência em relação a Deus faria com que eles fossem “consumidos pelo fogo” (Is 5.24-30). Preparados? Vamos então para mais uma jornada de conhecimento. Deus abençoe a todos!
1. A glória futura do verdadeiro Israel
No capítulo 2 de Isaías, Deus revelou ao profeta que, nos últimos dias, a Igreja do Senhor Jesus seria estabelecida na Terra. Deus ainda condenou a prática da idolatria no meio do povo escolhido, onde eles se prostravam, cultuavam e ofereciam sacrifícios a deuses estranhos, muitas vezes oferecendo os próprios filhos. Isaías terminou o capítulo dizendo que o Dia do Senhor viria, sendo um dia decisivo e de julgamento para a humanidade.
Nos versículos 1-3, o profeta ultrapassou sua visão em relação ao caos da nação e previu o reino glorioso do Messias, onde Jerusalém seria estabelecida como a capital política e religiosa do mundo. O versículo 4 demonstra que o Senhor julgará todos os problemas internacionais e apresentará a solução dos conflitos entre todos os povos. Um dos destaques do capítulo está nos versículos 6-9, onde o Senhor revelou os pecados que estavam arraigados no meio da nação. Eles, ao invés de irem à Fonte, que é Deus, priorizaram fazer consultas a adivinhadores, firmando alianças com os pagãos. Também por isso, Deus os condenaria, expondo-os à humilhação diante de todos os inimigos.
No final do capítulo (vv. 12-22), o filho de Amós citou o Dia do Senhor, onde o Senhor dos Exércitos tratará toda a promiscuidade, arrogância, altivez e pecados da raça humana; ninguém escapará, quer sejam, governos, ricos, poderosos... Naquele dia, o Senhor será exaltado e todos os ídolos desaparecerão.
2. O julgamento de Judá e de Jerusalém
No capítulo 3 de Isaías, há dois julgamentos, sendo um de Judá e de Jerusalém e o outro, das mulheres de Jerusalém. Haveria fome e escassez entre eles, tamanha que ninguém desejaria governá-los, onde Deus lhes daria meninos por chefes e crianças por governantes (v.4).
O primeiro julgamento foi por conta do excesso de confiança em sua abundância e prosperidade, além do desvio do alvo de adoração, ao invés de ser o Senhor Deus, eles estavam adorando deuses falsos esquecendo-se do Verdadeiro, corrompendo-se, tendo atitudes iguais ou piores às dos pagãos, ao ponto de serem comparados com Sodoma (v.9). Os versículos de 1 a 4 dizem que o Senhor tiraria: “o sustento e o apoio, todo sustento de pão e todo sustento de água”, “o valente, o guerreiro e o juiz; o profeta, o adivinho e o ancião”, “o capitão de cinquenta, o nobre, o conselheiro, o hábil artífice e o perito em encantamentos”. Em contrapartida, Deus faria com que houvesse consolo para os justos (vv.10,11). Isso demonstra a misericórdia de Deus para com aqueles que permanecem fiéis, a despeito de tudo de errado que os cercam.
Quanto ao segundo julgamento (vv.16-26), o profeta trouxe palavras duras contra as damas da corte da alta classe de Jerusalém que, altivas, andavam vaidosas, orgulhosas, enfeitadas. Deus disse que suas vestes luxuosas seriam trocadas por panos de sacos, teriam suas cabeças rapadas, ficariam viúvas, chorando por causa do luto.
3. O reinado do Renovo do Senhor
Com somente seis versículos, no capítulo 4, Deus revelou ao profeta sobre o Renovo do Senhor (v.2) que, naquele Dia, seria de “beleza e de glória”. Esse Renovo é Jesus Cristo. Por Seu intermédio, Deus restaurará todas as coisas, não apenas para o povo escolhido, os judeus, mas para toda a humanidade, do passado, do presente e do futuro, em extensão escatológica, desde que O tenham recebido ou O recebam como Senhor e Salvador.
O termo “renovo” apresenta dois sentidos: primeiro, representa o fruto da terra onde o profeta faz uma analogia demonstrando que Jesus Cristo, quando veio, veio como um rebento da raiz de Davi, aparentemente morta (Is 53.2; Jr 23.5; 33.15). O Novo Testamento explica que Jesus é o filho de Davi (por isso, a raiz de Davi) que traz salvação eterna a todos que se entregarem a Ele, a crerem Nele (Jo 15.1-8). O segundo sentido representa os frutos espirituais produzidos por Cristo (Is 11.1).
O reinado de beleza e glória faz alusão ao Reino de Jesus que será permeado de uma beleza que olhos jamais viram, ouvidos não ouviram, corações não foram penetrados sobre isso (1Co 2.9); haverá coisas inefáveis, indizíveis (2Co 12.4). Deus purificará seu povo (v. 4), restaurará a fertilidade da terra e abençoará toda habitação pela Sua presença; será a proteção de Jerusa- lém (v.5). Acima da nuvem de fumaça de cada habitação, estará o tabernáculo, símbolo da proteção de Deus e de Sua comunhão com o Seu povo (v.6).
4. A parábola da vinha má e sua aplicação
O filho de Amós, no capítulo 5, entoou um cântico popular ao Senhor (“meu amado”), por meio de uma parábola, a da vinha má. Embora essa parábola fale de destruição, Israel ainda foi apresentado como a “planta preferida do Senhor” (v.7), demonstrando o amor de Deus para com o Seus.
Os frutos da vinha do Senhor dos Exércitos eram “uvas bravas” ao invés de “uvas boas” (v.2), significando que seus pecados trouxeram julgamento sobre a terra. Depois são apresentados seis “ais” evidenciando: cobiça (vv.8- 10), embriaguez (vv.11-17), indiferença (vv. 18,19), distorção de princípios (v.20), orgulho (v.21) e injustiça (vv. 22-25). Nos versículos 24 e 25, Deus disse que Sua ira não se aplacaria, da mesma forma que em Isaías 9.12,17,21 e 10.4. Deus julgaria por completo o Seu povo por meio de escravidão e do cativeiro de Israel, reino do Norte, pelos assírios e de Judá, reino do Sul, pelos babilônios. Deus sempre levou muito a sério o pecado da humanidade e nada, absolutamente, deixará de ser julgado. A solução contra a condenação, concretizada em Jesus, é recebê-Lo, entregar a vida a Ele e permitir que o Espírito Santo faça habitação em nós.
Nesse capítulo, aprendemos que, rapidamente, a música se transformou em acusação profética. Dessa forma, devemos refletir e nos posicionar com atenção cuidadosa em relação à nossa vida e às nossas ações; tudo deve estar de acordo com a vontade de Deus e com a Sua Palavra.
Conclusão
Isaías era um profeta, um porta-voz de Deus e foi usado para profetizar o que aconteceria no futuro, impactando diretamente o povo de Israel, de Judá e o mundo. Deus já tinha a solução para o pecado da humanidade porque, na Sua presciência, Ele já sabia o que iria acontecer. Deus já sabia que Jesus teria de Se entregar para o resgate da humanidade por meio do Seu sacrifício vicário e perfeito na cruz.
Séculos antes, Isaías profetizou a vinda do Messias. Profetizou o julgamento de Judá e de Israel, onde a ira de Deus seria aplicada usando os inimigos para a concretização do Seu intento. Isaías falou do Reinado do Renovo do Senhor, dando detalhes celestiais de como será permeado de glória, de majestade; será eterno. Isaías utilizou cânticos, parábolas, profecias, tudo para demonstrar o cuidado, o amor, o zelo, a justiça, o controle de Deus sobre tudo, sobre todas as coisas. Isaías cumpriu o seu chamado.
Hoje vivemos a era cristã que foi prevista pelo filho de Amós. Jesus já veio. Ele voltará para buscar a Sua Noiva, imaculada, lavada e remida pelo poder do Seu sangue. Todos aqueles que derem ouvidos à voz do Rei poderão entrar pelas portas das mansões celestiais e viverem eternamente em paz, gozo e glória diante da Sua Majestade.
Lição 3 – Detalhando Um Chamado
Objetivo Geral
Expor a questão do chamado de Isaías e incentivar o leitor a exercer o seu chamado.
Introdução
Texto áureo: Isaías 6
É uma alegria imensa aprender a Palavra do Senhor, não é? Dando continuidade ao nosso estudo, abordaremos agora o capítulo 6 de Isaías, onde o profeta, mesmo perdendo um amigo, o rei, v ê o Trono de Deus e os serafins por cima Dele clamando uns aos outros e declarando que a glória do Senhor enche a terra.
É importante observarmos que o profeta olhou em pelo menos duas direções. Todo chamado é assim. Ele olha para Deus, contemplando a Sua glória. Ele olha para si, reconhecendo seus pecados e a sua pequenez diante do Soberano. O que lhe resta, então, diante do chamado feito por Deus? Essa resposta é o que veremos hoje, tendo como base o posicionamento de Isaías em relação ao momento do seu chamado.
É importante a observação da função do chamado na obra de Deus. No caso em comento, Israel estava envol- to em toda sorte de pecados, idolatria, alianças pagãs, consulta de adivinhos, prostituição, pecados sexuais e muitos outros. Deus iria levantar alguém para ser o Seu porta-voz, aquele que traria as revelações, os alertas e também exporia o julgamento do Senhor diante de todas aquelas práticas. Então, surge a pergunta que ressoa ainda hoje em todos os corações: “ A quem enviarei, e quem há de ir por nós?”. E aí, qual é a sua resposta? Saiba que prestaremos conta diante do Senhor dos Exércitos, caso não cumpramos o que nos está determinado, fazendo a diferença nesse mundo tão pecaminoso e maligno. Que Deus nos abençoe!
1. Isaías olha para o Senhor
O profeta Isaías estava, talvez, no templo quando ele viu o Senhor. O detalhe interessante é que Deus apareceu para o filho de Amós, no ano da morte do rei Uzias, aproximadamente 740 a.C. Esse rei foi um dos maiores líderes de Judá, apesar de ter sido disciplinado nos últimos anos de sua vida (2Cr 26.16-21). Ao que tudo indica, Isaías era amigo do rei e sentiu a grandiosa perda.
O que seria da nação? Afinal o seu rei havia morrido. Incertezas e interrogações sempre surgem diante de situações desfavoráveis que atravessamos. O trono humano estava sem rei e o próximo a ocupar não se sabia como seria o seu reinado. Apesar disso, o profeta v ê o Senhor assentado sobre um alto e sublime trono. Entendeu? Deus continua tendo o domínio, o controle sobre tudo, sobre todas as coisas. Ele continua no Seu trono com Sua Majestade e Glória. Nada, absolutamente, sai do Seu controle. Aleluia!
Atente-se que as abas das vestes do Senhor enchiam o templo, demonstrando toda a infinita glória de Deus. Serafins, que significam “seres arden- tes”, os mesmos citados em Apocalipse 4.6-9, clamavam: “Santo, santo, santo...” (v.3). Isso nos faz entender que Santo é o Deus Pai, Santo é o Deus Filho e Santo é o Deus Espírito Santo, ou seja, a Trindade é Santa. Isaías olhou para o Senhor. Devemos olhar para Deus em todos os momentos. Olhe para Ele e jamais se deixe enfraquecer, pelo contrário, encha-se de força, de esperança e de renovação.
2. Isaías olha para si mesmo
Isaías, antes de anunciar os “ais” ao povo, primeiramente confessou a Deus o seu próprio pecado dizendo: “ Ai de mim! Estou perdido! Porque sou homem de lábios impuros...” (v.5). Todas as pessoas que se aproximam do Senhor, diante da Sua santidade, passam pela mesma experiência de Isaías, que é externada por meio de confissão de pecados, choro, pranto, arrependimento, mudança de atitudes e reconhecimento de quem nós somos. Precisamos mais disso!
Olhar para nós mesmos é uma ação que está em desuso ultimamente. Muito se olha para os outros, sem enxergar nossos próprios defeitos (Mt 7.3-5). Em contrapartida, reaprenda a olhar para si. Diariamente, faça análises introspectivas para alcance do aperfeiçoamento cristão, para uma vida de santidade, de temor e reverência às coisas de Deus. Reinvente-se, mas sempre baseie a mudança na Palavra de Deus.
No versículo 7, um serafim, somente após o reconhecimento do profeta, pegou uma brasa viva no altar e tocou na boca dele. As brasas vivas eram levadas do altar de holocausto para dentro do Lugar Santíssimo no Dia da Expiação (Lv 16.12), dia de oferta pelos sacrifícios para expiação dos pecados do povo. Essa ação teve pelo menos dois significados: o perdão dos pecados por meio dos sacrifícios do altar (hoje é por meio do sacrifício de Jesus) e a purificação para exercer o chamado. Imediatamente após isso, o Senhor fez a grandiosa pergunta do versículo 8. É o que veremos a seguir.
3. Chega o momento da decisão
“A quem enviarei, e quem há de ir por nós?” (v.8). Vamos analisar essa pergunta. Diante de todo questionamento, quem o faz, espera uma resposta positiva ou negativa. Será que temos o poder da decisão, da resposta? Creio que sim! Muitas pessoas dizem “não” para o chamado de Deus, recusando-se a exercer os seus ministérios e, quando os exercem, acham que os mesmos são descartáveis, podendo “dar um tempo” por causa de assuntos seculares, particulares. Observe ainda que Deus falou “por nós”. Quem estava em pecado era o povo de Judá, mas Deus se colocou junto com eles, não como pecador, o que é impossível para Deus, mas como Aquele que jamais abandona o Seu povo, como Aquele que sustenta quem diz “sim” para o chamado. Ele vai junto e garante o que for necessário para o cumprimento da missão.
Entenda que o chamado é uma evidência do amor, da graça de Deus, onde Ele estende a outras pessoas a chance de serem alcançados, por meio de nós. Por isso, devemos ser "instrumentos" no Seu Reino para resgate daqueles que necessitam experimentar a porção dessa misericórdia. E quem o Senhor utilizará? Seres humanos, como eu e você. O chamado é para nós!
Infelizmente, poucos respondem aos seus chamados! Fácil não é, mas o regozijo de ganhar almas para Deus, de proclamar a Sua Palavra, de fazer a Sua obra é indescritível. Isso sem falar que haverá galardão para aqueles que fizerem a obra com excelência (1 Co 3.11- 15). Então, “ide”!
4. Israel não podia ver
Todo chamado tem um motivo específico ou geral. No caso de Isaías foi por conta dos pecados de Israel. Por isso, Deus citou o versículo 9: “Vá e diga a este povo: “Ouçam; ouçam, mas sem entender. Vejam; vejam, mas sem perceber”. À primeira vista, a tarefa específica de Isaías demonstrou ter sido dar ocasião ao endurecimento final da nação, anunciando a sua destruição. Evidente que o propósito divino é, antes, permitir ao povo o arrependimento, salvando-o das consequências dos seus pecados.
Nesse contexto do ministério de Isaías, diante de todos os alertas, visões, profecias, tendo como ponto culminante os mais incríveis milagres já vistos, foi como se Deus agitasse uma bandeira vermelha de alerta diante da nação, a fim de fazê-la retroceder de seus pecados, de sua dureza de coração, de sua cegueira espiritual. Infelizmente, Israel não queria ver isso, recusou-se a enxergar todos os alertas.
Quando um povo, ainda que seja o povo escolhido, se posiciona contra Deus, até mesmo as Suas misericórdias não se furtam de proceder ao julgamento dessas ações. Isaías perguntou no versículo 11: “ Até quando, Senhor?” Deus respondeu que seria até que a terra fosse assolada e o povo desaparecesse. Atente-se para o termo “décima parte” do versículo 13! Isso significa que um restante será deixado, que também será destruído, ficando somente o toco, a raiz, de onde ainda brotará um Rebento, um Renovo, Jesus. Que tremendo!
Conclusão
Que lição abençoada! Aprendemos a importância do chamado, tendo como base o chamado de Isaías que é um dos maiores da Bíblia. Quando o filho de Amós saiu do templo, ele não era mais a mesma pessoa; agora era um missionário, uma voz profética diante de um povo duro, cego e voltado ao pecado; não era mais somente um espectador, como a maioria, mas um participante da obra, do Reino de Deus. Da mesma forma, devemos responder ao nosso chamado, o mais breve possível, porque as almas estão perecendo, indo para o inferno e responderemos por cada uma delas, caso seja por conta de nossa omissão.
Quando nos aproximamos do Senhor, de Sua santidade, reconhecemos quem somos. Por isso, essa auto análise deve ser feita diariamente para que nos aperfeiçoemos e nos livremos dos pecados que, tão tenazmente, nos assedia. Todo obreiro, servo de Deus, deve viver em santidade, com a vida no altar do Senhor, não achando normal as coisas mundanas, pelo contrário, sendo instrumentos para abrir os olhos das demais pessoas.
A cegueira espiritual de Israel não está distante do que se encontra hoje. Cada vez mais, o pecado envolve e ceifa as vidas das pessoas. Por isso, devemos nos posicionar, assim como Isaías, e sermos vozes proféticas neste mundo maligno e pecaminoso.
Lição 4 – A Vinda do Messias Foi Profetizada
Objetivo Geral
Texto áureo: Isaías 7-12
Demonstrar o plano de Deus em relação à vinda do Messias profetizada por Isaías.
Introdução
Prezado leitor e aluno, que bom reencontrá-lo para mais uma jornada de aprendizado! Nesta lição estudaremos sobre as profecias de Isaías sobre a vinda do Messias, fato tão esperado pela nação judaica e pelo mundo. Não se esqueça de que essas profecias aconteceram mais de sete séculos antes do Seu nascimento! Deus já sabia de tudo; Ele tem o controle de tudo, de todas as coisas. O filho de Amós foi o escolhido, mas teve que dizer “sim” (lição anterior), para ser a voz profética naquela nação.
O contexto da época era de crescimento de poder dos assírios, que ameaçavam as outras nações. Por esse motivo, Israel e a Síria se uniram para se fortalecerem e se protegerem. O propósito deles era de que Judá se unisse a eles, porém, isso não aconteceu. Secretamente, o rei Acaz, negociava uma aliança com os assírios para proteger Judá (2 Rs 16.1-9). Porque Acaz não deu ouvidos a Isaías, Deus afastou-se dele e deu um sinal a toda a casa de Davi, conforme o verso 14, do capítulo 7: “Eis que a virgem conceberá e dará à luz um filho e lhe chamará Emanuel.” Isso se concretizou em Má- ria, conforme Mateus 1.23.
Ele veio conforme foi profetizado. O sinal se cumpriu exatamente conforme foi predito. Deus acerta sempre! Nesta lição, você ainda verá mais detalhes da profecia e tudo o que o profeta Isaías previu sobre a vinda do Messias. Aproveite o ensino e atente-se aos detalhes que confirmam e chancelam a veracidade da Bíblia. Deus abençoe!
1. Um menino chamado Emanuel
Foi profetizado que a virgem conceberia, daria à luz a um filho, e o Seu nome seria Emanuel (Is 7.14) e isso aconteceu exatamente conforme fora previsto! Emanuel significa “Deus co- nosco”. Deus estaria conosco, por intermédio do Seu Filho. A concepção foi pelo Espírito Santo (Lc 1.31-35). Jesus nasceu de uma mãe humana, mas Ele já existia antes de Maria, na eternidade passada (Jo 1.1-3; 3.13). O Messias veio para salvar o ser humano da condenação eterna, pelos seus pecados. Por meio da morte e do derramamento do sangue de Jesus na cruz, a porta, mesmo estreita (Mt 7.13,14), foi aberta. O sacrifício foi perfeito, o preço foi pago. A partir daí, todos aqueles que confessarem a Jesus Cristo como Senhor e Salvador, seriam salvos (Rm 10.9,10).
A profecia da vinda do Messias foi um sinal para o rei Acaz e para o povo judeu, especialmente para a casa de Davi, pois Ele seria a raiz de Davi. O Filho seria uma lembrança de que Deus estava com o Seu povo e habitaria no meio dele, demonstrando todo o Seu cuidado e amor para com eles.
Cristo não é sobrenome de Jesus, mas é uma palavra do latim “Christu”, derivado do grego “Khristós”, que significa “ungido”, derivado do hebraico “Mashiach” que significa “Messias”. Je- sus Cristo é o Messias tão esperado pelo povo judeu, mas não recebido e reconhe- cido por eles (Jo 1.11). Por isso a salvação foi estendida aos gentios. Todos que recebem a Jesus formam a Sua Igreja.
2. O Senhor é a nossa esperança
Judá iria pagar pela sua infidelidade e pecados. Juntamente com a profecia do menino Emanuel, outros dois foram mencionados no capítulo 8 de Isaías. Ambos eram filhos do profeta. Eram “Sear-Jasube”, que significa “um resto volverá” e “Maer-Salal-Hás-Baz”, que quer dizer “rápido-despojo-presa-segura”.
O primeiro nome remete à certeza da consumação do cativeiro babilônico e Isaías teve uma visão de um remanescente libertado, de onde veio o nome do filho. Esse remanescente e seu glorioso futuro fornecem o tema central do livro de Isaías. O segundo filho do profeta foi por conta da Síria e Israel que seriam rapidamente despojados. O nome desse filho de Isaías expressava a ideia de rápido livramento. Foi o que aconteceu! Os assírios vitoriosos arremeteram com imensa força sobre Judá (v.8) e somente foram contidos pela intervenção poderosa do Senhor (Is 37.36). Dessa forma, os nomes dos filhos de Isaías evidenciaram os motivos de suas proclamações diárias em Judá: livramento presente, cativeiro vindouro e glória futura.
O pecado sempre traz consequências (Rm 6.23). A pior das consequências é a morte eterna, a condenação ao inferno. Mas Deus sempre foi e continua sendo a única esperança para a humanidade. A quem recorreremos e quem poderá nos salvar? Somente Deus, em Jesus Cristo, a fonte da salvação e da vida eterna. A vinda e o poder do Messias é o que continuaremos a ver no próximo tópico.
3. A vinda e o poder do Messias
Chegamos ao capítulo 9 de Isaías, onde a profecia do advento do Messias foi proferida séculos antes evidenciando como seria e o que envolveria tudo isso.
O Rei dos reis e Senhor dos Senhores viria e Isaías foi a voz profética do Antigo Testamento que mais detalhou a Sua vinda e o Seu poder (Is 7.14; 8.14; 9.6,7; 22.22; 25.8; 28.16; 35.5,6; 53.2-12). Por isso ele é conhecido como o “profeta messiânico”. Todas as profecias do advento foram cumpridas. É importante saber que no Novo Testamento, o livro mais citado é o livro de Isaías.
Os judeus creem que Isaías foi um profeta de Deus, mas não reconhecem que Jesus Cristo é o Messias. Eles não esperavam um salvador sofredor, mas foi isso que foi profetizado. Isaías descreveu de forma clara que o Messias seria sacrificado por nossos pecados, que seria desfigurado, moído por nossas transgressões, que não teria aparência, nem formosura, seria desprezado e rejeitado entre os homens. Em contrapartida, com a Sua morte, Ele venceria e reinaria para todo sempre. Por isso, Isaías também o descreveu, no versículo 6, como “Maravilhoso conselheiro” onde o Seu Reino será indescritível e governado com sabedoria e justiça; “Deus Forte", demonstrando a Sua força e poder; “Pai da Eternidade”, pois Seu Reinado é eterno, “Príncipe da Paz”, pois no Seu Reino haverá paz. Todos que reconhecem Jesus como O Messias e O recebem, passam a fazer parte do Seu Reino.
4. O reinado do Messias
Nos capítulos 10 a 12 do livro de Isaías, estaremos evidenciando o Reinado do Messias, com citação do Milênio e como fazer parte desse Reino.
O filho de Amós tinha um olhar para o futuro e suas profecias nos fornecem detalhes gloriosos do mundo vindouro, alimentando a nossa esperança quanto à eternidade juntos ao nosso Rei. Será um mundo sem guerras, reinado por um Justo e Benevolente Soberano da descendência de Davi, cuja dinastia tinha chegado ao fim, mas de sua família, viria o Rei dos reis. Seu Reino será governado com retidão (11.1-5). Pertencerão a este Reino todos os remidos de todas as nações, povos, línguas (Ap 7.9-11) que O confessarem como Senhor e Salvador, crendo no Seu sacrifício.
Ocorrerá a restauração da criação, onde a natureza poderá desfrutar da harmonia, regozijo e paz da mesma forma que havia antes do pecado (11.6- 9). Será o Reinado Milenar de Jesus. Dentre as linhas doutrinárias, cremos na “Dispensacionalista”. Dessa forma, Jesus arrebatará a igreja antes da Grande Tribulação, e voltará para salvar Israel antes do Milênio quando ocorrerá a Batalha do Armagedom, onde Satanás será preso por mil anos. A Igreja arrebatada, já terá passado pelo Tribunal de Cristo e pelas Bodas do Cordeiro. O Milênio será na Terra e Israel será a principal nação. Será um tempo de paz universal, júbilo, gozo, alegria, santidade, glória, conforto, justiça, completo conhecimento do Senhor, natureza abençoada e livre de maldição.
Conclusão
Que bênção esse estudo de hoje e quão bom foi tê-lo como aluno! Mesmo Judá e Israel estarem prestes a serem levados cativos, Deus, por intermédio do profeta Isaías, animou o povo quanto à esperança futura, detalhando a vinda do Messias, onde um menino nasceria de uma virgem e se chamaria Emanuel, o “Deus conosco”. Deus estaria conosco, por intermédio de Jesus Cristo.
A nossa esperança deve estar exclusivamente em Jesus. Ele é a nossa força, o nosso cântico, a nossa salvação (Is 12.6). Ele foi o único que deu a Sua vida em favor da humanidade e ressuscitou ao terceiro dia para reinar para todo sempre. Mesmo não sendo reconhecido pelo Seu povo, os judeus, como o Messias prometido, pelo Seu amor, a salvação foi estendida aos gentios e a possibilidade de passar a eternidade com Ele, ao invés da condenação ao inferno, desde que, é claro, O reconheçam e O recebam em suas vidas.
Jesus reinará por mil anos aqui na Terra, onde a própria natureza e toda a criação serão restauradas à sua origem como era antes do pecado. A Igreja com o corpo glorificado reinará com Jesus, após ter recebido seu galardão no Tribunal de Cristo e ter participado da grande festa das Bodas do Cordeiro. Nossos corações devem arder pela esperança da eternidade e salvação. Maranata!
Lição 5 – A Disciplina de Deus Sobre as Nações
Objetivo Geral
Texto áureo: Isaías 13-23
Demonstrar ao leitor a disciplina de Deus sobre as nações da Terra.
Introdução
Leitor abençoado, vamos dar continuidade ao nosso estudo do livro de Isaías? Hoje aprenderemos sobre a disciplina de Deus sobre as nações, por conta dos seus pecados, irreverência, arrogância, idolatria. Deus julgará todos os que se colocam como Seus inimigos, que preferem ficar distantes Dele, que confiam em sua força e em si mesmos. Ainda assim, Deus dá oportunidade para que haja arrependimento. Isso é amor, isso é graça, isso é misericórdia. Em contrapartida, o ser humano prefere se envolver em tudo que o afasta do Senhor, dando vazão ao pecado. O fim é um só: condenação.
Nos capítulos 13 a 23, veremos o plano de Deus não apenas para o Seu povo, mas também para dez nações gentias (Babilônia, Assíria, Filístia, Moabe, Damasco, Etiópia, Egito, Edom, Arábia e Fenícia). Ainda vemos profecias contra as atitudes de Judá e de Jerusalém. Isso foi naquela época, mas o mesmo juízo virá sobre as nações do mundo atual.
Todo líder mundial, mesmo com seu poderio militar, econômico, financeiro, tecnológico tem a oportunidade de reconhecer que “...o Altíssimo tem domínio sobre os reinos do mundo e os dá a quem ele quer.” (Dn 4.25). Diferente disso, eles têm escolhido o caminho da apostasia, da apologia ao erro, do descrédito à Bíblia e a Deus. Todos serão julgados pelo Soberano Juiz. Quem dera entendessem o Salmo 33.12 que diz: “Feliz a nação cujo Deus é o Senhor, e o povo que ele escolheu para a sua herança.”!
1. Mesmo julgando, Deus é misericordioso
As atitudes do povo de Judá e de Jerusalém se confundiam com as dos vizinhos pagãos. O provérbio popular era “comamos e bebamos, porque amanhã morreremos” (Is 22.13) e “Vamos nos encharcar de bebidas fortes.” (Is 56.12). Foi por essas atitudes que Isaías os colocou na lista das nações que sentiriam o juízo de Deus. Ainda assim, a misericórdia do Senhor livraria Judá da invasão assíria, mas não os pouparia dos babilônios. Isso porque não houve arrependimento sincero e abandono dessas práticas malignas. O juízo viria, mas seria envolvido em uma porção de misericórdia.
Misericórdia é uma característica diretamente ligada ao amor de Deus. No Antigo Testamento, dentre os seus significados, encontramos “hanan”, que dá ideia de graça e favor. Já no Novo Testamento, destaca-se “eleos”, que significa compaixão e piedade. Os versículos 22 e 23, do capítulo 3, de Lamentações afirmam: “ As misericórdias do Senhor são a causa de não sermos consumidos, porque as suas misericórdias não têm fim; renovam-se cada manhã. Grande é a tua fidelidade.” Observe que a palavra “misericórdia” aqui está no plural, dando entendimento de que a mesma é infinita, renovando-se a cada manhã.
Judá e Israel fizeram de tudo para não serem conquistados pelos inimigos, menos confiar no Senhor (Is 22.11). Em vez de se envolver no pecado, deveriam ter se humilhado, arrependido e pranteado. O juízo era iminente. Mas isso também é misericórdia (Pv 3.12; Hb 12.6).
2. A arrogância das nações
Quanto mais poder, mais autoconfiança e mais distanciamento de Deus. É isso que estava acontecendo com as nações naquela época e também acontece nos dias atuais. A sentença foi dada por Isaías e Deus agiria contra a arrogância das nações.
A Babilônia foi completamente destruída, jamais foi reconstruída e deixou de existir. A Assíria seria usada como instrumento de Deus para o cumprimento do Seu propósito, mas também aconteceria o seu juízo na terra de Judá, durante o reinado do rei Ezequias, onde Deus destruiu todo o seu exército quando este ameaçava invadir Jerusalém. A Filístia foi exterminada pela guerra e pela fome. Moabe, que era fruto do incesto de Ló com sua filha, foi invadido e arrasado pela Assí- ria. Damasco (Síria) sofreu juntamente com Efraim, por serem aliados contra Judá, sendo tomada pelos inimigos.
Quanto à Etiópia, o profeta destacou o alvoroço entre os etíopes e a convocação de suas armas, e que eles iriam a Jerusalém com presentes para o Senhor e para o rei de Judá. O Egito foi conquistado pelo rei da Assíria, onde os ídolos egípcios não puderam protegê-los. Edom, descendentes de Esaú, seriam silenciados e não mais existiriam. A Arábia experimentaria um golpe terrífico dentro de um ano. A Fenícia teria sua economia devastada.
Com tudo isso, aprendemos que de nada adianta o poder, a fama e o reconhecimento humano. A vida passa rápido e, um dia, todos prestarão contas de suas vidas, de seus atos.
3. A disciplina de Deus vem sobre seus inimigos
Deus usou nações ímpias para executar o juízo sobre o Seu povo, por conta dos seus pecados. Mas, Ele não “fechou os olhos” diante dos erros dessas nações. É o caso da Babilônia, a primeira nação citada nos capítulos 13 e 14, onde a sua queda foi declarada. A Babilônia suplantaria a Assíria, que era a nação dominadora no tempo de Isaías. O império da Média, que naquela época era desconhecido, posteriormente destruiria a Babilônia.
O ponto importante a ser observado é que os judeus seriam levados presos pelo rei babilônio, ficariam ca- tivos por setenta anos como escravos, mas, com a queda da Babilônia, eles voltariam para Jerusalém, reconstrui- riam os muros da cidade, suas casas e o templo, conforme descrito nos livros de Esdras e Neemias. Quando uma nação trata outra com injustiça, Deus não deixa de fazer justiça e disciplinar quem assim age. O Senhor, no Seu trono, tem o controle de tudo e não deixará de punir toda injustiça e pecado, principalmente, se o reflexo desse erro e injustiça for contra o povo de Deus (1Cr 16.22).
Quando uma nação se torna inimiga de Deus e se volta contra Ele confiando em sua economia, riquezas e poderio militar, o Senhor precisa demonstrar que a confiança deve ser somente Nele. Deus é refúgio e fortaleza. Para isso, Ele envia profetas, vozes que declaram Sua perfeita vontade, dando possibilidade de arrependimento e, caso não haja mudança de atitudes, a punição virá, com toda certeza.
4. O julgamento de Deus
Judá era a única nação que possuía a lei de Deus, no entanto, o Senhor fez com que outras dez nações prestassem contas a Ele. Uma coisa que todos devem saber é que Deus é amor, mas é justiça. Mesmo que pensem diferente, digam que não acreditam, discursem com eloquência e sabedoria contra as coisas de Deus, contra a Sua Palavra, o Grande Dia virá e tudo o que foi feito de errado será evidenciado e julgado.
Aqueles que não reconhecerem o perfeito plano de salvação de Deus, por intermédio do Messias, Jesus Cristo, serão condenados (Hb 9.27). Comparecerão diante do Grande Trono Bran- co (Ap 20.11-15). Todos os grandes, os pequenos, de todas as épocas, de todos os lugares serão julgados, um por um segundo as suas obras. Não haverá defesa, pois rejeitaram o Advogado (1Jo 2.1). A única sentença será a condenação no lago de fogo e enxofre. Se o nome não estiver no livro da vida, o fim será a condenação eterna. Mas, quem recebeu a Jesus e se entregou a Ele, tem o nome escrito nesse livro, e não será condenado, pois o preço já foi pago. Comparecerão diante do Tribunal de Cristo (2Co 5.10) para prestação de contas de suas obras e recebimento do galardão, não para condenação.
Assim como para o povo de Deus, Israel, há promessas de restauração e regeneração (Jr 33.8; Ez 11.17), onde eles reconhecerão a Jesus como o Messias (Zc 12.10), todo aquele que confessar ao Cristo com os lábios e crer com o coração, será salvo (Rm 10.9,10).
Conclusão
Que privilégio podermos aprender de Deus e sabermos o que acontecerá no futuro da humanidade! Todas as profecias de Isaías aconteceram ou acontecerão, pois descrevem o que está no coração de Deus para o ser humano, Seu controle sobre tudo e Sua justiça que acontece no tempo certo. Aprendemos que o Senhor, por conta do Seu amor, misericórdia e graça, sempre dá a oportunidade de arrependimento. Caso não haja, as consequências virão e o julgamento também.
Imagine a prepotência de alguns líderes mundiais que governam confiando em si mesmos, no seu exército, armas e economia. Um dia estarão diante do Grande Trono Branco e responderão por seus atos, se não tiverem os nomes escritos no livro da vida. Caso não tenham se arrependido, lá estarão os ditadores que executaram e torturaram muitas pessoas, por conta de sua arrogância. Todos prestarão contas, sejam as dez nações citadas por Isaías, sejam as de todos os tempos, ninguém escapará.
Qual é a solução então? A única solução se chama “Jesus Cristo”. Somente Ele pode nos livrar do inferno, da condenação eterna e nos proporcionar a dádiva de estarmos com Ele no céu. Para que arriscar? Não queira “pagar para ver”. Corra e receba a Jesus, caso ainda não tenha feito. Sim, agora mesmo, aí onde você está.
Lição 6 – O Apocalipse de Isaías
Objetivo Geral
Destacar as profecias apocalípticas do livro de Isaías.
Introdução
Texto áureo: Isaías 24-27
Vamos estudar um pouco de escatologia baseada nas profecías apocalípticas de Isaías? Apocalipse vem do grego “apokálypsis” e significa “revelação”, “manifestação”; é a revelação das coisas que irão acontecer. Deus revela aos profetas sobre o que irá ocorrer, conforme vemos em Amós 3.7: "Certamente o Senhor Deus não fará coisa alguma, sem primeiro revelar o seu segredo aos seus servos, os profetas.”.
Na lição anterior, baseada nos capítulos 13 a 23, aprendemos sobre os juízos proferidos contra dez nações e em particular, Judá. Agora, a ênfase do juízo é sobre o mundo inteiro. Será um julgamento universal e englobará pessoas de todos os tempos. Esse será o “Dia do Senhor”. No Novo Testamento esse dia está registrado em Mateus 24, Marcos 13 e Apocalipse 6-19. Deus julgará todos os transgressores que são amantes do pecado, das obras carnais (Gl 5.19-21). Estes não herdarão o Reino de Deus.
O filho de Amós foi o porta-voz de alerta do povo daquela época e das gerações futuras sobre o julgamento dos inimigos de Deus; sobre a preservação do povo escolhido, os judeus, em sua terra; e sobre a restauração de Israel. Isaías falou sobre a abolição da morte proporcionando vida eterna àqueles que se renderem ao Seu Plano de Salvação. A despeito de todas as profecias apocalípticas, Deus demonstra o Seu amor, proteção e salvação à humanidade. Quem se submete ao Senhor, com certeza, verá que verdadeiramente "valeu a pena”!
1. O Senhor julgará todos os transgressores
Deus é o Grande Juiz e jamais erra em Seus julgamentos. Ele utilizará a retidão de Sua Palavra para proferir a sentença. Por isso a Palavra de Deus é o nosso referencial. Ninguém será condenado injustamente. Todas as obras serão julgadas, mesmo aquelas praticadas em oculto. Tudo está sendo registrado. O capítulo 24 de Isaías demonstrou as calamidades que extinguirão a Terra, com todas as suas castas, ocupações e distinções sociais.
Os pecados e transgressões da humanidade não só afetam o homem diretamente, mas também a natureza. Da mesma forma que sentimos e vemos a degradação da Terra, o homem se atola em seus pecados e desobediência. Há séculos, o planeta vem sendo poluído, devastado e Deus tem ouvido o gemido da natureza. Paulo descreveu isso em Romanos 1.18-2.16. Em Isaías 24.5, o profeta disse que: "A terra está contaminada por causa dos seus moradores, porque transgridem as leis, violam os estatutos e quebram a aliança eterna."
O versículo 18 cita a abertura das “represas do alto”, nos fazendo lembrar do dilúvio (Gn 7.11). Jesus nos alertou em Mateus 24.37-42 que a humanidade se tornaria como nos dias de Noé, onde todos comiam, bebiam, casavam-se e se davam em casamento, até o dia do juízo, o dilúvio. É importante sabermos que no Dia do Senhor, não somente a humanidade será afetada, mas também Satanás e suas hostes malignas. Deus julgará todos e tudo para inaugurar uma nova terra, um novo tempo eterno.
2. A abolição da morte
No capítulo 25, o profeta citou que: “Tragará a morte para sempre, e, assim, o Senhor Deus enxugará as lágrimas de todos os rostos, e tirará de toda a terra o vexame do seu povo, por- que o Senhor falou”, dando esperança de vida eterna sem ter que passar pela morte, pela dor da perda de entes queridos, onde esse inimigo será destruído para sempre.
Quando o homem e a mulher pecaram no Éden (Gn 3), três tipos de morte passaram a fazer parte da humanidade: carnal, espiritual e eterna. A carnal é a morte física. A espiritual é aquela pessoa que não tem Jesus em sua vida. Já a eterna, a pior das três, é a condenação eterna ao inferno. Pelo sacrifício de Jesus Cristo, essas mortes foram vencidas. A carnal não mais existirá pois seremos arrebatados e teremos corpos glorificados (1Co 15.35.49). A espiritual é eliminada quando recebemos a Jesus como Senhor e Salvador. Somos religados a Deus, pois é o nosso espírito que está ligado às coisas de Deus. A morte eterna não acontecerá para os salvos em Cristo Jesus, pois a promessa é de vida eterna.
O último inimigo a ser vencido e destruído será a morte (1Co 15.26, 54; Ap 21.4). Com a ressurreição de Jesus, Ele venceu a morte e nos dará a vida eterna. Ainda no versículo 8, é dito que “Deus enxugará todas as lágrimas”, sendo que na eternidade não haverá tristeza, nem choro. A tristeza do funeral foi transformada em alegria da festa de casamento. A noiva estará para sempre com o Noivo.
3. Deus ama, protege e salva o seu povo
O capítulo 26 se inicia com a expressão “naquele dia” que se refere ao “Dia do Senhor” e todas as bênçãos vinculadas que se seguirão quando o Senhor derrotar todos os seus inimigos. Há promessas para o povo de Deus. No contexto de Isaías, Samaria tinha sido destruída pelos inimigos assírios, Jerusalém, pelos babilônios, mas a Nova Jerusalém será invencível, será eterna, não haverá inimigos para o povo salvo.
No “Dia do Senhor”, Deus julgará e condenará toda a arrogância das nações da Terra, mas Jerusalém será purificada (Zc 13.1), será justificada para um povo santo (Is 26.2). No versículo 3, a palavra “paz”, que no hebraico é “shalom”, dá entendimento muito mais além do que o refrigério do fim de uma guerra. Alcança bênçãos inimagináveis, indescritíveis, perfeitas e eternas. O verso 4 chancela quem promete a bênção, a “rocha eterna”, o Senhor que é Deus Forte, Eterno. Essas promessas são para aqueles que “confiam sempre no Senhor”.
Dos versículos 7 a 11, é enfatizado sobre a “vereda plaina”. Isso dá ideia de restauração, pois, os judeus, ao longo de sua história, andaram por caminhos tortuosos e atolados no pecado. A promessa é de caminhos aplainados, livres de oscilações e obstáculos. Dos versos 12 a 18, são citadas as “dores de parto”, por causa das transgressões e pecados do povo de Israel. Mas os versos 19 a 21 citam o “orvalho vivificador” que é aquele que dá vida nova ao solo e à vegetação. Essas são promessas a Israel.
4. A revivificação da vinha do Senhor
Aprendemos na lição 2 sobre a “parábola da vinha do Senhor” (Is 5.1- 7) que remete à tristeza fúnebre. No capítulo 27, o contexto é de um cântico alegre do revivescimento da vinha. É a vida, a revivificação do povo de Deus que estava morto e condenado. A videira é Israel. No tempo de Isaías, a videira estava produzindo uvas bravas, mas no Reino de Deus, Israel florescerá, brotará e frutificará (v. 6). A Bíblia ainda cita outras duas vinhas: Cristo e a Igreja (Jo 15), e a “videira da terra” (Ap 14.18), que simboliza os gentios na terra. Aqueles que pertencem a Deus, sendo Sua “vinha” devem ser ramos firmes, fiéis e produzir frutos bons, doces e que glorifiquem ao Seu Dono.
Da mesma forma que no capítulo 26, o 27 também se inicia com “naquele dia”. O Leviatã será destruído. As nações ao redor de Israel tinham vários mitos e lendas sobre monstros marinhos e um deles era comparado ao leviatã ou dragão (algumas traduções citam “crododilo”). Deus abaterá esse inimigo, ou seja, destruirá definitivamente a Satanás, que aqui é figurado como esse leviatã. Naquele Dia, não mais haverá escravidão de Satanás e de seus falsos deuses que seduz o mundo para os adorar.
Isaías finaliza o capítulo, nos ver- sículos 12 e 13, enfatizando o livramen- to do povo de Israel da escravidão das nações gentias. A vitória será comemorada na eternidade como uma festa que não terá fim, com muita alegria e com o “ressoar da trombeta”. Você estará nessa festa?
Conclusão
Aleluia e Glória a Deus por mais uma lição, mais uma oportunidade de aprendermos da Palavra Dele! Querido leitor, pudemos ver que Isaías profetizou sobre coisas futuras, revelações apocalípticas, que aconteceriam e que acontecerão. Foi predito que haverá julgamento para todo o mundo, de acordo com as suas obras, mesmo aquelas praticadas em oculto. Assim como ocorreu o dilúvio e a humanidade não estava esperando o juízo, assim ocorrerá no fim dos tempos.
Todos os inimigos de Deus serão destruídos e o último será a morte. Jesus venceu e tem autoridade para decretar o fim da morte. Ele ressuscitou e tem poder sobre a morte. Romanos 6.23 diz que “o salário do pecado é a morte”, mas o versículo continua e diz que “mas o dom gratuito de Deus é a vida eterna em Cristo Jesus”.
Deus continua amando o Seu povo e proporcionando oportunidades de arrependimento e conversão. Há promessas para Israel. Promessas de libertação, de paz, de restauração, de eternidade, na Nova Jerusalém. A vinha que antes produzia somente frutos bravos, produzirá frutos bons, que glorificam ao Seu Dono, o Senhor Deus. Tudo isso será com muita festa e alegria, com o som de trombetas. O convite para a festa já foi feito. Você é um dos convidados?
Editorial
Curso: Livro de Isaías
Ano: 2021
1ª Edição
Conselho Editorial:
Pr Sinval Júlio de Souza
Pr Lúcio Andres
Braitner Lobato
Revisão Teológica:
Pr Anderson Luiz Santos
Projeto Gráfico e Diagramação:
Márcio Rezende
Wagner Monteiro
Comentarista:
Pr. Lúcio Andres