Carta aos Colossenses

Compreendendo a supremacia e suficiência de Cristo por meio da carta do apóstolo Paulo aos Colossenses.

Materiais de Apoio

Sumário

Lição 1 – A Supremacia de Cristo: O Senhor Sobre Tudo e Todos

Objetivo Geral

Compreender que somente Cristo é suficiente para a salvação e a vida plena, rejeitando qualquer ensino que minimize Sua glória e autoridade.

Introdução

Damos início ao nosso estudo da carta de Paulo aos Colossenses. A cidade de Colossos era um povoado de pouca importância no vale do rio Licus, atual Turquia. Próxima a duas cidades mais importantes, Laodicéia e Hierápolis. Também estava aproximo, cerca de 180 km, da cidade de Éfeso.

Filemon morava nessa cidade e tinha um escravo chamado Onésimo. Este quando fugiu para a cidade de Roma conheceu a Paulo e se converteu. Posteriormente, Paulo o enviou de volta a cidade de Colossos, na companhia de Tíquico (Col 4.7-9), com duas cartas: uma para seu senhor Filemon e outra para a Igreja de Colossos.

A Igreja de Colossos havia sido fundada por Epafras, grande colaborador fiel de Paulo. E como acontece em todo lugar onde a verdade floresce, o inimigo semeia o joio da mentira. Uma heresia sutil começou a infiltrar-se entre os irmãos colossenses que tentavam diminuir a glória de Cristo.

Para melhor compreensão do texto de Cl 1.15-20 precisamos analisar o contexto da Igreja de Colossos, bem como os falsos mestres que distorciam os ensinamentos da divindade e a preeminência de Cristo.

A heresia em meio a Igreja de Colossos do Segundo Século apareceu em um movimento conhecido como Gnosticismo. Alguns dos seus princípios básicos já eram conhecidos no Primeiro Século, não apenas na Igreja Cristã, mas também no Judaísmo da Diáspora (dispersão dos judeus, no decorrer dos séculos, por todo o mundo). Esse Gnosticismo religioso-filosófica foi mais uma tendência que um sistema, que podia se adaptar aos grupos judeus, cristãos ou pagãos. Essa heresia comprometia a doutrina da suficiência de Cristo (Cl 2.9-10), ao negar que Ele fosse plenamente capaz de redimir a alma (Hb 9.12) e conceder a verdadeira plenitude da vida (Jo 10.10). Por isso, resistiam em reconhecer em Cristo a primazia absoluta sobre a Igreja, usurpando o lugar que, por direito, pertence somente a Ele, "pois aprouve a Deus que, nele, residisse toda a plenitude" (Cl 1.19), e "Ele é o cabeça do corpo, que é a igreja" (Cl 1.18).

Em nossa lição vamos observar que um dos propósitos de Paulo ao escrever esta carta foi o de combater essa heresia presente na igreja, mostrando a supremacia e suficiência de Cristo (Cl 1:17; 2:3, 9, 10,15).

1. Cristo, a Imagem do Deus Invisível

O Filho é "a imagem do Deus invisível". A natureza e caráter de Deus foram revelados nEle; nEle o invisível tornou-se visível. "O qual é imagem do Deus invisível, o primogênito de toda a criação" (Col 1:15).

Cristo é a imagem visível do Deus invisível. O verbo está no tempo presente, descrevendo a posição de Jesus agora e para sempre (Jo 10.30,38; 12.45; 14.1-11). Deus, como Espírito, é invisível e sempre será (1 Tm 6.16). O Filho de Deus é a sua expressão visível. Ele não só reflete a Deus, mas, como Deus, Ele revela Deus a nós (Jo 1.18; 14.9; Hb 1.1,2).

Jesus existia antes de Deus fazer qualquer coisa. Sendo assim, Ele é supremo sobre toda a criação. Ele tem toda a prioridade e autoridade como o primogênito na casa de um rei (Hb 1.2). Ele veio do céu, e não do pó da terra (1 Co 15.47), e Ele é Senhor de todos (Rm 9.5; 10.12; Ap 1.5; 17.14). Cristo é supremo sobre toda a criação.

Portanto, "a imagem" não pretende sugerir a semelhança física de Deus. Como "a imagem do Deus invisível", Cristo tornou o Deus Pai conhecido ao homem de uma forma única, na Sua vida, no Seu poder e no Seu ensino. Ele mostrou como Deus realmente é.

A palavra grega para "imagem" é eikon, que significa a identificação de Cristo com Deus, o Pai, em sua perfeição, infinitude, imensidade, glória e poder. Ele mostra a glória de Deus (2 Co 4.4). Jesus Cristo é o "Filho Unigênito de Deus; gerado pelo seu Pai (procedente do Pai) antes da fundação do mundo". (Jo 1.1-3).

Como Cristo é apresentado por Paulo no verso 15 já se observa a resposta do apóstolo aos gnósticos. Ao contrário do que eles ensinavam, Jesus não é uma pessoa criada por Deus, mas Ele é Deus, sendo feita a distinção eterna na substância de Deus. No Novo Testamento, encontramos diversas referências que demonstram essa condição divina de Jesus (Jo 1.1,14; 20.28; 1 Tm 2.5). Ele não é um ser criado por Deus como os gnósticos ensinavam, mas é o próprio Deus, com todos os atributos divinos. Ele declarou sua unidade com o Pai: "Eu e o Pai somos um" (Jo 10.30), e "quem vê a mim vê o Pai" (Jo 14.9).

2. O Criador e Sustentador de Todas as Coisas

Paulo fala da Supremacia e centralidade de Cristo em relação à criação, e mostra para Colossos que Cristo é antes de todas as coisas. Ele não é só o Criador do mundo, Ele também é o seu Sustentador. Por Ele, todas as coisas vieram a existir, e por Ele, todas as coisas subsistem.

Nele, todas as coisas são mantidas unidas, protegidas, e impedidas de se desintegrar (veja At 17.28). Pelo fato de Cristo ser aquele que sustenta toda vida, nada na criação é independente dele. Somente nele e por sua palavra, encontramos o princípio unificador de toda vida (Hb 1.2,3). Os colossenses, e todos os crentes, são seus servos que devem confiar nele diariamente, recebendo dele proteção, cuidado e sustento.

O Apóstolo vai adiante, e trata a expressão "toda a criação" (v.16), pois Cristo é tanto o agente como o objetivo da criação. Ele não deve ser relegado à mesma posição inferior como os demais poderes espirituais. A criação toda encontra seu objetivo em Cristo. O uso do tempo perfeito no grego (ektisthe) mostra que o que ocorreu na atividade criativa de Deus continua a ocorrer no presente. Ficamos com a impressão de que Paulo preocupa-se muito no sentido de evitar quaisquer enganos e mal-entendidos nesta questão. Ele enfatiza que todas as coisas foram criadas por Cristo, e amplia esse conceito usando os termos: "nos céus e na terra e visíveis e invisíveis" (Cl 1.16). Isto inclui todas as forças espirituais, sejam tronos, sejam dominações, sejam principados, sejam potestades.

Estes termos representam a classificação das forças espirituais usada pelas pessoas do primeiro século. Elas acreditavam que o mundo era habitado por todo tipo de forças estranhas, as quais representavam ameaça aos seres humanos (Romanos 8.38; 1 Coríntios 15.24; Efésios 1.21; 6.12; 1 Pedro 3.22). O ponto enfático de Paulo é que todas as manifestações de poderes estão sujeitas à superioridade de Cristo, visto terem sido criados por Ele e para Ele, assim, Cristo é o Senhor de todos esses poderes (Cl. 2.10, 15).

Ele é o primogênito de toda a criação, visto que Cristo criou todas as coisas (v.16), a palavra primogênito nem sempre fala de nascimento. Deus chamou Israel e os crentes de Seu primogênito (Êxodo 4.22; Hb 12.23). A palavra grega implicava duas coisas: "prioridade para toda a criação e soberania sobre toda a criação". Cristo, sendo Deus, existiu eternamente como o soberano de todos. Podemos confiar em Cristo para nos manter protegidos do poder das trevas porque Cristo é supremo.

Cristo é o criador e sustentador de tudo. Tudo significa tudo. Portanto, Ele criou tudo nos céus e na terra. Ele criou tudo o que é visível e invisível, todos os tronos, domínios, principados ou potestades. Como afirma o autor de Hebreus (1.3): "O qual, sendo o resplendor da sua glória, e a expressa imagem da sua pessoa, e sustentando todas as coisas pela palavra do seu poder (...)".

3. A Plenitude da Divindade em Cristo

Paulo se posiciona contra os falsos mestres em Colossos que estavam convidando os cristãos para seguirem suas filosofias (Colossenses 2.8) e regras humanas (Colossenses 2.16-23), pois a plenitude só pode ser encontrada em Cristo. Ele enfatiza que Cristo é a única coisa que os irmãos de Colossos precisavam para receber a redenção da alma: "Porque nele habita corporalmente toda a plenitude da divindade." (Cl 2:9).

Deus queria que a sua plenitude (significando "perfeição" e "totalidade") habitasse ("viver permanentemente") nele (em Cristo). Como Paulo afirmou aos irmãos da igreja de Colossos "porque foi do agrado do Pai que toda a plenitude nele habitasse" (Co 1.19), ou seja, Cristo é o lugar da habitação de Deus; portanto, Cristo é divino, soberano e preeminente. Cristo exibe perfeitamente todos os atributos de Deus.

Através desta declaração, Paulo estava refutando a ideia grega de que Jesus não poderia ser humano e divino ao mesmo tempo. Cristo é humano; mas também divino. Isso não quer dizer que exista mais do que um Deus; há um único Deus, em toda a sua plenitude, reside em Cristo. Cristo sempre foi Deus e sempre será Deus. Todo o Ser de Deus (incluindo os seus atributos, características, natureza e ser) habita no Filho. Quando temos a Cristo, temos tudo de Deus na forma humana. Qualquer doutrina que diminua qualquer aspecto de Cristo - seja a sua humanidade ou a sua divindade - é uma falsa doutrina.

A plenitude de Deus habita em Cristo, e nesta plenitude Ele reconciliou consigo mesmo todas as coisas. Esta reconciliação foi realizada através do sangue de Cristo na cruz. "Reconciliação" significa o restabelecimento de um relacionamento, fazendo com que este relacionamento se torne amigável e pacífico, quando não tinha sido assim. Pelo fato de Cristo ser o Criador e o Sustentador de todas as coisas (Cl 1.17). A sua morte na cruz proporcionou a reconciliação por todas as coisas.

4. A Reconciliação da Humanidade Pelo Seu Sangue

Paulo esclarece que a cruz é o elemento central e indispensável para a reconciliação entre Deus e a humanidade. Foi na cruz que Cristo assumiu o lugar do seu povo, tornando-se o substituto perfeito e suficiente, e pagando, com seu sacrifício, o preço pelos pecados de cada um dos eleitos. Essa mensagem, embora escandalosa para os legalistas e absurda para os filósofos da época, revela-se como o poder de Deus para a salvação. Aquilo que parecia loucura aos olhos humanos é, na verdade, o caminho divinamente estabelecido para a reconciliação e a redenção dos que creem. (1 Co 1.18).

Porque foi do agrado do Pai que toda a plenitude nele habitasse, e que, havendo por ele feito a paz pelo sangue da sua cruz, por meio dele reconciliasse consigo mesmo todas as coisas, tanto as que estão na terra, como as que estão nos céus. Colossenses 1:19,20.

Em outras palavras, por meio de Jesus, Deus reconcilia todas as coisas à plenitude Dele, tendo feito a paz pelo sangue da Sua cruz. Pelo sangue da cruz, Ele fez a paz; e esta paz não é apenas com o homem. Quando pensamos no sangue da cruz, certamente, pensamos em nós mesmos e como nossos pecados são expiados. Graças a Deus por isso. Mas aqui Ele disse: "Tanto as que estão na terra como as que estão nos céus". O sangue da cruz de nosso Senhor Jesus Cristo tem um significado muito maior. Ele não é apenas para nos reconciliar à plenitude de Deus, mas é para reconciliar todas as coisas, tanto as que estão na terra como as que estão nos céus.

Na igreja de Colossos os falsos mestres estavam dizendo que os anjos poderiam de alguma forma aproximar os homens a Deus. Em contrapartida, Paulo diz que, Jesus Cristo é o único meio de reconciliação e sua morte na cruz, o único método que Deus escolheu para usar. (Atos 4.12). O Pai que soberanamente, quis reconciliar todas as coisas através do Filho.

O que podemos entender é que somente na cruz, nosso Senhor Jesus colocou o fundamento da reconciliação da humanidade pelo seu sangue. Quão mais abrangente é o efeito disso. O sangue precioso de nosso Senhor Jesus derramado na cruz. Ela não apenas nos redimiu de nossos pecados e transgressões, ela nos conduziu de volta à comunhão com Deus para que pudéssemos nos tornar irrepreensíveis, sem culpa, santos perante a presença de Deus. Que grande salvação é essa! É o fundamento para a reconciliação de todas as coisas manifestada na glória do Filho de Deus em sua plenitude.

Conclusão

Ao estudarmos a Carta aos Colossenses, somos chamados a reconhecer a profundidade a centralidade absoluta de Cristo no Evangelho da salvação. Ele não é apenas parte da mensagem. Ele é o próprio conteúdo do Evangelho. Cristo é suficiente, completo, pleno. Nele encontramos tudo o que precisamos para a salvação e para uma vida abundante, conforme o plano de Deus.

Infelizmente, muitos têm buscado alternativas que substituam a fé genuína por modismos revestidos de uma aparência cristã. Práticas passageiras, experiências místicas ou sinais exteriores, novas revelações ou profecias desconectadas com a Palavra de Deus. No entanto, a verdade sempre permanece: Cristo é o centro da fé cristã, e nada além d'Ele é necessário. Ele é o fundamento inabalável da nossa confiança.

As Escrituras são claras e suficientes: Cristo é Deus. Ele é o Criador e Redentor de todas as coisas. E é apenas por meio d'Ele na cruz do calvário que a criação, corrompida pelo pecado, pode ser restaurada e transformada em nova criação. Quando perdemos de vista a verdadeira identidade do Redentor, a igreja se desvia tanto na sua adoração quanto na sua prática. Uma visão distorcida de Cristo gera uma vivência cristã igualmente distorcida.

Portanto, que nada nem ninguém tire a supremacia de Cristo em nosso meio. A redenção é obra exclusiva de Cristo. A nossa missão é apontar para Ele. Somente Jesus Cristo pode redimir, restaurar e fazer novas todas as coisas. A Ele seja a glória para todo o sempre. Amém!

Lição 2 – Vivendo de Modo Digno do Senhor

Objetivo Geral

Levar o aluno a compreender a importância da oração e da intercessão, destacando o papel da fé e a transformação da condição humana a partir da vinda de Jesus.

Introdução

A igreja de Colossos não foi estabelecida diretamente por Paulo, contudo, isso não o impediu de dirigir-se a ela por meio de sua epístola, tampouco de interceder com frequência por seus membros. Ainda que não os conhecesse pessoalmente, o apóstolo demonstrava preocupação e constante oração em favor daqueles irmãos. Nos versículos introdutórios da carta, evidencia-se seu profundo comprometimento com a expansão do Evangelho, ao priorizar a obra de Deus realizada naquele contexto, mesmo diante de suas próprias limitações e necessidades pessoais.

Naquele contexto, a comunidade cristã de Colossos enfrentava um dos mais sérios desafios teológicos da igreja primitiva: o gnosticismo, que distorcia os ensinamentos de Cristo e dos apóstolos. Em resposta, Paulo intercede por aqueles irmãos para que alcançassem o pleno conhecimento de Deus. No entanto, sua oração não se limita à instrução; ele também suplica para que fossem fortalecidos com o poder divino, a fim de traduzirem o conhecimento recebido em conduta prática. Uma fé rica em saber, mas estéril em ações, revela-se incompleta. Deus não apenas nos chama ao conhecimento, mas espera que o traduzamos em uma vida coerente, expressa por meio de obras que testemunhem a fé que professamos.

Paulo afirma que Deus tornou os crentes idôneos para participarem da herança dos santos na luz, concedendo-lhes a esperança da glória futura, firmada em Cristo e não nos méritos humanos. Em seguida, reforça que foi Cristo quem os libertou do domínio das trevas e os trasladou para o reino do Filho do Seu amor. Essa declaração carrega profundo significado teológico, pois evidencia que a humanidade, incapaz de libertar-se do jugo do pecado por seus próprios esforços, foi redimida por meio da ação graciosa de Cristo. Como um senhor que resgata escravos, Ele pagou, com Sua própria vida, o preço que nenhum homem poderia quitar, redimindo-nos da escravidão do pecado.

1. Conhecendo a Vontade de Deus

Após a saudação inicial e a identificação como autor da epístola, Paulo dirige-se aos colossenses expressando gratidão a Deus por suas vidas, fundamentado nas informações recebidas de Epafras. O apóstolo destaca sua prática contínua de oração em favor da comunidade cristã de Colossos. No versículo 9, Paulo enfatiza novamente sua persistência em interceder por eles, evidenciando não apenas seu profundo afeto pela igreja, mas também sua intenção de que os colossenses alcancem o pleno conhecimento da vontade de Deus. Essa intercessão tem como objetivo promover o crescimento espiritual e a conformidade prática da igreja com os propósitos de Deus.

Paulo manifesta seu profundo amor pela igreja ao dedicar-se incansavelmente à intercessão por ela, mesmo estando preso e prestes a ser entregue à morte. Em vez de pedir por sua própria libertação, ele direciona suas orações para uma comunidade à qual nunca teve a oportunidade de se conectar fisicamente. Segundo Boor (2006), a preocupação central de Paulo era precisamente a possibilidade de a igreja ficar estagnada no estágio espiritual em que se encontrava, sem avançar mais profundamente no conhecimento e na sabedoria que Deus lhes havia reservado.

Em suas orações, você tem seguido o exemplo de Paulo? Tem colocado as necessidades do próximo acima das suas próprias, ou tem se tornado insensível às dificuldades dos outros, transformando suas orações em um momento centrado apenas em pedidos incessantes a Deus? Paulo exemplifica o verdadeiro amor ao próximo ao abrir mão de suas próprias necessidades para interceder pelo bem do outro, a fim de que a vontade de Deus se torne conhecida por eles. Pois, "Não tenha cada um em vista o que é propriamente seu, senão também cada qual o que é dos outros." (Fl 2.4).

2. Frutificando em Toda Boa Obra

Na igreja primitiva, uma das maiores ameaças à fé cristã era o gnosticismo, cujos ensinamentos distorciam a doutrina apostólica. Como observa Lopes (2014, p. 59), "o gnosticismo, com seu misticismo heterodoxo, oferecia outro caminho para o homem chegar à perfeição, à parte do sacrifício expiatório de Cristo". Embora Paulo não tenha sido o fundador da igreja de Colossos, ele se sentia responsável por protegê-la espiritualmente contra doutrinas enganosas. Por isso, intercede a Deus, pedindo que os colossenses transbordassem no pleno conhecimento de Deus, para que não fossem seduzidos por falsas doutrinas, mas vivessem de maneira digna do Senhor.

Paulo enfatiza que o crescimento no conhecimento de Deus não deve ser um fim em si mesmo, mas deve resultar em transformação prática. O saber teológico é, para ele, instrumento para a formação de um caráter santo, distinto dos padrões mundanos e marcado pela renúncia ao pecado. Em outras palavras, o conhecimento de Deus deve gerar, no cristão, uma vida de santidade. Seu anseio era que os cristãos de Colossos demonstrassem, por meio de suas obras, uma conduta condizente com sua nova identidade em Cristo.

Nesse sentido, o apóstolo Tiago complementa o pensamento paulino ao destacar que fé e obras são dimensões inseparáveis da vida cristã, sendo as obras evidência concreta da fé genuína (Tg 2.18). Elas tornam visível o que, por natureza, é invisível, confirmando a transformação operada em quem crê. O próprio apóstolo Paulo afirma que o cristão passa por uma mudança radical de identidade, marcada pela ruptura com o pecado e pela vivência de uma nova realidade em Cristo (2Co 5.17). É precisamente essa fé prática e transformadora que ele busca incentivar entre os colossenses.

3. Fortalecidos Pelo Poder de Deus

Muitas vezes temos clara consciência da conduta que deveríamos adotar, mas a temos dificuldade em colocá-la em prática. Essa tensão entre o saber e o agir é igualmente evidenciada por Paulo (Rm 7.19). O conhecimento, por si só, não basta; é necessário vivê-lo. Contudo, nem sempre somos capazes de fazê-lo por nossas próprias forças. Por isso, Paulo intercede pelos colossenses, pedindo a Deus que os fortaleça com todo poder, pois, sem Sua capacitação, o ser humano não consegue vencer nem mesmo os próprios impulsos e desejos.

Deus revela, por meio de Sua Palavra, como devem ser moldadas as atitudes daqueles que O seguem. Pela oração, o Senhor concede poder e capacitação para que Sua vontade seja cumprida. É somente Ele quem torna o ser humano apto a resistir às ciladas do maligno, e exclusivamente nEle encontramos forças para permanecer firmes no dia mau.

O apóstolo Paulo, em Efésios 6.10, exorta os crentes a se fortalecerem no Senhor e no poder dEle. Em seguida, apresenta a armadura espiritual como recurso indispensável contra as estratégias do inimigo. Seu objetivo é mostrar que a confiança não deve estar na força humana, mas na dependência contínua de Deus, por meio da oração, que fortalece Seus filhos e os torna mais que vencedores.

O apóstolo Paulo afirma que Deus, além de conceder a força necessária para que Seus filhos obedeçam aos preceitos de Sua Palavra, também os qualificou para a glória futura. Por isso, independentemente das adversidades, o crente pode perseverar em alegria, pois reconhece que a existência e as lutas terrenas são transitórias (2Co 4.16–18), enquanto a eternidade o aguarda. Essa esperança não se fundamenta em méritos humanos, mas exclusivamente na bondade de Deus, que, por Sua graça, nos tornou idôneos para a herança dos santos na luz.

4. A Redenção e o Perdão em Cristo

A humanidade encontrava-se em uma condição degradante de condenação, subjugada pelo pecado que, ao adentrar o mundo, a lançou nas trevas. Incapaz de libertar-se por méritos próprios, o ser humano necessitava de intervenção redentora. Cristo assumiu a culpa do pecado, cancelando a dívida que nos condenava e removendo toda acusação. Pela cruz, aboliu o registro hostil, expondo-o publicamente e promovendo a reconciliação entre Deus e a humanidade (Cl 2.14).

Reduzir a obra de Cristo à ideia de que Ele apenas assumiu o peso do pecado é desconsiderar a gravidade da condição humana diante de Deus. Embora Paulo afirme que nada pode nos separar do amor divino (Rm 8.38–39), o ser humano, por escolha, pode afastar-se dEle (Is 59.2). Pedro destaca que quem é vencido torna-se escravo do que o domina (2Pe 2.19), e essa era a situação da humanidade: escrava do pecado, separada de Deus e incapaz de libertar-se. Por isso, a obra de Cristo é essencial. Em Cl 1.14, Paulo declara que, em Cristo, temos redenção e perdão dos pecados. O termo "redenção" refere-se à libertação de um escravo mediante pagamento. Cristo, ao morrer sem pecado, pagou o preço exigido por Deus, libertando-nos do pecado, reconciliando-nos com Ele e concedendo-nos liberdade plena em Cristo.

Segundo Werner de Boor (2006), Deus, em Sua autoridade soberana, resgatou o ser humano do domínio das trevas, não para deixá-lo à própria sorte, mas para inseri-lo em uma nova realidade sob Sua proteção e governo. Essa libertação não se limita à remoção do jugo do pecado e da escravidão espiritual; representa uma transposição ativa para o reino do Filho do Seu amor. Conforme Paulo afirma, fomos trasladados do império das trevas para esse reino de luz, a fim de não mais andarmos em escuridão, mas seguirmos com Cristo, sob Sua luz e direção.

Conclusão

Paulo constitui um exemplo digno de imitação. Mesmo diante da iminência da morte, não se apegou às suas próprias circunstâncias; ao contrário, dedicou-se à oração em favor de pessoas com as quais jamais teve contato direto, mas cuja necessidade espiritual ele compreendia profundamente. Sua atitude evidencia que o cuidado com a igreja e a intercessão pelos santos ocupavam lugar prioritário, acima de suas próprias necessidades.

A intercessão em favor dos colossenses expressa o desejo de que fossem cheios do conhecimento de Deus, não apenas para crescerem em entendimento, mas para que, por meio disso, evidenciassem sua fé de forma concreta, por meio das obras. Afinal, o conhecimento de Deus deve gerar em nós ações coerentes com a nova identidade que recebemos em Cristo.

Mesmo com o conhecimento necessário, muitas vezes não conseguimos aplicá-lo em nosso dia a dia por falta de força, domínio próprio e poder. O saber, por si só, não basta sem a prática. É em Deus, por meio da oração, que recebemos o poder necessário para viver segundo o que aprendemos. E mantemos sempre a alegria, certos da glória futura, não por mérito nosso, mas porque Deus nos capacitou para ela.

A humanidade encontrava-se em estado de condenação, escrava do pecado e sem qualquer perspectiva de escapar desse destino sombrio. No entanto, por meio da intervenção redentora de Cristo, tornou-se possível a libertação do seu algoz. Mais do que romper as correntes do pecado, Cristo nos trasladou do reino das trevas para o reino do Filho do Seu amor, onde já não andamos em trevas, mas na luz, vivendo uma nova vida orientada por Sua Palavra, e não mais pelos desejos caídos da velha natureza.

Lição 3 – Cuidado Com as Filosofias Enganosas

Objetivo Geral

Alertar a Igreja a respeito de filosofias e ensinamentos fora da Palavra de Deus e orientá-la sob a luz do "verdadeiro conhecimento".

Introdução

Os cristãos em Colossos aparentemente possuíam "boa disciplina" e "estabilidade", conforme vemos nos versículos quatro e cinco do capítulo dois. Tendo isto como fundamento, alinhado com o elogio de Paulo por sua fé, citado no capítulo um, o Apóstolo agora prossegue para um dos principais propósitos de sua carta: exortar os colossenses a permanecerem no caminho certo.

Notamos que, logo no início da carta, Paulo faz questão de avisá-los de que já foram instruídos a respeito da graça de Deus por Epafras, chamado por Paulo de conservo; portanto, não deveriam trocar a simplicidade do evangelho de Cristo por rituais complicados que falsos mestres estavam ensinando. Encontramos isso nos versículos seis e sete do primeiro capítulo.

Já no primeiro versículo do capítulo dois, Paulo cita a grande luta que vinha mantendo tanto pelos colossenses como pelos laodicenses, o que descreve a vida de oração que ele, assim como os demais apóstolos, precisava manter por seus filhos na fé, para que o Senhor os livrasse de todo conhecimento enganoso (v. 4).

Os primeiros sete versículos do capítulo dois explicam melhor o "verdadeiro conhecimento", que é o próprio Cristo, em quem estão escondidos todos os tesouros da sabedoria e do conhecimento, como descrito no versículo três ("v.3: em quem todos os tesouros da sabedoria e do conhecimento estão ocultos"), quando se refere a Ele.

Conhecido como "O príncipe dos pregadores", Charles H. Spurgeon certa vez disse: "Não consigo suportar as doutrinas falsas, por mais primorosa que seja sua apresentação. Você comeria carne envenenada só porque é servida em um prato de porcelana finíssimo?"

1. Firmados e Edificados em Cristo

Paulo manifesta, através do que fora escrito no versículo seis, o seu desejo pelo progresso e crescimento espiritual dos colossenses, trazendo-lhes à memória e enfatizando que já receberam a Cristo: "Ora, como recebestes Cristo Jesus, o Senhor, assim andai nele", destacando a palavra "como", que indica um ato conclusivo.

Ele não diz que apenas receberam a "Doutrina de Cristo", mas o próprio Senhor, como comentado por Andrew Fausset: "Vocês receberam de uma vez por todas o Espírito da vida em Cristo; coloquem essa vida em prática na conduta de vocês", como está escrito em Gálatas 5.25: "Se vivemos no Espírito, andemos também no Espírito".

Agora, os colossenses estavam construindo sobre o firme fundamento. A planta está crescendo, absorvendo nutrientes e se desenvolvendo. O fundamento mencionado é a fé em Jesus Cristo. A palavra grega traduzida como "edificado" é bebaioo, que também pode ser traduzida como "confirmado". Sendo assim, ele confirma e reitera que aquilo já foi apresentado. Em essência, Paulo estava alegando que os crentes de Colossos estavam sendo reforçados na sua fé.

Existe aqui um conjunto de princípios duplos operando. Ambos são construídos e firmados sobre o mesmo fundamento — Cristo — e a decisão dos crentes de se alinharem com Ele por meio da fé. O primeiro pilar desse fundamento é que sua fé estava sendo desenvolvida e crescendo em direção a maiores capacidades, compreensão e, consequentemente, recompensas — a "riqueza" mencionada no versículo dois.

O segundo pilar representa um reforço contínuo dessa fé. Assim como uma árvore que, quanto mais cresce e produz frutos, é aprovada, da mesma forma deveria ser aprovada a fé desses cristãos. Ou seja, sua fé era confirmada, ou estabelecida, na medida em que era praticada. Vendo desta forma, os cristãos poderiam avançar para uma maturidade mais plena na fé, "com ações de graça" a Deus, o autor gracioso de toda bênção.

2. O Perigo das Doutrinas Humanas

Colossos era uma província romana inundada pelo sistema de pensamento grego, incluindo o politeísmo do panteão, adotado por Roma na Grécia. Trilhar esse caminho significava abraçar o destino explorador e autodestrutivo do paganismo, levando a enganos vazios, segundo a tradição dos homens e segundo os princípios elementares do mundo.

Se o próprio Apóstolo Paulo estivesse lendo a carta aos colossenses, no versículo oito do capítulo dois, ele gritaria: "CUIDADO, ATENÇÃO, OBSERVEM BEM!". É como se, com esse aviso, ele causasse uma pausa silenciosa, convocando a atenção de todos para o que falaria logo em seguida: "Que ninguém", prossegue ele, ou seja, que nenhum emissário conhecido do mal, como em Gálatas capítulos um, versículo sete, perverta o verdadeiro Evangelho de Cristo que há em vós e venha vos "enredar". Este termo expressa a imagem de uma rede que, sendo lançada, acaba retirando alguns peixes do seu habitat natural.

O "engodo" que poderia atrair as presas para esta "rede" eram as filosofias não legítimas, baseadas em tradições de homens, raciocínio humano e rudimentos mundanos, que, lançados sutilmente, poderiam enganar a muitos, já que não vinham de forma evidente, mas com aparência de algo bom.

O texto sugere que havia opções alternativas ao caminho de Cristo. Portanto, os crentes deveriam ser firmes na escolha e permanência no caminho certo todos os dias, considerando isso em todas as suas decisões. Seu fundamento não eliminava as tentações provenientes de outros caminhos.

É importante salientarmos que Paulo não condena toda filosofia, mas a "filosofia" dos heréticos judaico-orientais em Colossos, que alegavam que, para obter a justificação, era necessária a prática da circuncisão — o que, mais tarde, veio a evoluir e se tornar gnosticismo — e que Paulo tanto combate em sua carta aos Romanos.

O termo "filosofia" aqui é a tradução da palavra que significa literalmente "amor à sabedoria". Paulo faz uso do termo em clara referência à cosmovisão grega, na qual o intelecto do homem era capaz das maiores conquistas, porém separadas do verdadeiro Deus. Ou seja, palavras sem nenhuma substância, que levavam as pessoas a uma vida fútil e vã.

3. A Plenitude da Vida em Cristo

No versículo nove, Paulo certifica e confirma sua fala: "porquanto, nele (Cristo), habita, corporalmente, toda a plenitude da Divindade". Portanto, se há alguma filosofia ou algum ensino que não procede d'Ele e não conduz a Ele, é ilusão, pois somente n'Ele estamos completos, e já não se faz necessário qualquer ensino ou revelação que não venha de Cristo. Esta é, talvez, a descrição mais sucinta da divindade de Cristo.

"Corporalmente", não apenas como antes de sua encarnação, mas agora como Verbo encarnado, como descrito em João capítulo um, versículo quatorze: "E o Verbo se fez carne e habitou entre nós, cheio de graça e de verdade, e vimos a sua glória, glória como do unigênito do Pai".

A palavra "plenitude" aqui significa "completude". Jesus não era um pedaço de Deus, assim como não era um reflexo de Deus. Nada poderia ser acrescentado a Ele para que fosse elevado à divindade de Deus, pois, como escrito no capítulo primeiro, versículo dezenove: "porque aprouve a Deus que, nele, residisse toda a plenitude".

Sendo assim, o termo "divindade" significa, literalmente, "estado de Deus". Este termo em grego, theótes, é o que utilizamos para descrever alguns atributos do próprio Deus, como: perfeição, supremacia, poder criador do céu e da terra etc. Jesus não era um profeta ou um representante de Deus; Ele era o próprio Deus, em toda Sua plenitude. Deus veio à terra, viveu uma vida perfeita e morreu para nos reconciliar consigo mesmo. É sobre esse entendimento que se sustenta toda a sabedoria. Jesus afirma isso no Evangelho segundo escreveu Mateus, no capítulo vinte e oito, versículo dezoito.

4. A Autoridade Suprema de Cristo

No versículo dez, Paulo apresenta a recompensa para aqueles que não se deixaram levar por "ventos de doutrinas" ou se "enredar" com as vãs filosofias, explicando que os colossenses, estando unidos com Cristo — "n'Ele" — também estarão plenamente satisfeitos de tudo aquilo que precisam.

Tendo Cristo como cabeça, autoridade, significa que Ele é quem dá as diretrizes. Assim como o cérebro diz ao corpo o que deve fazer, o corpo de Cristo, que é a Igreja, deve seguir Seu comando. E somente por meio d'Ele podemos estar "plenos e em toda a plenitude".

Paulo afirma mais uma vez: "Somente n'Ele vocês podem ser aperfeiçoados". Não importa o que façam, somente em Cristo está toda a primazia de autoridade, sendo o Verbo de Deus. Somente por meio d'Ele veio a existir tudo aquilo que podemos ver, tocar, sentir etc., assim como está escrito no Evangelho de João, capítulo um, versículo três: "Todas as coisas foram feitas por intermédio dele, e, sem ele, nada do que foi feito se fez."

Todo esse assunto sobre estar em Cristo e andar em Seu caminho contrasta com as "tradições humanas" e "filosofias enganosas" do mundo, contra as quais Paulo advertia aos irmãos de Colossos. Quando dependemos do materialismo, da nossa própria razão ou de qualquer coisa que não seja a supremacia de Cristo, estamos sujeitos a cair nestes tipos de enganos. Ao invés de colhermos os maiores tesouros da vida, o que encontraremos no final é o vazio da perda.

Conclusão

A Igreja em Colossos enfrentou falsos ensinamentos que alegavam que a salvação era um processo longo e contínuo, dependente da realização de rituais específicos, e que cada um deles trazia a pessoa mais e mais perto de Deus. Paulo, porém, contradiz essas teorias, enfatizando que a salvação é completa em Cristo. Uma vez em Cristo, nada mais é necessário.

O sinal de alerta continua aceso e latente. O inimigo das nossas almas continua lançando suas redes e, a cada dia que passa, com "engodos" muitas vezes imperceptíveis. Mas, assim como aprendemos, o Evangelho verdadeiro desbanca todo falso ensinamento e traz à plenitude todos aqueles que estão em Cristo. Que possamos estar atentos e avisar ao maior número de pessoas que pudermos por meio da pregação da Palavra do nosso Senhor Jesus Cristo.

Lição 4 – O Cristão e a Nova Vida em Cristo

Objetivo Geral

Mostrar que, ao aceitar a Cristo, o crente é chamado a abandonar o velho estilo de vida e a se revestir das virtudes que refletem o caráter de Jesus, vivendo em comunhão, amor e santidade.

Introdução

Paulo, depois de enfatizar a soberania de Cristo, a maneira de viver do cristão no primeiro capítulo, e o perigo de se deixar enganar por vãs filosofias no segundo capítulo, toma agora uma abordagem mais prática e incisiva sobre como devem proceder aqueles que são novas criaturas em Cristo Jesus.

Ele chama os irmãos de Colossos a evidenciarem a transformação de vida por meio da fé, diferenciando-os das práticas da velha natureza, mudando o olhar e as prioridades da nova vida para as coisas do alto (Cl 3.1-2). Paulo deixa claro que viver com Deus é decidir morrer para o sistema mundano, abandonando tudo que se assemelha aos escravos do pecado (Rm 6.6) e buscando viver inteiramente para Deus, aprendendo d'Ele pela Palavra a maneira de viver dos cidadãos dos céus (Fp 3.20).

Paulo destaca que a nova vida é marcada pelo revestimento de virtudes como misericórdia, bondade, humildade, mansidão e amor, que é o vínculo da perfeição (Cl 3.12-14).

Ele também enfatiza que a vida cristã deve estar harmonizada com a Palavra de Deus, não apenas no conhecimento, mas na prática diária dos princípios bíblicos (Tg 1.22), ocupando a mente com aquilo que edifica a fé e fortalece a esperança em Cristo.

Por fim, Paulo lembra que tudo o que o cristão fizer, seja em palavras ou ações, deve ser feito em nome do Senhor Jesus, dando graças a Deus Pai (Cl 3.17).

1. Buscando as Coisas do Alto

Há uma urgente necessidade de discernirmos a fé que professamos para não sermos tolhidos pelas ciladas do inimigo.

Quando Paulo diz: "Portanto, se já ressuscitastes com Cristo", ele não está colocando em dúvida a ação salvífica que já aconteceu na vida do cristão. O que ele está fazendo é chamando os crentes de Colossos — e, consequentemente, a nós — ao despertamento de uma nova vida em Cristo Jesus. Agora que somos novas criaturas, ou seja, com Cristo morremos, mas com Ele também já ressuscitamos; portanto, agora a nossa maneira de viver não deve mais ser semelhante à daqueles que vivem nas práticas pecaminosas de um sistema mundano e corrupto.

A busca e o alvo do salvo não devem ser mais as coisas efêmeras e voláteis deste mundo, mas aquelas da nossa verdadeira pátria: o céu. Não digo que devemos deixar de ambicionar conquistas materiais por meios lícitos, mas nelas não deve estar o nosso coração (Mt 6.21). O sistema mundano e as suas paixões não devem mais ambicionar os olhos do salvo, pois para isso já morremos. Devemos nos alegrar em Cristo Jesus nas bênçãos que nos estão disponíveis mediante Sua vitória sobre a morte (Ef 1.3).

Quando Paulo escreveu aos Filipenses, no capítulo 3, ele fala de coisas que para muitos são o que de fato importa, que é: status, títulos, fama etc. Ele, porém, a partir do versículo 8, deixa claro que, depois que conheceu a Cristo e foi atingido por Seu amor, todas as coisas da terra perderam o brilho. O amor de Jesus pelo pecador ofusca a beleza das coisas passageiras (Fp 3.1-14).

Era impossível ao homem voltar à posição de santidade, pureza e relacionamento com Deus, mas aquilo que era impossível ao homem, Deus tornou possível em Cristo Jesus, tornando-se homem (Fp 2.5-11). Agora somos novas criaturas, e a nossa vida está escondida em Cristo. Quando Ele se manifestar em glória, a nossa nova vida também será plenamente manifestada.

2. Despojando-se do Velho Homem

Agora, limpos e despojados do pecado pelo sangue de Jesus Cristo e revestidos de roupas novas e santas, não podemos mais andar vestidos com as roupas antigas e sujas. Para isso, é necessário mortificar a velha natureza. Paulo compara as obras da carne a vestes velhas e sujas, que devem ser descartadas e substituídas por roupas novas e limpas. Essa nova veste só é possível mediante a obra redentora de Jesus Cristo.

Paulo afirma que devemos mortificar os nossos membros para não praticarmos mais as obras da carne: "a prostituição, a impureza, o apetite desordenado, a vil concupiscência e a avareza, que é idolatria" (Cl 3.5). Essas práticas atraem a ira de Deus, pois Ele é santo (1Pe 1.15-16) e não tem o culpado por inocente (Na 1.3). Quando a medida da iniquidade daqueles que vivem nessas práticas se completa, o Senhor manifesta o Seu juízo, punindo os ofensores.

Paulo recorda aos crentes de Colossos que as obras da carne pertenciam à velha natureza deles e de seus antepassados, e que agora, como salvos, não devem mais reproduzi-las. Ele também os adverte que, agora em Cristo, o crente não deve praticar novamente as obras da carne, tais como "ira, cólera, malícia, maledicência e palavras torpes" (Cl 3.8). No novo nascimento não há espaço para as obras da carne, pois elas não condizem com quem foi vivificado pelo Senhor e está em novidade de vida.

O fato de nos entregarmos a Cristo não nos torna isentos de tentações carnais, nem dos investimentos de Satanás para atrapalhar nossa vida com Deus. O sistema mundano é altamente sofisticado e ardiloso, buscando seduzir tanto o novo convertido quanto o crente amadurecido e bem alicerçado (Tg 1.13-15). Como nos adverte a Escritura: "Aquele, pois, que pensa estar em pé, veja que não caia" (1Co 10.12).

Após nos entregarmos a Cristo, precisamos aprender, com o auxílio do Espírito Santo, a maneira de vida peculiar aos salvos, desintoxicando-nos de todo lixo pecaminoso. Não é fácil, mas graças a Deus, que nos deu o Espírito Santo para nos ajudar a avançar rumo à estatura de varão perfeito (Ef 4.13).

3. Revestindo-se do Novo Homem

O novo homem não tem nenhuma semelhança com o antigo; o antigo só praticava e vivia no pecado e nas suas impurezas. O novo homem é nascido da água e do Espírito (Jo 3.3-6).

O velho homem tinha os trajes manchados pelas obras da carne, à semelhança do primeiro Adão; o novo homem foi regenerado por Cristo Jesus, o último Adão, e recebeu d'Ele vestes limpas e novas. Com a morte de Jesus, o velho homem também foi morto; com a Sua ressurreição, o homem que aceita a obra de Cristo na sua vida é feito nova criatura. O antigo morreu, e devemos nos esforçar para mantê-lo morto, pois não há comunhão entre a carne e o Espírito (Gl 5.16-17).

Em Cristo todas as barreiras foram desfeitas, tanto as do mundo espiritual quanto as do mundo físico. No cristianismo, caem por terra a vaidade, o orgulho, o sentimento de superioridade e o desdém pelos menos favorecidos. O elo que nos identifica é a pessoa e a obra de Cristo Jesus; não há grego nem judeu, circuncisão nem incircuncisão, bárbaro, cita, servo ou livre; mas Cristo é tudo em todos (Cl 3.11). As barreiras são desfeitas: o que antes era desavença e inimizade, agora é comunhão e relacionamento, pois todos entendem que somos pertencentes à família de Deus. No cristianismo é natural ver "os grandes, os bem remunerados e os de posições elevadas" se sentarem para ouvir o simples e menos favorecido, pois todos entendem que o alvo não é o seu ego, mas o bom funcionamento do Corpo de Cristo, do qual Ele é o cabeça e o único que é grande.

No cristianismo, os pertencentes à comunidade da fé são regidos pelo fruto do Espírito e não pelas obras da carne. Isso não deve ser uma utopia, mas uma realidade. Se alguém estiver andando diferente desse padrão, deve voltar às raízes do cristianismo e não ser uma prótese no corpo. O padrão de Deus para a vida do salvo não é aquele que ocorria com os coríntios em 1Co 1.10-13, mas o de At 2.42-44.

4. Vivendo em Amor e Harmonia Cristã

Paulo orienta os crentes de Colossos que o chamado de Deus para o salvo é viver completamente na contramão do sistema mundano e retornar ao estado original planejado pelo Senhor: uma vida santa, harmoniosa e cheia do amor que provém d'Ele.

O ser humano passou tanto tempo sendo moldado pelos padrões do mundo que acabou naturalizando o pecado. Hoje, muitos acham difícil obedecer ao padrão bíblico de vida, e isso é, de fato, assustador. Na prática contínua do pecado, o homem se assemelha ao inimigo de nossas almas (Jo 8.44), e muitos acreditam, equivocadamente, que esse é o estilo de vida ideal a ser seguido.

Em contraste com a natureza do velho homem, corrompido e morto em seus delitos e pecados, o apóstolo Paulo apresenta o padrão de vida do homem regenerado — vivificado pelo Espírito e feito nova criatura em Cristo (2Co 5.17). No passado, o convívio social era dominado pela prostituição, idolatria, impureza, cobiça, ira, cólera, mentiras e toda sorte de práticas carnais (Cl 3.5-9). Porém, agora, quem rege a vida do novo homem é o Espírito Santo de Deus (Ef 4.24).

Quando o Espírito Santo entra na vida do crente, Ele o reveste com amor, a essência do vínculo da perfeição (Cl 3.14). A paz de Cristo, antes desconhecida, passa a ser o árbitro entre a razão e a emoção, guiando o coração do salvo (Cl 3.15). A mansidão e o domínio próprio tomam o lugar da ira, da cólera e da destruição por elas causadas (Gl 5.22-23).

As palavras proferidas pelo cristão também são transformadas. Em vez de maledicência e conversas torpes, sua boca agora transborda de louvores e adoração Àquele que o resgatou do império das trevas e o transportou para o Reino do Filho do Seu amor (Cl 1.13). A comunhão com o próximo já não se resume a palavras vazias, mas se expressa por meio de ações concretas, realizadas em nome do Senhor Jesus, exalando por onde passa o bom perfume de Cristo (2Co 2.15). Esse estilo de vida não é apenas um ideal, mas um reflexo prático da nova identidade que o cristão recebeu. Viver em amor e harmonia cristã é permitir que a Palavra de Cristo habite ricamente em nós, instruindo e edificando, com sabedoria, cânticos, salmos e hinos espirituais (Cl 3.16), glorificando a Deus em tudo, seja por palavras ou ações (Cl 3.17).

Conclusão

Diante de tudo o que foi refletido, somos desafiados a viver uma fé autêntica e coerente, não apenas nas palavras, mas principalmente nas atitudes. A vida cristã não é uma performance exterior, mas uma transformação interior operada pelo Espírito Santo, que se revela em frutos visíveis no cotidiano. Deus não se agrada de uma religiosidade vazia, mas de corações quebrantados e comprometidos com a verdade do Evangelho.

A Igreja de Cristo precisa estar atenta aos perigos da aparência sem essência, da rotina sem paixão, da fé sem obras. Precisamos voltar à simplicidade e à profundidade da Palavra, ao fervor da oração, ao amor pelos perdidos e à comunhão sincera com os irmãos. O tempo é urgente, e o mundo clama por uma Igreja viva, santa e relevante, que brilhe em meio às trevas com a luz de Cristo.

Que o Espírito Santo nos desperte para uma nova realidade espiritual, renovando em nós o zelo pelas coisas do alto e moldando nosso caráter conforme o modelo do nosso Senhor. Que sejamos encontrados fiéis, não apenas em nossos discursos, mas em cada gesto, escolha e ação. E que, ao final da jornada, possamos ouvir do Senhor: "Bem está, servo bom e fiel."

Lição 5 – Relacionamentos Cristãos e o Testemunho no Mundo

Objetivo Geral

Mostrar que o primeiro lugar em que se devem perceber as mudanças de uma nova vida em Cristo é dentro de casa, no seio familiar, onde o amor, o respeito e a união devem ser multiplicados e, posteriormente, refletidos para fora, tendo um bom testemunho e refletindo o brilho do Espírito Santo na vida.

Introdução

Paulo ensina os crentes em Colossos sobre o convívio familiar, o trato entre marido e mulher, pais e filhos, e também no relacionamento entre senhores e servos. Pois o primeiro lugar em que devemos mostrar que realmente nascemos de novo é em casa. Não adianta nada ser um bom cristão apenas quando está na igreja ou reunido com outros irmãos, se em casa não tem bom relacionamento com a esposa, com os filhos, se vive uma vida de murmuração e reclamação; isso dá mau testemunho de cristão.

O cristão deve lembrar que tudo o que fizer deve ser feito com um coração puro e não por obrigação ou para gloriar-se; tudo deve ser para a glória do Senhor, pois é dele que virá a devida recompensa.

Não devemos ser um religioso que cumpre apenas as obrigações na igreja, tais como ir aos cultos com regularidade ou quando está escalado em alguma atividade, mas sim ser praticante da Palavra de Deus (Tg 1.19–27).

Ao mesmo tempo em que Paulo pede aos colossenses para orarem por ele, ele os anima a perseverar na oração e sempre aproveitar as oportunidades de falar sobre as Boas Novas de Cristo para as pessoas, com sabedoria e palavras agradáveis.

Deve-se avaliar periodicamente como está o trato familiar, social e eclesiástico.

1. Ética Cristã no Lar

A Sociologia ensina que a família é o primeiro núcleo de relacionamento social, onde se inicia a trajetória rumo a uma vida vitoriosa. O apóstolo Paulo também enfatiza essa verdade em suas cartas à igreja de Éfeso e a Timóteo.

Nesse contexto, aprendemos que, quando há uma família feliz e bem estruturada no Senhor, são significativamente ampliadas as possibilidades de termos uma igreja igualmente sólida e abençoada.

As famílias precisam, cada vez mais, investir em conexões presenciais, e não apenas virtuais. O que se observa atualmente é que, ainda que todos estejam sob o mesmo teto, na mesma sala ou à mesma mesa, cada qual se encontra imerso em seu próprio mundo digital, com os olhos fixos no smartphone.

Com o avanço da tecnologia, vieram as redes sociais e os jogos online, que, na maioria das vezes, têm causado efeitos nocivos aos lares — inclusive os cristãos —, contribuindo para o enfraquecimento dos vínculos familiares. Esse distanciamento, vale lembrar, não teve início com os celulares, mas já se delineava no século passado, com os televisores ligados incessantemente, o que levou algumas denominações, inclusive, a proibirem seus membros de possuírem televisão em casa. Já imaginou seu pastor lhe proibindo de ter um smartphone?

No âmbito doméstico, Paulo instrui as esposas, em Colossenses 3.18. A palavra grega utilizada para "submeter-se" é hypotassein (ὑποτάσσω), que significa "obedecer", "subjugar" ou "estar em sujeição". A exortação refere-se à submissão da esposa ao marido, como convém no Senhor. Essa expressão tem sido alvo de resistência por parte de diversos movimentos, os quais interpretam o conceito de submissão como sinônimo de servidão cega e de ausência de voz da mulher, mesmo diante de eventuais erros do esposo. No entanto, o que Paulo realmente propõe é uma submissão bíblica, dentro do casamento, marcada por respeito mútuo, amor e cooperação, e jamais por inferioridade (Ef 5.22).

Aos maridos, Paulo ordena: "Amai vossas mulheres" (Ef 5.25–28), com um amor sacrificial, que zela pelo bem-estar da esposa e que se manifesta nas pequenas atitudes cotidianas — no auxílio com os afazeres do lar, no cuidado com os filhos, na sensibilidade às necessidades emocionais da companheira. Muitos matrimônios naufragam porque o homem se exime de sua responsabilidade no ambiente doméstico e na criação dos filhos, delegando à esposa uma sobrecarga que não lhe pertence exclusivamente.

Paulo é claro ao estabelecer papéis distintos, mas complementares: à esposa, respeito e submissão; ao marido, amor e dedicação. Ambos, porém, devem espelhar o amor de Cristo, servindo de exemplo de convivência para os filhos.

Quanto ao relacionamento com os filhos, Paulo recomenda que os pais não os provoquem à ira. Sua exortação não diz respeito à ausência de disciplina, mas sim à maneira como esta é aplicada — evitando-se palavras ofensivas, humilhantes ou destrutivas. Pais, lembrem-se: os filhos são herança do Senhor (Sl 127.3) e devem ser corrigidos com amor (Pv 13.24), não com dureza que fere e desfigura sua identidade.

Aos filhos, Paulo ordena: "Obedecei a vossos pais em tudo" (Ef 6.1–2). Naturalmente, surge o questionamento: e se os pais não forem cristãos? A resposta é clara: obedeçam no Senhor, ou seja, naquilo que não fira os princípios da fé. Ainda que descrentes, os pais devem ser honrados.

Vivemos, de fato, em tempos distintos daqueles da Igreja Primitiva, mas a Palavra de Deus permanece imutável. O mandamento de obediência aos pais subsiste mesmo após a maioridade, sendo dever dos filhos honrar e respeitar os pais ao longo de toda a vida, o que traz consigo a promessa de longevidade sobre a terra.

2. O Trabalho Como Serviço ao Senhor

Um fato interessante é que Paulo usa a palavra "servos", que, em seu contexto original, referia-se aos escravos, e também a palavra "senhor", que designava o proprietário desses servos. Era comum haver escravos que desempenhavam variadas funções em benefício de seus senhores.

Por esse motivo, Paulo, em nenhuma de suas cartas, se manifesta de forma direta contra a escravidão como instituição, mas condena, de forma veemente, os abusos e a violência extrema que muitos senhores praticavam contra seus servos, especialmente os insubmissos ou fugitivos.

Hoje, essa relação pode ser comparada à relação existente entre empregados e patrões. Paulo exorta o servo a executar seu trabalho com excelência, ainda que não esteja sendo observado ou elogiado por seu superior. Essa atitude deve ser a marca do cristão: fazer além do que se espera — isso é expressão de um coração transformado por Cristo, e deve se manifestar não apenas no ambiente eclesiástico, mas em todos os espaços onde o salvo estiver inserido.

Aos senhores (empregadores), Paulo ensina que devem tratar seus servos (funcionários) com justiça e equidade, conscientes de que o verdadeiro Senhor está atento a tudo. Cabe ao patrão agir de maneira justa em todas as suas atribuições, bem como demonstrar interesse pela vida pessoal e espiritual de seus colaboradores, oferecendo, sempre que possível, apoio nessas áreas. Paulo conclui afirmando que, seja escravo ou senhor, ambos pertencem ao Senhor e são irmãos em Cristo (Ef 6.5–9).

3. A Perseverança na Oração

A oração é o respirar de todo salvo em Cristo, pois é por meio dela que se comunica com Deus. Por isso, Paulo exorta: "Perseverai na oração" (Cl 4.2), recomendando ainda súplicas e intercessões não apenas em favor dele, mas também de todos os que anunciam a Palavra de Deus.

Perseverar na oração é crer que a situação será mudada, é crer que, por mais impossível que pareça, algo extraordinário vai acontecer. Infelizmente, para alguns, a oração é vista como último recurso, quando, na verdade, deveria ser o primeiro passo diante de qualquer circunstância.

A oração não muda Deus, pois ELE é imutável, e o que ELE determinou realmente vai acontecer. A oração, porém, transforma o coração do homem, ajusta sua perspectiva, modifica atitudes, alinha pensamentos e, sobretudo, fortalece a fé, aproximando-o ainda mais do Senhor.

Jesus orava constantemente e ensinava aos discípulos sobre o poder da oração. Paulo, por sua vez, em suas cartas, fala sobre a necessidade de o crente orar em todo o tempo (1 Ts 5:17), com fé e a certeza de que está sendo ouvido pelo Senhor. Neemias, por exemplo, ao ser instado pelo rei Artaxerxes a responder, fez uma breve oração (Ne 2.4) pedindo a Deus sabedoria quanto ao que deveria dizer — e sua resposta foi acolhida favoravelmente.

É por meio da oração que o cristão recebe discernimento para responder com mansidão a todo aquele que lhe questiona a fé, encontra as palavras certas para aconselhar, e obtém paz diante das crises, mesmo quando a resposta divina for um "não".

4. O Testemunho Externo e a Palavra Temperada

Nos dias atuais, com o avanço das redes sociais e o compartilhamento de informações, são postados vídeos de cristãos bons e ruins. Infelizmente, os ruins acabam se tornando munição para as pessoas que não gostam de ouvir as Boas Novas de Cristo. Deve-se ter um bom testemunho para com os de fora, e essa era uma das preocupações de Paulo quando escreveu para a igreja de Colossos.

O cristão não deve ser influenciado pelas coisas deste mundo, mas sim pelo que está escrito na Palavra de Deus. As atitudes e pensamentos devem refletir Cristo.

O cristão é observado todos os dias, em qualquer lugar onde estiver, e deve deixar bem claro para todo mundo que nasceu de novo e ter a resposta certa quando questionarem a sua fé.

E é neste momento que devem ser palavras edificantes, palavras sábias, como está escrito: "... seja sempre agradável, temperada com sal, para saberdes como deveis responder a cada um." (Cl 4:6).

Conclusão

Nesta lição, aprendemos que precisamos refletir Cristo em todas as áreas de nossa vida, começando em casa, passando pelo trabalho e finalizando na igreja. Saiba de uma coisa: a partir do momento em que tomamos a decisão de seguir Cristo, o mundo começa a nos analisar, nos observar e nos tem como exemplo de cristãos, seja bom ou ruim.

Temos livre acesso ao PAI, através da oração, onde podemos conversar com ELE livremente, sem rodeios, e clamar para que nos ajude na caminhada da vida, sempre prontos para auxiliar os que nos pedem ajuda.

É fato: se você é seguidor de Cristo, aceitou-O como único e suficiente Salvador, você se tornou templo do Espírito Santo, uma nova criatura, filho de Deus.

O estudo da carta aos Colossenses nos ensina que Cristo deve ser o Senhor em todas as áreas da nossa vida, e devemos fazer a diferença no mundo, combatendo e sabendo distinguir o que é a Palavra de Deus e o que é filosofia humana. A nova vida em Cristo é cheia de desafios e escolhas, sabendo que quando fazemos a escolha certa, teremos a nossa recompensa vinda do Senhor.

Editorial

Curso: Carta aos Colossenses

Ano: 2025

1ª Edição

Conselho Editorial:

Pr Sinval Júlio de Souza

Pr Lúcio Andres

Revisão Teológica:

Márcio Rezende

Wagner Monteiro

Projeto Gráfico e Diagramação:

Wagner Monteiro

Comentaristas:

Lição 1 – Pr. Marco Antônio

Lição 2 – Hemerson Dantas

Lição 3 – Pr. Anderson Silva

Lição 4 – Pr. Oziel Barros

Lição 5 – Marcelo Brito